<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392</id><updated>2011-09-14T15:03:05.898-02:00</updated><title type='text'>El Viaje Misterioso de Nuestro Caquyyy</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://mauricismos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>86</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-2578990031797917829</id><published>2008-09-07T14:52:00.001-02:00</published><updated>2008-09-07T14:52:49.220-02:00</updated><title type='text'>Wild, Wild West Bank</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr"&gt;Sentado num carro sem cinto. Um playboy árabe na direção . No rádio o Bon Jovi cantando &amp;quot; It&amp;#39;s My Life&amp;quot;. Um dia insano que começa a fazer sentido. Compreender ainda não, as armas que tenho não são suficientes . Um pouco de mais de clareza só sobre essa cadeia de eventos extremos , reveladores e aleatórios . Se eu tenho medo? &amp;quot;I just want to live when I&amp;#39;m alive&amp;quot;!&lt;br&gt; &lt;br&gt;Manhã depois de Yom Kippur, Lyca, Taty e eu nos encontramos no centro do quarteirão judaico da cidade velha de Jerusalém. As mochilas delas eu deixo no Tio Reuven e de lá atravessamos o caos delicado do Shuk Àrabe em sua parte não-turística. Cruzamos o portão de Damasco e estamos na Tachaná Merkazit de Jerusalém Oriental , na verdade uma outra Jerusalém.&lt;br&gt; &lt;br&gt;No ônibus 18, que faz Jerusalém-Rammalah , somos os únicos estrangeiros e as blusinhas com bermudas fazem um contraste pesado com o véu da universitária palestina. &amp;quot;Ele não de olhar!&amp;quot;. Não Taty, não é encarando que a gente se resolve por aqui. Forço o sorriso amarelo e começo minha aprasentação turístico-trouxa-brasileiro . E já vemos agora o muro da Cisjordânia, que vai ficar ao nosso lado por vários quilometros. As meninas já estão perplexas, sacam dezenas de fotos e logo os colegas do ônibus começam a falar do muro. O menino de vinte- e-poucos-anos, bigode ralo e dentes podres, segurança da mesquita de Al Aqsa, fala em tom sério &amp;quot;fica tranqüilo, a gente ainda vai derrubar esse muro&amp;quot;. Derrubar pra que?&lt;br&gt; &lt;br&gt;Mas logo chegamos a Rammalh. E, ao contrário dos últimos meses, é um dia cinza. A comparação com o clima de barbárie da &amp;quot;25 de março &amp;quot; vem na hora . Só pra piorar acabamos de descobrir que era pleno Ramadã, ou seja, restaurantes fechados e policiamento ideológico ostensivo nas ruas. Afinal, é uma descortesia enorme comer em frente a quem está passando o dia em jejum.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Algumas horas pelas ruas e os posters de mártires pelas ruas assustam. Um pouco de compras é inevitável. Rammalah é 25% off em tudo. Mas é um outro país, outra cultura. Não pro dinheiro. Em Rammalah tem outlet da Fox e chocolate do Kibutz Yotvava no supermercado.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Mas o tempo passa. Já andamos por quase 3 horas e a fome bate. E com a fome vem o mau-humor. Pensamos em mudar de cidade. Hebron, Belém ou Nazareth? Qualquer uma, desde que tenha comida. E a estação das lotações de Rammalah é outro buraco sujo e escuro. Assustadora . É lá que descobrimos que qualquer uma dessas cidades está a pelo menos uma hora e meia de distância. Mudamos de idéia:&amp;nbsp; a fome é grande, a paciência não. decidimos nos virar por aqui mesmo , de qualquer jeito .&lt;br&gt; &lt;br&gt;É nessa hora que entramos numa vendinha e antes de mais nada perguntamos pro dono do estabelecimento se poderiamos comer lá mesmo. &amp;quot; Já que vocês perguntaram...&amp;quot;. Almoço é então pringles em migalhas, polenguinho e suco de laranja nos fundos do supermercado.&amp;nbsp; Quase uma atividade subersiva. Caiu maravilhosamente bem e nos turbinou o humor.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Já que estamos aqui, vamos fazer o que há pra fazer aqui. Vamos então visitar o que há pra visitar: a Ab&amp;#39;Mukata, o QG da Autoridade Nacional Palestina (ANP), onde viveu e agora está enterrado Yasser Arafat. Não que tenha alguma coisa lá, o local inteiro está em obras. Resta agora um outdoor com a foto do bom velhinho e dois soldados escoltando uma placa memorial no chão. Explica o porta-voz da ANP que ali será construido um memorial, uma mesquita e um museu. O primeiro museu da Palestina. Segundo ele, o outro museu que eles tentaram construir em Gaza, fora de pronto bombardeado por Israel. Engatamos mais conversa com essa figura que só passava por ali. Nos apresentamos , a Lyca fala sobre trabalho voluntário . Ele ouve interessado, pede para marcarmos uma reunião num outro dia e se desculpa pela pressa - culpa do Ramadã.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Da Ab&amp;#39;Mukata vamos para um restaurante de turista, uma das poucas coisas abertas que o nosso motorista nos apresenta. o restaurante, o PRONTO Bar &amp;amp; Cafe, é tocado por uma dessas figuras que já fez de tudo na vida agora resolveu sossegar cuidando do seu boteco e conversando com todos os clientes.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Nem precisa falar que esse café, em pleno Ramadã, virou o point de todo e qualquer estrangeiro. Do pessoal das ONGs ao altos funcionários europeus com seus contratos de milhões de dólares, todos estão lá e naquela tarde todos se sentaram na nossa mesa.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Nosso primeiro convidado, junto com a caneca de cerveja palestina TABYEH, é um ativista do PEACE FIGHTERS. Veio com seu laptop e o ânimo do Coelho da Alice. Dizia o tempo todo &amp;quot;eu não tenho tempo&amp;quot;. Pede para marcarmos uma reunião e...&lt;br&gt; &lt;br&gt;Logo depois vem um senhor de não mais de 60 anos, blazer, camisa de lã linho, calça jeans e um brilhante sapato preto. A verdade é que eu fui pescá-lo na mesa ao lado onde ele elegantemente saboreava um peito de frango e degustava uma taça de vinho. Quase quinze anos de viagens à Palestina fazendo contratos de Saneamento Básico entre a ANP e uma empresa norueguesa. Ele é a grana em meio ao caos, sofisticadíssimo, elegante e gentil. Ele é aquela boa carinha que o hamburger gostaria de ter. Morra de inveja Ronald McDonald!&lt;br&gt; &lt;br&gt;Depois é a vez de aparecer por lá meu amigo Kevin, que já ligara algumas vezes. Kevin é um rapaz de vinte e oito anos, corpo sarado e cabelo curto que eu conheci quando voltava da Jordânia, na fronteira com Israel. Ele trabalha pro governo americano dando grana pra rádios piratas pararem de ser financiadas pelo Hamas e falarem mal do tio sam. Pra mim ele tem a maior pinta de Agente Secreto. Só que fazendo o que ele faz, onde ele faz, nem precisa ser agente secreto; ele já esta numa &amp;quot;Missão Impossível&amp;quot;.&lt;br&gt; &lt;br&gt;E depois de um monte de conversa e algumas TABYEHS, Kevin nos leva a um bar descoladinho em cima do único cinema da cisjordânia. E esse é o auge do contraste. Um bar com terraço, coqueiros, cadeiras de jardim, luxo! Nem parece Rammalah. Ou talvez pareça, porque Rammalah é puro contraste o tempo todo.&lt;br&gt; &lt;br&gt;É ali que o Porta-Voz da ANP vai nos encontrar. Ele ligou e disse que nos encontraria nessa mesma noite. Pra quem veio só olhar... Já estávamos às nove e meia da noite num bar esperando um figurão da administração palestina pra um meeting.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Chega mohammed e discretamente sai Kevin. Nós agora já não estavamos cansados, com medo ou frio. O novo, o diferente, o estranho causam uma sensação de histeria. Tudo é inacreditável, surreal, inesperado. Tudo junto em um só dia. E é nesse clima que começa a conversa com essa figura ímpar.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Faço uma breve introdução superficial sobre nossos interesses, nossa &amp;quot;visão&amp;quot; do Oriente Médio e nossa &amp;quot;Consciência Social&amp;quot;. As meninas quase aplaudem. Mas esse cara, que lutou com dezesseis anos na guerra do Libano, esteve do lado de Yassera Arafat na líbia de depois pelo mundo todo (&amp;quot;mais de oitenta países&amp;quot; diz ele) até ficarem &amp;quot;reféns&amp;quot; por três anos dentro da Ab&amp;#39;Mukata, cercados por dezenas de tanques israelenses não se emociona. Ódio de guerrilheiro cansaço de homem.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Ele não fala de paz ou de consciência social. Na verdade ele começa uma aula sobre a história do Oriente Médio, do ponto de vista de quem está do outro lado do muro. Começa a aula desenhando o mapa da região e dizendo &amp;quot;esse país aqui sempre foi chamado de Palestina&amp;quot;. Daí ele segue a falar sobre o fim da segunda guerra, a resolução do Conselho de Segurança da ONU que dividiu as terras, a fundação da OLP no exílio e outras aventuras dele com Arafat. Testemunho de quem viveu a história lado-a-lado. A conversa se extende e quase às onze da noite eu peço pra irmos embora.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Saimos do bar e ele nos mete num taxi que só nos levaria até o checkpoint. Taxis palestinos não podem cruzar a fronteira. Em termos de experiência de checkpoint, essa deveria ser uma bem light. Onze da noite, checkpoint vazio, nada pra dar errado. A Taty sem passaporte e a Lyca sem visto só atrasariam a viagem em uns cinco minutos. Mas a estrutura era muito curiosa, as grades, as placas insanas. A Lyca decide tirar umas fotos e eu só recomendo que não ligue o flash. Já fora da estrutura militar a Lyca comete o engano e bate uma foto com flash. No mesmo instante sai da sombra uma soldada de não mais que vinte anos. Ela de com uma M16 engatilhada e nós com o cú na mão. Pede pra ver as fotos, sem tirar o dedo do gatilho. A Lyca se desculpa. Pede pra apagar a primeira foto. A Lyca se desculpa denovo. Manda ela apagar todas as fotos do checkpoint. Mais uma vez desculpas. A menina termina o trabalho dela &amp;quot;fotos só pra lá&amp;quot;. Se ninguém ver então não aconteceu.&lt;br&gt; &lt;br&gt;E a essa altura taxis no checkpoint também não há. Venta um frio congelante no meio daquele descampado. E nada de carro, ônibus ou taxi. Já é tarde, e é nessa hora que passa o Civic do Playboy. O nome dele? Maher. Arabe-israelense, a noiva mora em Rammalah. Ele de pronto pede pra ver nossos documentos. Diz que se os nossos papéis não estiverem certos quem se fode é ele. Perde o carro, perde os direitos e corre o risco de ser preso. Começa a contar de uma carona que ele levou uma vez. O cara sobe no carro e nem cinco minutos depois aponta uma arma pra cabeça dele pedindo toda a grana. Ele responde friamente pro rapaz: &amp;quot;vai, atira! Porque eu só tenho 300 shekels (75 dolares) no bolso. Com 200 você enche o tanque de gasolina do carro, com 100 você compra cigarros e cerveja. Foda-se atira logo!&amp;quot; Deve ser alguma coisa cultural ou ideológica, mas o cara não só não atirou como se desculpou. Passamos mais um mini-checkpoint, na verdade um road-block. Um soldado etíope nos trata com arrogância. Maher responde com um sorriso amarelo pra depois fazer um comentário racista sobre o soldado.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Ele nos toma de volta a Jerusalém, direto ao portão de Damasco. Mais uma vez cruzamos a cidade e dessa vez terminamos o roteiro no Kotel. As meninas ficam muito emocionadas. Ainda tenho muita coisa na cabeça. Deve ser o susto mas não consigo chorar. Coisas demais, tempo de menos. Rammalah é estragada, exótica e dificílima de digerir.&lt;br&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-2578990031797917829?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/2578990031797917829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/2578990031797917829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2008/09/wild-wild-west-bank.html' title='Wild, Wild West Bank'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-1133356754261479108</id><published>2007-08-20T16:34:00.001-02:00</published><updated>2007-08-20T16:58:37.864-02:00</updated><title type='text'>A Outra Margem do Rio - Parte 2</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Difícil digerir uma viagem tão insana. Porque a pergunta que eu mais ouço quando eu falo que fui pra Jordânia acaba sendo "Mas você foi pra Petra?". Não, eu não fui pra Petra. Sim, eu sei que Petra foi recém eleita uma maravilha do mundo. Mas bom, eu não fui até a Jordânia pra isso. Já decidi que vou&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://lh5.google.com/mauricios/Rr8tHm-b51I/AAAAAAAABCo/XvjOel1r8F8/IMGP0326.JPG?imgmax=800"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://lh5.google.com/mauricios/Rr8tHm-b51I/AAAAAAAABCo/XvjOel1r8F8/IMGP0326.JPG?imgmax=800" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; com a minha mãe, aliás Petra vai ser um programa maravilhoso pra fazer com a minha mãe, ela ia adorar. Eu fui pra Jordânia pra conhecer Amman, só Amman, e sim tem muita coisa interessante lá pra fazer.&lt;br /&gt;Tá, falar que a sua viagem é interessante é meio bobo, eu sei. Mas num é que eu fui lá fazer balada. E pensei em fazer balada lá sim, mas era mais tosco do que eu imaginava e na última noite acabei trocando a balada recomendada pelo dono do meu hotel por uma sinuca com o meu brother taxista e o barbeiro amigo dele. Roots total! E andar por Amman era a minha grande diversão. Andar pra cima e pra baixo. Sempre de Taxi, que é barato e em Amman quase num tem calçada. É uma cidade de avenidonas largas, que me lembrou nesse sentido Brasília. Mas a semelhança fica por aí. Porque no geral Amman é umas ilha de avenidas bonitas, três ou quatro hotéis seis estrelas lotados de sheiks e outras pessoas humildes do Oriente Médio, rodeado de um favelão no melhor estilo Rocinha Amarelada.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://lh5.google.com/mauricios/Rr88Om-b6dI/AAAAAAAABII/4gJIZcwIzbk/IMGP0380.JPG?imgmax=800"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 240px; height: 179px;" src="http://lh5.google.com/mauricios/Rr88Om-b6dI/AAAAAAAABII/4gJIZcwIzbk/IMGP0380.JPG?imgmax=800" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foi aí que eu entendi o rei quero-ser-galã-de-cinema com bigodinho-de-pagodeiro, o Abdoun Circle com cara de Miami Beach e suas Ferraris, Hummers e BMWs. É desigualde, gente muito rica e gente miserável. Terceiro-mundismo com direito a shopping, fast-food e todo o pacote. Esse povo vive da desigualdade da região. O rei é legal! Todo mundo acha ele legal. Mas Israel é filhodaputa. A mesma porcaria dos dois lados do rio. Um achando que o outro é culpado da desgraça dele. Ninguém muito interessado em olhar pro próprio nariz. Poderia falar que o povo Jordaniano é amigável, mas isso num é assunto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu fiz lá meu amigo taxista, que era meio dono de uma frota de um carro só. Ele emprestava o carro dele pros amigos fazerem uma grana pagando de taxista. Uma figura. No primeiro dia me deu dicas, no segundo me deu café, "não aquelas porcarias feitas no fogão, esse é feito no forno a lenha", no terceiro dia fomos jogar sinuca. Sinuca engraçada, num prédio meio underground, num lugar afastado da cidade. O cara lá contando as histórias do irmão, o outro me falando pra fazer a barba antes de passar a fronteira, senão iam acabar pensando que eu era um terrorista.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E ainda o memorial dos mártires da Jordânia. Onde o Rei conta a história da família e a história do Oriente Médio da perspectiva que eu não conhecia. Burrismos de uma educação sionista enviesada por toda a vida. Contam como eles deram um pau nos Turcos Otomanos, como eles conseguiram botar os Israelenses pra correr umas duas vezes, e como o Pai do Rei Hussein morreu em Jer&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://lh5.google.com/mauricios/Rr85pm-b6ZI/AAAAAAAABHg/VnXZiyaXiTs/IMGP0373.JPG?imgmax=800"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 236px; height: 179px;" src="http://lh5.google.com/mauricios/Rr85pm-b6ZI/AAAAAAAABHg/VnXZiyaXiTs/IMGP0373.JPG?imgmax=800" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;usalém "que ele lutou pra ser da Jordânia e de todo o povo Árabe"! Divertida lição de história Lado B.&lt;br /&gt;Essa foi a pegada. Diversão em um nível estranho. Assistir uma televisão que só tem em inglês, entre os 500 canais, Al Jazeera International, BBC e Fashion TV Arabia ("Get Exposed!"). Andar nums carros zoados, discutindo preço com os taxistas árabes, que num entendiam porque eu era turista e discutia preço... Ah esse mundo Arabe-Judaico! Muita coisa em comum, pouca conversa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-1133356754261479108?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/1133356754261479108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/1133356754261479108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/08/outra-margem-do-rio-parte-2.html' title='A Outra Margem do Rio - Parte 2'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-6777125382585878984</id><published>2007-08-10T11:08:00.001-02:00</published><updated>2007-08-10T11:12:59.449-02:00</updated><title type='text'>A Outra Margem do Rio - Parte 1</title><content type='html'>Eu cruzei o rio! Passei da terrinha pra outra terra. Um trabalho herculeo! Porque se por um lado estar em Israel tem uma forca sobrenatural, parece que essa forca sobrenatural num me deixa sair de la da mesma maneira. Pra chegar ate Amman, a capital da Jordania, eu demorei mais de 4 horas pra percorrer uma distancia de nao mais que 100Km...  &lt;br /&gt;E o que em Israel se chama burocracia na Jordania eh a zona generalizada. Em Israel as filas e os soldadinhos de vinte e poucos anos fazendo todo o servico... Na Jordania os tiozinhos de bigodao pra ficar igual ao Rei! Alias esse cara tem a foto dele em todos os lugares. Um superstar na marra! E a aparencia geral da parte nobre de Amman eh a de um shopping center qualquer em fuckin'-nowhere-ville, Alabama. Todas as grandes redes de comida, uma tonelada de carroes, com playboyzinhos de gel, camisa, calca diesel e relogio de ouro! Ferrari, Hummer, BMW, Porsche... E um calor infernal. Diesel, Gucci, Gabbana, Hilfiger misturado com veu e kefia. Pizza Hut, starbucks, McDonald's, KFC e uma mistura de Shawarma (o churrasco grego) com cha persa.&lt;br /&gt;A impressao, por ser o segundo pais Arabe que eu visito, eh de uma sofisticacao emprestada. Um mudeeerrno. Meu amigo robertinho diria "Estamos na Asia", mas eh alem. Amman me faz pensar no que deve ser Dubai. O outro oriente Medio. O anti-Rammalah. Porque aqui esta o desenvolvimento, os petro-dolars, os sheiks...&lt;br /&gt;E estar aqui como brasileiro vindo de Israel torna qquer pergunta comum "de onde vc veio" em uma historia. Eh estranho estar aqui, mas eh ao mesmo tempo revelador. Sentir o Oriente Medio de verdade. Os 500 canais de TV do Egito ao Kwait... Os livros anti-americanos, anti-sionistas e ate Mein Kampf vendendo em tudo quanto eh canto. Eles vivem aparentemente em paz com Israel, mas pelo jeito a populacao num eh muito fan do jeitinho israelense de fazer politica na regiao.&lt;br /&gt;Mas ser turista eh uma desculpa. Voce pode tudo, voce ve tudo, olha tudo como se estivesse ha quilometros de altura. Da vontade de descer, por o nariz no meio da merda, ver o que eh de verdade. Mas na real eu soh tenho 3 dias. A tentativa eh mais importante do que o eventual sucesso!&lt;br /&gt;Depois conto mais. As primeiras fotos ja estao em &lt;a href="http://picasaweb.google.com/mauricios/FotosJordania"&gt;http://picasaweb.google.com/mauricios/FotosJordania&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-6777125382585878984?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/6777125382585878984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/6777125382585878984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/08/outra-margem-do-rio-parte-1.html' title='A Outra Margem do Rio - Parte 1'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-8172091693617889132</id><published>2007-08-03T12:36:00.001-02:00</published><updated>2007-08-03T12:36:24.773-02:00</updated><title type='text'>Amaldiçoado! - Parte 3</title><content type='html'>&lt;div&gt;Terceira e última verdade sobre mim, mesmo por que eu já num tenho o que contar e eu acabo falando tanto que nem sobra muito segredo pra contar. Eu gosto de pagode. Eu ouço Música sertaneja, eu choro em filme da Disney e adoro o programa do Amaury Jr. e essas outras coisas estúpidas da madrugada. Mas talvez vc saiba de tudo isso por que eu já te contei. Então com certeza você não sabe que eu gosto também de Jazz, Bossa Nova, Lounge. Que eu assisto Two And&amp;nbsp;A Half Men, que eu gosto de CSI e de Kubric e de Tarantino e ainda acho que entendi As Horas mesmo sem ser mulher. Bom a verdade é que eu sou vários, e que talvez coisas que algumas pessoas não sabem sobre mim sejam muito óbvias pra outras pessoas. Não é que eu tenha muitos segredos, e na verdade os grandes segredos num vou sair publicando em blog, por que de escândalo vocês já estão cheios no jornal. Mas é que talvez esse negócio de revelar um lado pra uma pessoa que não conheça pode parecer mesmo interessante.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Chega! Se o coelhinho quiser vir que venha. Faz um tempo q eu perdi medo de coelhinho! Não muito tempo, mas...&lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-8172091693617889132?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/8172091693617889132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/8172091693617889132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/08/amaldioado-parte-3.html' title='Amaldiçoado! - Parte 3'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-6889882016591427167</id><published>2007-07-26T07:57:00.001-02:00</published><updated>2007-07-26T07:57:33.227-02:00</updated><title type='text'>Amaldiçoado - Parte 2</title><content type='html'>&lt;div&gt;Vamos passar logo essa fase maldita. Ou bendita, porque me fez voltar a escrever...&lt;/div&gt; &lt;div&gt;Segunda coisa que ninguém sabe sobre mim. Eu agora quando voto, voto sem falar pra ninguém o que eu tô fazendo. Tem um monte de gente que ficava me pressionando pra votar&amp;nbsp;em alguma coisa, mas eu decidi parar de aceitar a pressão. Então por isso muita gente num sabe que eu votei no Lula de novo, ou mesmo que eu votei no Fórum da Esquerda, ou que eu votei no Sim no referendo do desarmamento... É, eu sou meio louco! &lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-6889882016591427167?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/6889882016591427167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/6889882016591427167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/07/amaldioado-parte-2.html' title='Amaldiçoado - Parte 2'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-3540449948309561368</id><published>2007-07-25T14:28:00.001-02:00</published><updated>2007-07-25T14:28:37.431-02:00</updated><title type='text'>Amaldiçoado! - Parte 1</title><content type='html'>Algum fofo entre os meus leitores me deixou esse presente:&lt;br&gt;&amp;quot;A Maldição do Coelhinho &lt;br&gt;Deve postar no blog uma lista de 6 coisas que as pessoas não sabem sobre você ou suportar um ataque de um coelho gigante com um tiro na cara, igual ao Donnie Darko, quando você estiver lavando os cabelos de olhos fechados. Depois, tem que repassar a praga para 6 blogueiros&amp;quot;&lt;br&gt;Deve ser pq eu ando muito relaxado com o meu blog, então aí vai, novo tema pros meus posts...&lt;br&gt;&lt;br&gt;1 - Eu cantei num programa de televisão quando eu tinha 7 anos de idades. - Talvez seja patético, mas eu cantei uma música do Engenheiros do Havaí, &amp;quot;Era Um Garoto Que Como Eu Amava os Beatles e os Rolling Stones&amp;quot;. E eu nem sabiam quem eram os Beatles ou os Rolling Stones. Eu estava na Hebraica, era um programa da Gazeta, que eu nem lembro o nome. Mas eles gravaram e eu fiz uma performance totalmente Rock n&amp;#39;Roll, sem saber o que era Rock n&amp;#39;Roll, é claro!  &lt;br&gt;Só a mamãe lembra, mas foi engraçado... e prova que a &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=JuY5iQa8RdY"&gt;entrevista do Pindura na Daslu&lt;/a&gt;  não foi minha estréia televisiva!&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-3540449948309561368?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/3540449948309561368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/3540449948309561368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/07/amaldioado-parte-1.html' title='Amaldiçoado! - Parte 1'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-3976646791277002340</id><published>2007-07-19T19:46:00.001-02:00</published><updated>2007-07-19T19:46:11.707-02:00</updated><title type='text'>Num falei...</title><content type='html'>Odeio esse clima de &amp;quot;num falei&amp;quot;. Mas a minha impressao sobre Israel ta ai comprovada por algum estudo, ou dado, ou sei la o que seja, que saiu publicado no Jewlicious que por sua vez roubou de uma tal de Globes:&lt;br&gt; &lt;a href="http://www.globes.co.il/serveen/globes/docview.asp?did=1000234117&amp;amp;fid=942"&gt;&amp;quot;19 Familia controlam 34% da renda de Israel&amp;quot;&lt;/a&gt;&lt;br&gt;Abaixo vai a historia pra quem tem preguica de abrir link:&lt;br&gt;&lt;div style="font-size: 17px; font-weight: bold; color: rgb(0, 16, 97);" id="F_Title"&gt; &lt;br&gt;BDI: 19 families control NIS 248b in revenue&lt;/div&gt; &lt;div style="font-size: 13px; font-weight: bold;" id="F_Sub_Title" class="subtitle_style"&gt;The aggregate income of the 19 families equaled 88% of the government budget of NIS 283 billion in 2006.&lt;/div&gt; &lt;div style="font-size: 12px;" id="F_Author"&gt;Roy Goldenberg &lt;span style="font-size: 11px; color: rgb(226, 94, 0); padding-left: 10px;"&gt;19 Jul 07&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;19:02&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;    Business Data Israel (BDI) reports that Israel's 19 wealthiest families controlled an aggregate NIS 248 billion in revenue in 2006, 34% of the NIS 722 billion earned by the country's 500 largest companies altogether. This is BDI's third annual concentration index on concentration in the Israeli economy. &lt;p&gt;BDI adds that the aggregate income controlled by the 19 families equaled 88% of the government budget of NIS 283 billion, and over half of the business product of NIS 457 billion. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;The 19 families include the Dankner, Ofer, Tshuva, Weissman, Saban, Arison, Bino, Federmann, Borovich, Leviev, Hamburger, Azrieli, Fishman, Strauss, Wertheim, Alovich, Zisapel, Shahar, Kass, and Schmelzer families. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Three changes appear in the 2006 list, compared with 2005: Steff and Eitan Wertheimer were taken off the list following the sale of 80% of &lt;a target="new" href="http://www.iscar.com/"&gt;Iscar Ltd.&lt;/a&gt; to Warren Buffett's Berkshire Hathaway Inc. (NYSE:BRK-A); and the Alovich and Azrieli families were added. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nochi Dankner, the chairman and CEO of  &lt;a target="new" href="http://www.idb.co.il/"&gt;IDB Holding Corp. Ltd.&lt;/a&gt; (TASE:&lt;a href="javascript:viewInstrument(&amp;#39;736579&amp;#39;,45,&amp;#39;EN&amp;#39;)"&gt;IDBH&lt;/a&gt;), headed the 2006 list, and his share of the 19 families' aggregate income rose to 18.7% from 16.3% in 2005. His income rose by 15% thanks to acquisition of 31% of &lt;a target="new" href="http://www.koor.co.il/"&gt;Koor Industries Ltd.&lt;/a&gt; (TASE:&lt;a href="javascript:viewInstrument(&amp;#39;649012&amp;#39;,45,&amp;#39;EN&amp;#39;)"&gt;KOR&lt;/a&gt;) in 2006 for $394 million. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Yitzhak Tshuva, the controlling shareholder in  &lt;a target="new" href="http://www.delek-group.com/"&gt;Delek Group Ltd.&lt;/a&gt; (TASE: &lt;a href="javascript:viewInstrument(&amp;#39;1084128&amp;#39;,45,&amp;#39;EN&amp;#39;)"&gt;DLEKG&lt;/a&gt;), made the biggest climb in the list, compared with 2005, after acquiring  &lt;a target="new" href="http://www.phoenix.co.il/"&gt;Israel Phoenix Assurance Ltd.&lt;/a&gt; (TASE: &lt;a href="javascript:viewInstrument(&amp;#39;767012&amp;#39;,45,&amp;#39;EN&amp;#39;)"&gt;PHOE1&lt;/a&gt;;&lt;a href="javascript:viewInstrument(&amp;#39;767038&amp;#39;,45,&amp;#39;EN&amp;#39;)"&gt; PHOE5&lt;/a&gt;) from Shahar and Kass at a company value of $670 million. His share of the 19 families' aggregate income rose from 5.9% to 10.9%, an increase of 84%. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;The BDI concentration index examines the controlling shareholders in influential Israeli companies, effectively running them. The index does not examine the families' wealth; therefore, families with similar wealth, but with little economic influence and/or whose wealth is derived from business overseas, are not included. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;Published by Globes [online], Israel business news - &lt;a href="http://www.globes.co.il/"&gt;www.globes.co.il&lt;/a&gt; - on July 19, 2007&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Nao meus queridos, nao eh minha sindrome de brasilianismo, Israel eh sim um pais desigual. &lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;br&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-3976646791277002340?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/3976646791277002340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/3976646791277002340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/07/num-falei.html' title='Num falei...'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-123681495428302826</id><published>2007-06-24T10:53:00.001-02:00</published><updated>2007-06-24T10:53:14.898-02:00</updated><title type='text'>Pra que falar de política?</title><content type='html'>&lt;div&gt;Israel é um país em guerra. Israel&amp;nbsp;contra o povo Palestino. Israel é bombardeado diariamente. Malditos Árabes!&lt;/div&gt; &lt;div&gt;Esse mantra é simplesmente a manchete de 90% dos jornais israelenses desde que eu cheguei aqui. Israel tem problemas com os seus vizinhos. Todo mundo sabe. À rigor não há solução a curto prazo, a não ser mais um muro. Se bem que na minha última viagem a Ramallah eu vi com esses meus bons olhinhos&amp;nbsp;um par de&amp;nbsp;moleques passando pelo meio de um buraco no tal do muro. E se o muro é furado o muro não serve pra nada. Mas tem gente que ainda acha que o muro é a solução maravilhosa de todos os problemas do mundo!  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Sim, aqui só se fala em guerra. Goste, não goste, aprove ou desaprove. Esse é o assunto do país. Mas isso não é o problema do país, é só o único assunto. Porque quando se fala em guerra todos os outros assuntos somem. A educação em Israel está sucateada? E daí, nós estamos em guerra! Mas os direitos trabalhistas em Israel são quase indecentes! A culpa deve ser dos Árabes. Mas agora querem privatizar todo o país! Desde que não tenham Árabes se explodindo na minha calçada...  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;A alternância de poder binária israelesne dos últimos 50 e tantos anos do estado virou vício. Não há nada de muito novo desde que os religiosos resolveram enfiar o nariz na política e virar o fiel da balança. Mas o Presidente Shimon Perez num era trabalhista? E virou governo no Kadima (que em hebraico quer dizer&amp;nbsp;&amp;quot;pra frente&amp;quot;) que é o saco de gato da política, tiro de misericórdia do velho lobo Sharon. E se o governo é de esquerda fala que vai devolver e não devolve nada. E se é de direita ameaça tomar tudo de volta e acaba devolvendo Gushkatif, que&amp;nbsp;era o marco da resistência dos&amp;nbsp;colonos&amp;nbsp;no meio de Gaza.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Não tem diferença nenhuma entre o governo de Esquerda e o de Direita. São todos&amp;nbsp;a mesma elite que há anos se locupletam no poder, na dança das cadeiras do Knesset. E o país fica aí com essa cara de atravessado. Uma modernização tosca, feita às pressas e na base de uma dependência doentia dos&amp;nbsp;EUA. Importante mesmo é proibir parada Gay em Jerusalém. Pra isso tem protesto na rua, religiosos queimando lixo, briga em todos os fóruns de discussão possível. Mas a universidade passou mais de 40 dias em greve e nada mudou.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Deve ser alguma coisa relacionada ao tal do Fog of War. E eu nem sei direito como, mas deve ser isso que toma conta da politicagem estúpida guerrista israelense. O povo vive em guerra, mas não tem a mínima idéia de contra quem.  &lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-123681495428302826?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/123681495428302826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/123681495428302826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/06/pra-que-falar-de-poltica.html' title='Pra que falar de política?'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-4245476422401569945</id><published>2007-06-21T12:23:00.001-02:00</published><updated>2007-06-21T12:23:23.843-02:00</updated><title type='text'>Mais uma vez Ramallah</title><content type='html'>&lt;div&gt;Dessa vez foi com um propósito preciso. Estava decidido a pegar o visto pra Jordânia lá. Sim, eu poderia ter ido pegar esse visto na embaixada em Tel Aviv, mas seria bem menos divertido e sui generis. Além do mais uma viagem a Ramallah custa só em transporte 1/4 do que custa uma viagem a Tel Aviv.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Não pensei muito, coloquei&amp;nbsp;mochila nas costas, tirei a kipá e fui me pra Jerusalém Oriental pegar o ônibus que eu já conhecia. Fui sozinho, e por via das dúvidas, deixei duas pessoas à par da investida, afinal se algo desse errado era bom saberem que eu não estava no centrinho tomando café.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;O ônibus lotado e dessa vez não tinham turistas como da outra vez. Sem problemas, sentei e imaginei que ia chegar no centro de Ramallah e procurar a embaixada, que dizia o site do governo Jordaniano, fica perto de um hotel. Mas essa não era a minha sorte. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;De bobo resolvo virar pro lado e perguntar num inglês demasiadamente abrasileirado pro velhinho do meu lado se ele sabia onde era a embaixada. Ele fala que nem tinha como não saber, fica na frente da casa dele. Bom desse ponto até descobrir que o cara é um cirugião plástico que foi estag. do Ivo Pitanguy foi um pulo. Ele falava português e&amp;nbsp;adorava&amp;nbsp;o Brasil no esquema Samba, Caipirinha e Bunda. Na passagem de entrada&amp;nbsp;do checkpoint,&amp;nbsp;quando não há nenhuma verificação, ele me fala pra descer com ele. O carro dele fica estacionado todos os dias no checkpoint. Ele não pode entrar em Israel de carro, apesar de entrar em Israel diariamente. Uma hora pra fazer um percurso que na real não deveria demorar 10 minutos. São Paulo tem trânsito, Ramallah tem checkpoint. Ele me leva de carro até a embaixada da Jordânia, que é uma casa engraçadíssima.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;No andar de cima da casa, uma sala com alguns caras jogando gamão e tomando café. Uma cena típica do oriente. O visto deveria ser tirado na garagem. Uma garagem com um balcão no meio, uma mesa num canto e uma prateleira com folhetos magníficos sobre a Jordânia no outro canto. Burocracia básica e na parede&amp;nbsp;duas fotos do Rei, uma&amp;nbsp;fazendo pose de macho e outra com a camisa da seleção da Jordânia. Hilário e quase triste. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;De resto uma passada rápida pelo centro, algumas porcarias adquiridas e uma Câmera Zenith-E por 25 contos, coisas da rua em Ramallah. Na volta&amp;nbsp;me avisam que eu, como turista, posso skip o checkpoint. Deu vergonha, mas eu não fui pro checkpoint, passei junto com os velhinhos do ônibus.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;E voltar de Ramallah é sempre mais divertido. Na IDT eu também virei assunto. Minha amiguinha uruguaia, a Nadia,&amp;nbsp;achou muito divertida minha história e resolveu contar pra todo mundo. Depois dos downsizings todos, todo mundo são só umas dez pessoas. Mas eu tive que ouvir do americano mané que eu era exatamente o tipo de cara que ele ouve falar no noticiário no EUA. &amp;quot;Jovem sulamericano desaparece em Ramallah&amp;quot;. Mentira, eu sou o que ele não ouve falar. Porque tem gente indo e voltando pra Ramallah todo dia e o mané americano ouve uma vez uma história e acha que tem tiroteio no meio da rua em Ramallah. Mas num tem gente se explodindo todo dia em Israel? Estranho que ele só ouça&amp;nbsp;a primeira parte da&amp;nbsp;notícia.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Mas é da Nadia mesmo a pérola pós-Ramallah da vez. Porque um outro israelense resolveu me explicar como era perigoso estar em Ramallah e como você nunca pode confiar nos Árabes. Dizia ele que quando ele era pequenininho na casa com jardim dele no meio de um assentamento na Cisjordânia, os árabes eram amigos dele. De um dia pro outro tinha arame-farpado no quintal dele e os árabes, dizendo que aquilo era deles, começaram a jogar pedras e ameaçar a família dele. Nisso a Nadia replica sem nem pensar &amp;quot;Mas você não deveria estar lá!&amp;quot;. Começo a rir. Ela tá certa. O cara tá tentando explicar caráter por uma disputa política manjada. Falar de política em Israel começa sempre assim! As afirmações são sempre categóricas e contundentes. Quiseram trazer a conversa de novo pra área &amp;quot;lições de moral pra um brasileiro tonto&amp;quot;, mas aí o jantar acabou, o intervalo acabou e todo mundo voltou pro trabalho.  &lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-4245476422401569945?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/4245476422401569945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/4245476422401569945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/06/mais-uma-vez-ramallah.html' title='Mais uma vez Ramallah'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-4049001033754548696</id><published>2007-06-11T12:03:00.001-02:00</published><updated>2007-06-11T12:03:06.915-02:00</updated><title type='text'>Meu Mapa de Jerusalem</title><content type='html'>Sim, eh essencialmente inutil. E eh so mais uma das mil aplicacoes milgarentas do Google Maps. Mas eh divertido e eu resolvi meter a mao e fazer direitinho.&lt;br&gt;Ta ai, o mapa completo, com fotos de cada um dos lugares que eu ja encontrei em Jerusalem.  &lt;br&gt;Soh fica meio chato pq o mapa mesmo de Jerusalem ainda num ta completo no Google. Mas a foto de satelite ta la!&lt;br&gt;Parece divertido.&lt;a href="http://maps.google.com/maps/ms?ie=UTF8&amp;amp;hl=en&amp;amp;msa=0&amp;amp;msid=115168886505380835258.00000113075a9ff5a4407"&gt; &lt;br&gt;My Jerusalem&lt;/a&gt;&lt;br&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-4049001033754548696?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/4049001033754548696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/4049001033754548696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/06/meu-mapa-de-jerusalem.html' title='Meu Mapa de Jerusalem'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-5536259351613119532</id><published>2007-06-10T15:51:00.001-02:00</published><updated>2007-06-10T15:51:12.592-02:00</updated><title type='text'>Salvando a sua pele</title><content type='html'>&lt;div&gt;Esse fulano não me desce. Pesado! como diria a minha amiga uruguaia. Ele me acompanhou desde o meu começo dentre da famigerada corporação multinacional. No&amp;nbsp;seminário de vendas eu o ofusquei e era claro entre eu me minha amiga Nechama que ele era um mala. Fui contratado pro projeto em que hoje trabalho. No meu treinamento ele também estava lá. E é dos poucos que entrou comigo que sobreviveu à selva do call center. Porque no final o meu trabalho lembra um Survivor. Cada dia some um. Não é Survivor, é filme de terror.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;E a figura incomodava. No começo do emprego ele desafiou todos os limites. Reclamou dos feriados que eles não davam, criticou os que ele queria (podia) trabalhar. Anadava pra cima e pra baixo com uma calça caída no meio da bunda, sendo que a empresa mantém um tom religioso. E se falaram que não podia trabalhar de bermuda ou regata, ele tentou os dois. Reclamou de tudo que podia reclamar, e mesmo quando o assunto não incomodava ninguém. e uma vez no ônibus eu tentei falar com o figura. Só reclamou, falou que o que eu escutava não era música, e ainda falou que era Emo! Desisti de tentar a postura amigável e toquei-lhe o famoso F...! &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Mas o mala continuava. E há algumas semanas, quando eu mal e mal sobrevivia na equipe ele estava no seu auge. Me fazia apostas, me colocava desafios, competia sózinho pra encostar no meu desempenho pífio nos telefones. Mas a maré mudou. Nas últimas duas semanas eu deslanchei, fechei o mês entre os melhores da equipe e ganhei o bônus da semana na terça-feira passada. Ele estancou. Já não vendia nada. E até a inveja da figura já não me chegava. Num me preocupava mais nem ele nem qualquer outro mané. Eu e minhas escudeiras estávamos fortalecidos. Um ajudava o outro. Ele estava fora! &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Mas na quarta-feira o cliente do Canadhá, que vinha&amp;nbsp;oferecendo mundos e fundos e elogiando o super desempenho da equipe, urubuzava pelo call center. E ele foi pego. Foi pego fazendo o que todo mundo fazia. O que mandaram todo mundo fazer. Ele estava salvando na sua conta pessoal de email os dados dos clientes, como tinham mandado a gente fazer. O playboyzinho de relógio de ouro, iPod e Blackberry soltou os cachorros no rapaz. Chamou de bandido, almadiçoou as gerações, quase jurou de morte. Morte corporativa. Termination (a boa e velha &amp;quot;justa-causa&amp;quot;)! Congelou o moleque e providenciou a remoção imediata dele da equipe. Enquanto isso minha amiguinha uruguaia gritava &amp;quot;boludo borre todo que tienes en tu email&amp;quot;. Era uma cena de máfia, daquelas que se abre a porta e vê um monte de gente literalmente queimando os arquivos. O burburinho aumentou, o mal estar estava instalado. O grupo repentinamente parou. Minhas escudeiras se reuniram ao meu redor e arbitramos em consenso que deveríamos fazer alguma coisa. A essa altura o supervisor já tinha levado o meliante pra uma salinha e providenciado seu desligamento, à vontade do sinhô. Saímos e avisamos o playboy que não só ele tinha feito isso, como toda a equipe fazia isso rotineiramente. A expressão dele foi no mínimo cômica. A mão na cabeça, a cara de cú e um &amp;quot;Oh Shit!&amp;quot; mais sincero impossível.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;A equipe se reuniu, o playboy concede uma segunda, trouxe de volta o &amp;quot;pesado&amp;quot;&amp;nbsp;e quebrou o sigilo do email de todo mundo&amp;nbsp;pra apagar pessoalmente&amp;nbsp;o que tinha que ser apagado. Escapei e ajudei a salvar o figura. Que ele nunca venha me agradecer! &lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-5536259351613119532?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/5536259351613119532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/5536259351613119532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/06/salvando-sua-pele.html' title='Salvando a sua pele'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-3982578835142320797</id><published>2007-06-01T08:56:00.001-02:00</published><updated>2007-06-01T08:56:10.879-02:00</updated><title type='text'>Gabi,</title><content type='html'>&lt;div&gt;E acontece agora&amp;nbsp;toda vez que eu ouço MPB. Ou quando alguém me fala de Lindoya. Ou mesmo quando alguém me colocou pra ouvir &amp;quot;The Summer is Magic&amp;quot;. Me doi o peito, da vontade de chorar, de falar que isso me lembra você, de falar que você gostava tanto. Porque&amp;nbsp;você sempre foi a irmã que eu não tive. E os seus quinze anos foram o meu bar-mitzvá. E a sua formatura da faculdade foi junto com a minha do colégio. E a gente passou tantas férias juntos, e depois a gente riu junto, jantou junto, saiu junto, com ou sem os respectivos namorados.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;E era ótimo saber que você tava lá. Às vezes super ocupada no trabalho, às vezes só me chamando de madrugada pra comer batata no fifties. E o chopp da Lanchonete da Cidade?&amp;nbsp;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;A gente dividiu e multiplicou muita coisa. E eu sai de campo antes do final do jogo. Você teria apoiado. Aliás eu tenho certeza de que você, onde quer que você esteja, está muito orgulhosa de mim. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Mas eu morro de medo de voltar pra sua casa e não te ver lá. De ver os teus CDs, de ver as suas pequenas coisinhas todas ali no seu quarto, de sentar no chão do seu quarto e não ter mais você lá. De não te contar isso tudo que me&amp;nbsp;está acontecendo, de não rir com você de não te consolar.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Porque esse show que você pôs no mundo foi bonito e breve demais. E o seu brilho foi de estrela cadente. Brilhou e passou. E ficou dentro de cada um que viveu com você uma saudade. Saudade bonita. Saudade de quem lembra da pessoa&amp;nbsp;incrível que você foi. E como você adorava os teus amigos, e como você não tinha medo de dividir e multiplicar os seus amigos e&amp;nbsp;os chopps do Pirajá. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Gabi, eu não fiquei com você até o último minuto. É por que eu to com você pra vida inteira. Pra sempre. Nesse e nos outros mundos. E eu sinto saudade. E eu sempre vou sentir saudade de você. E eu sinto falta de ter te dado mais um abraço, de ter te contado mais uma piada, de estar do teu lado mais uma vez.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Agora&amp;nbsp;você entrou nessa canoa, naquela terceira margem que a gente não vê. Que a sua canoa venha me buscar quando for a minha hora, porque ninguém melhor do que você pra remar junto.&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;Um beijo grande,&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;Mau&lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-3982578835142320797?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/3982578835142320797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/3982578835142320797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/06/gabi.html' title='Gabi,'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-1093631383338539463</id><published>2007-05-29T11:52:00.000-02:00</published><updated>2007-05-29T11:56:08.918-02:00</updated><title type='text'>Taynadas!</title><content type='html'>Essa figura resolveu brincar com uma das minhas fotinhos. E eu nem sei por onde anda a mocinha da foto. &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/taynam/"&gt;Taynan&lt;/a&gt; eh uma figura. Quem conheceu num esquece!&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.flickr.com/photos/taynam/518994125/"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_C1m1AD8hBNQ/Rlww0aBfDmI/AAAAAAAAAd0/pSNg6zZ0Q5o/s400/518994125_b1f7ce15cf_o.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5069980957409218146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-1093631383338539463?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/1093631383338539463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/1093631383338539463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/05/taynadas.html' title='Taynadas!'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_C1m1AD8hBNQ/Rlww0aBfDmI/AAAAAAAAAd0/pSNg6zZ0Q5o/s72-c/518994125_b1f7ce15cf_o.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-4161439479679419375</id><published>2007-05-22T12:14:00.001-02:00</published><updated>2007-05-22T12:14:24.166-02:00</updated><title type='text'>Mais uma vez Tel Aviv</title><content type='html'>&lt;div&gt;Segunda-feira. Victoria&amp;#39;s day, aniversário da rainha da Inglaterra. E o Canadá, pra mostrar que não é colônia dos EUA comemora o aniversário da rainha. E eu, que sou brasileiro e trabalho pra uma companhia americana em israel prestando serviço pra uma empresa canadense não trabalho! Ótimo, vou pra praia. Aliás nada é mais sui generis que praia na segunda-feira. Não em Tel-Aviv.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Não acordei cedo, assisti um pouco de aulas pela manhã e fui-me de mochila nas costas pra outro mundo. É incrível que Tel Aviv e Jerusalém fiquem a apenas uma hora de ônibus. Porque de verdade é outro mundo. São toneladas de cafés cool um do lado do outro. Pouquíssima coisa Kosher, e uma galera globalizadinha em tribos diversas. Aproveitei pra almoçar com um amigo no Dizengoff Center, um shopping que deve ser no mínimo da década de 80, que essencialmente é estranho e cafona. Um falafel, um passeio rápido pelas lojas e me mando pra praia.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Fico deitado olhando as velas de windsurf voando pelo mar. E longe, mais pro sul, um mar de velas de Kite Surf. A praia cheia. Nem parece segunda-feira. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Aproveito o fim-de-tarde pra ir até Iafo. Tinha visto numa loja na parte antiga de Iafo a uns quatro meses uma Kipá que eu adorei mas num tinha fundos pra fazer o investimento. Voltei lá e comprei. E ainda saí amigo da tia Hebe, uma velhinha uruguaia que já está há mais de cinquenta anos em Israel. Uns doces no tradicional Aboulafia &amp;amp; Sons e começo o caminho de volta. Paro num lugar chamado Honey Beach Club. Na verdade é só um quintal de frente pro mar. Mas eles colocaram um monte de poltronas, sofás, almofadas e até rede, tudo pra você ficar olhando o mar e no fim-de-tarde assistir o pôr-do-sol incrível de Tel Aviv. E quando começou uma ventania passa uma mocinha distribuindo mantinhas pra todo mundo.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Caminho pela cidade até voltar a Nachlat Biniamin, uma rua paralela à Alenby, cheia de restaurantes e botequinhos. E era o festival da rua. Todos os restaurantes estavam com um Stand na calçada. Cerveja e Vinho baratos e você ainda levava o copo de presente. Petiscos interessantes.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Finalizo com dois temakis num kiosque de japonês na Rotschild com a Alenby. Comida japonesa aqui é moda, mas ainda falta muito&amp;nbsp;arroz e alga pra os caras terem alguma qualidade. Matou a vontade, mas não a saudade.&lt;/div&gt;  &lt;div&gt;Parece que eu estava com algum medo de Tel Aviv nos últimos tempos. Perdi. &amp;nbsp;&lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-4161439479679419375?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/4161439479679419375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/4161439479679419375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/05/mais-uma-vez-tel-aviv.html' title='Mais uma vez Tel Aviv'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-7968012776091880775</id><published>2007-05-19T17:11:00.001-02:00</published><updated>2007-05-19T17:11:16.490-02:00</updated><title type='text'>Nachlaot</title><content type='html'>&lt;div&gt;Nch-la-quê? Nachlaot, o bairro mais cool de Jerusalém. E depois do meu último post eu voltei pra yeshivá e só falava de Nachlaot. E falava empolgado, era como se no começo da década de 90 alguém te convidasse pra passar um fim-de-semana no SoHo ou na Vila Madalena. O lugar é tudo de cool que Jerusalém consegue ser. É metro quadrado mais caro entre os lugares descolados. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Me peguei pensando o que é que hoje em São Paulo (na verdade ontem, ou seja, quando eu saí de São Paulo há quase cinco meses) equivale ao status de morar em Nachlaot. De alguma maneira me lembrou o Copan. É que Nachalot está bem atrás do Shouk Machané Yehuda, o mercado judaico central da cidade. E é quase insalúbre esse mercado. Muita gente, restos de comida, cheiros interessantes e às vezes muito fortes. E está também há apenas uns cinco minutos&amp;nbsp;à pé do centro da cidade. E tem de tudo. Lá moram grande parte dos Carlebachs, alguns Ortodoxos, muitos Não-religiosos ou mizrahim, alguns imigrantes filipinos (a versão asiática do nordestino), traficantes, americanos e outros tipos engraçados.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;E sexta-feira à noite todos estão na rua. Aliás estão na rua desde sexta-feira à tarde. Os religiosos de todos os tons com suas compras e preparativos pra Shabat, a molecada na rua jogando bola, músicas várias estourando pelos cantos. Uma floresta de gente. E à noite todo mundo caminha. E todo mundo se tromba pelas ruas do bairro. Lembra uma vila. Todo mundo se conhece, todo mundo te dá Shabat Shalom.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;E meu Shabat lá foi quase que uma gigante refeição. Comi à noite, comi da hora que eu acordei até a hora de ir embora. E um monte de gente apareceu na casa. Hippies de todos os tipos. Descalços, de batas, de barbas, vestidos neo-hippies caros. Alguns falavam de acampar, outros falavam de Whiskie Single Malt. Startrek, South Park e a dose essencial de cultura pop que identifica qualquer Twentysomething hoje. Não faz tanta diferença se são newyorkers, canadenses, sul-africanos ou brasileiros. De novo fiquei equalizado pela cretinice enlatada que eu consumi durante toda a minha vida. E as vezes agradeço.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Nachlaot é super cool, estranha, convidativa e aconchegante. Porque no final das contas os vizinhos se ajudam, um&amp;nbsp;te dá arroz, outro te empresta a panela. E americanos em massa brincam de casinha. Se eu morasse aqui moraria em Nachlaot.  &lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-7968012776091880775?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/7968012776091880775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/7968012776091880775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/05/nachlaot.html' title='Nachlaot'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-6722735437033494636</id><published>2007-05-11T11:52:00.001-02:00</published><updated>2007-05-11T11:52:18.914-02:00</updated><title type='text'>Adotado pro Shabat</title><content type='html'>Isso eh completamente insano. Eu estou nesse momento escrevendo no iBook do Yossi, marido da Yael, que eh amiga da Hanna e da Shira, que eu encontrei no Beitze Ein quando eu tomava o meu brunch de sexta-feira pre-Shabat. E eh um apartamento bacanissima o que eles moram, aqui em Nachlaot, a Vila Madalena (ou o soho, ja que a Yael eh newyorker).  &lt;br&gt;Eh que todos os meus planos pro meu primeiro Shabat depois de receber o meu modesto soldo da IDT tinham ja ido por agua abaixo. E mais os meus segundos planos tambem foram arruinados. Primeiro eu pensava em ir pra praia. Mas ai deu de quebrar a massa de ar quente e resolver chover em Israel em Maio, o que segundo a rapaziada aqui eh milagre. Pra mim eh desastre. Depois resolvo ligar pros meus contatos Judaismo, Paz e Amor pra ver o que vem. Casa da Tia Emuna com doze mulheres! Ja tinha ate comparsas envolvidos na jogada. Mas nao durou muito. Recebo uma mensagem dizendo que eu tinha sido convidado pra casa do Rosh Yeshiva (o diretos da yeshiva), e era muito desprespeito nao aceitar o convite. Desmarco com a Emuna (ai q dor...) e me conformo em ter que andar uns quatro quilometros durante a noite de Shabat.  &lt;br&gt;Mas a festa ainda nao tinha acabado. Acordo hoje e descubro que o jantar na casa do Rosh Yeshiva tinha sido desmarcado. Me colocariam em algum lugar. Ja desolee saio pra pelo menos tomar meu cafe-da-manha divertido e cool, sozinho mesmo, e depois ir procurar coisas divertidas no Shouk Machane Yehuda (a grande feira-livre de jerusalem).  &lt;br&gt;Chego no Beitze Ein e sento sozinho numa mesa na calcada. Mesa pra quatro, somzinho no ouvido (um mp3 emprestado), olhando o movimento da King George. Eis que uma mocinha, que estava com mais dois amigos. Me pede pra sentar dentro, numa mesa pra dois recem desocupada. Soh que atras da tal mesa estava um cara que eu conheco mais ou menos e que ja me cumprimentara formamente. E voce nao quer ficar sentado sozinho na mesa do lado de alguem que voce mais ou menos conhece e que nao foi la muito amigavel com voce. Acabo convidando a tal mocinha e o casal de amigos dela pra sentar na mesa comigo. Uma amiga ainda chegaria. O cara me reconhece do onibus. Ele havia me parado na rua, perto da IDT, pra me pedir informacao. Ele percebeu que eu so poderia trabalhar na IDT, afinal, segundo ele, eu era o cara mais bem vestido do onibus (um calor insano e eu estava de calca, talvez fosse isso...), falava portugues e nao era ortodoxo.  &lt;br&gt;A conversa rola solta. As meninas falam da balada de ontem. Todo mundo de ressaca! Uma acordou pelada na cama... vai saber! Me divirto com o nonsense. Resolvo ir pro Shouk com eles. Acabam me convidando pra Shabat com eles. Nao resisto aceito o convite e vou pro shouk me divertir um monte comprando ovo, vinho, pimentao, frango. O Shouk movimentadissimo num tem comparacao com nada que eu ja tenha visto. E eh so uma sexta-feira normal antes de Shabat. Mas a verdade eh que Shabat nao eh uma coisa normal. As pessoas realmente se preparam pra Shabat. Rola uma ansiedade grande, todo mundo tem que comprar tudo que precisa, arrumar a casa, cozinhar. Uma vez me disseram que Shabat eh como Natal toda semana. Toda a familia reunida, comendo um monte, em volta da mesa. Entao imagina que eu estou passando Natal na casa de alguem que eu conheci a tres horas atras. Insano e fantastico! &lt;br&gt;Diz a Yael que me adotou. E homeless do jeito que eu tava, devia parecer mais um cachorro vira-lata no meio da rua vagbundamente abanando o rabo. Ca estou, prestes a passar Shabat com os meus amigos da rua, ouvindo jazz e postando.  &lt;br&gt;Shabat Shalom!&lt;br&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-6722735437033494636?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/6722735437033494636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/6722735437033494636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/05/adotado-pro-shabat.html' title='Adotado pro Shabat'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-3486306714544475075</id><published>2007-05-10T19:05:00.001-02:00</published><updated>2007-05-10T19:05:20.014-02:00</updated><title type='text'>Lag ba Omer on the Woods</title><content type='html'>&lt;div&gt;Era Lag baOmer, a festa das fogueiras, aqui em Jerusalém. Há mais de uma semana todas as crianças já juntavam toneladas de lixo pra fazer uma fogueirinha nas várias ruas aqui de Har Nof, bairro onde eu moro. E na minha caminhada durante o Shabat eu já via o que estava por vir. Fogueiras&amp;nbsp;de lixo em geral&amp;nbsp;de proporções incendiárias. Não parecia uma boa idéia.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Mas eu já tinha, desde a semana passada, combinado de passar Lag baOmer com o meu amigo Itzhak Athias. Ele é um músico de quarenta e vários, casado com uma americana, pai de seis filhos e avô de dois netos já! Detalhe, o filho mais novo dele deve ter quase a idade do neto mais velho, uns três anos. Aqui se começa cedo e não se pára tão cedo.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;O Itzhak é parte do networking que o movimento Judaísmo, Paz e Amor me gerou. Ele é amigo da Tia Emuna e do Tio Reuven. O Shabat na casa dele, onde eu já fui duas vezes com o meu amigo Daniel Gerab, é simplesmente maravilhoso. Porque toda a família dele é muito musical. E ele tem rítmos incríveis para cada uma das músicas que se canta durante o Shabat. E as histórias dele são todas do ritmo do meu amigo Carlebach. Não parecia nem um pouco uma má idéia passar Lag baOmer com a família Athias. O Daniel estava empolgado na ideia e não me deixou desanimar. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;E ontem, quando terminou Shabat, começou a queimada. Várias fogueiras em todas as ruas do bairro. Fogueiras insanas de mais de dez metros de altura. Fuligem pra todo canto e eu de camisa branca. Meu bairro é bem perto da floresta de Jerusalém, e a festa da família Athias era na floresta. Eu só não sabia o quanto dentro da floresta. Uns três quilometros longe do que se pode chamar de civilizacao. &lt;br&gt;E mais uns duzentos metros de caminhada acima da montanha e dentro da floresta. &lt;br&gt;La Itzhak e mais algumas outras familias arrumavam tudo ao redor da fogueira. Cadeiras de praia, tapetes, churrasqueira. E o que eu pensava que era só uma festinha era na verdade um acampamento. Com direito a hot dog, marshmallows e muito vinho! E a familia Athias&amp;nbsp; toda é muito musical. Papai Athias toca percussão, Mamae Athias toca flauta transversal, o Menino Athias Grande toca violão, e o Menino Athias Pequeno toca percussão como o Papai. E ver todo mundo tocando, em volta da fogueira foi no mínimo tocante. E Papai Athias ainda tocou um sambinha...  &lt;br&gt;Acontece que ir embora era um trabalho gigante e acabaram nos convidando pra passar a noite. Eu, que nunca havia dormido numa barraca na vida, e com vinte e quatro anos achava que não ia mais dormir, acabei ali, no meio dos mosquitos, de pé sujo e defumado. Claro que depois de quase duas garrafas de vinho não foi muito dificil dormir. O problema é acordar no meio do mato... Ressaca é pouco! &lt;br&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-3486306714544475075?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/3486306714544475075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/3486306714544475075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/05/lag-ba-omer-on-woods.html' title='Lag ba Omer on the Woods'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-2982807170671453612</id><published>2007-05-01T20:40:00.001-02:00</published><updated>2007-05-01T20:40:15.691-02:00</updated><title type='text'>Farinha de Matzá</title><content type='html'>Eh porque um blog eh pouco. E tinha um monte de coisas que eu queria falar sobre judaísmo, mas que talvez num fosse a cara desse blog. Mas também era porque eu tenho uma inveja gigante dos caras do &lt;a href="http://www.jewlicious.com/"&gt; Jewlicious&lt;/a&gt;, que tem uma linha moderninha, e tem liberdade de comentar qualquer assunto, relevante ou nao da vida judaica no circuito Los Angeles - Jerusalém.  Mas o meu circuito num eh esse, e na maior parte das vezes as piadas do Jewlicious num são tão engraçadas assim pra quem num mora em Los Angeles.&lt;br&gt;Ai a vontade de escrever juntou com o vácuo de humor judaico nao-circense. E eu, Srta.  &lt;a href="http://www2.blogger.com/profile/05752019944077242593"&gt;Jackie&lt;/a&gt;  e Srta. &lt;a href="http://www2.blogger.com/profile/05003637548752209421"&gt;Stephanie&lt;/a&gt;  resolvemos começar um blog só pra enfarinhar o ser judeu em SP. Nosso texto de abertura, feito a seis mãos entre Jerusalém e São Paulo já ta no ar.  &lt;br&gt;O texto ta la no site &lt;a href="http://farinhadematza.blogspot.com/"&gt;http://farinhadematza.blogspot.com/&lt;/a&gt;. Acompanhem nos próximos dias os primeiros posts!&lt;br&gt;&lt;br&gt;&amp;nbsp;------------------------------------------------------------------- &lt;br&gt;&lt;h3 class="post-title"&gt;                          &lt;a href="http://farinhadematza.blogspot.com/2007/04/i-cant-belive-its-farinha.html"&gt;I can&amp;#39;t Belive it&amp;#39;s Farinha!&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;&lt;br&gt;                        Mas é! Todo mundo diz que é. Meu rabino diz que é. Tá lá escrito na embalagem: Farinha de Matzá. Então quer dizer que há no mundo uma farinha que não é farinha? E isso só porque durante uma mísera semana no ano o povo Judeu não deve comer coisas fermentadas e as farinhas normais (trigo, milho, rosca...). Aí eles vão e inventam uma pseudo-farinha, só pra bubbale poder fazer bolos durante Pessach.&lt;br&gt;&lt;br&gt;E é nesse ambiente enfarinhado, pero kosher le Pessach, que vemos alguns paradoxos no judaísmo (ou seria em sua prática?). Eles merecem olhares mais críticos, só pela farofada. Por isso é que vale a pena colocar o Farinha de Matzá no ar.&lt;br&gt;&lt;br&gt;É que o Jewlicious é muito legal, o Jewcy é super cool e o Jewschool super completo, mas nenhum deles jamais ouviu falar de Projeto Kiruv, Higienópolis e suas 1001 sinagogas, a zilana e outras peculiaridades da vida judaica paulistana. E ser judeu brasileiro pode ser bem chato. Porque em Terra Brasilis o judaísmo se reduz a religião ou bairrismo. Até pode acontecer de as duas coisas fermentarem e aí... eis que surge uma combinação explosiva das duas coisas. Me abstenho de comentar, mas não resisto ao trocadilho: &amp;quot;não existe lashon hará abaixo do equador&amp;quot;.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Aqui a coisa rola assim: por um lado, os rabinos tentam explicar Torá for Dummies, que por sua vez estão mais interessados na graninha que vão descolar por freqüentar as aulinhas. No decorrer do ano a coisa pega: sinagogas viram ponto de encontro pra galera marcar baladas. A mais top delas é a balada pós-Yom Kippur, qundo depois de jejuar (para ficar mais elevado espiritualmente, CLARO), a galera vai encher a cara e fazer besteira na festa mais badalada da comuna. E o senso de humor? Bom... quem quiser humor judaico, que escute as piadas do tio ou providencie um box com todas as temporadas do Seinfeld.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Bom, garotinhos e garotinhas, acontece que nós aqui temos nossa visão particular de chessed. E para exercer toda essa bondade latente em nossas neshamot, achamos por bem enfarinhar o ser judeu e brasileiro. E pra rir das milanesas, farofadas, pirões e outras massas em geral. Tudo de uma forma mais kosher le pessach, claro.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Até agora temos três tsadikim na empreitada de um blog-cool-jew-tupiniquim. Um deles está peregrinando pela Terra Santa com o intuito de tornar-se um tsadik e assim é, por excelência, nosso correspondente internacional. A outra esconde o caráter bicho-do-mato atrás de humildade (pra parecer mais kosher). E há ainda uma terceira mentora do projeto. Trust me: ela é mais kosher que você (oê, oê, oê).&lt;br&gt;&lt;br&gt;Ah sim... estamos recrutando. Inscreva-se no processo seletivo que nós ainda criaremos.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Bueno... pienso que es esto. Bienvenidos a la farinhada!&lt;br&gt;&amp;nbsp;------------------------------------------------------------------- &lt;br&gt;&lt;br&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-2982807170671453612?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/2982807170671453612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/2982807170671453612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/05/farinha-de-matz.html' title='Farinha de Matzá'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-1355772900338703737</id><published>2007-04-27T10:09:00.001-02:00</published><updated>2007-04-27T10:09:18.477-02:00</updated><title type='text'>Sobre Telefones e Hamburgers</title><content type='html'>&lt;div&gt;Me diz que você nunca recebeu uma ligação indesejada de um operador de telemarketing? Pois é, esse operador sou eu! E eu ligo pra você e pra todos os seus amiguinhos, tudo em um dia só. Porque eu posso fazer centenas de ligações telefônicas por dia, e te alugar por horas te falando algo que você não quer ouvir, te oferecendo um produto que você não precisa, só porque paga o meu aluguel. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Há algum tempo li em algum site de notícias uma matéria que chamava &amp;quot;It&amp;#39;s the hamburgers you fool&amp;quot;. Falava sobre a onda saudável do McDonald&amp;#39;s, com saladas, franguinho grelhado e frutas. Mas a realidade é que o grande lucro do McDonald&amp;#39;s vem mesmo dos malditos, gordurentos e super-saudáveis hamburguers. A salada é&amp;nbsp;então uma ação de marketing, assim a responsabilidade social&amp;nbsp;ou ambiental! &lt;/div&gt; &lt;div&gt;E ética em telemarketing é como tabela de preço na zona. Cada um faz o que quer e tenta justificar falando que há decência nesse serviço. Nada é pessoal, são apenas negócios. E esse negócio deve valer uma bela grana. Porque é lógico que apesar de eu pensar que ganho bem, eu sou tão mal pago quanto eu posso ser. É outsourcing, e só vale a pena pro cara da empresa porque paga pouco. Então, vamos fazer uma central de telemarketing em Israel, pra ajudar os Olim Hadashim (imigrantes novos), mantendo valores judaicos, com academia de ginástica, aulas de hebraico e até sinagoga. It&amp;#39;s the haburgers you fool! &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Por que outro motivo senão pela força da grana? Caí no sub-mundo de The Corporation, com direito a baia, metas de vendas, discurso motivacional e bônus para os vencedores no final do dia. Tem americanos competitivos, script plastico ensaiado e qualquer tipo de café na máquina a dez agorot (dez centavos de shekel, equivalente a cinco centavos de real). Grandes empresas são movidas a café. Fico imaginando um mundo paralelo, onde as drogas seriam legalizadas e essa máquina, pelos mesmos dez agorot, cuspisse cocaína, ecstasy, anfetamina e etc. It&amp;#39;s the haburgers you fool! &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Sim, no pacote ganhei ligações de graça pro mundo inteiro, só porque não faz a menor diferença para a companhia. E isso era uma ideia antiga que eu tinha. Que custo tem uma operadora telefônica? Ela faz a rede, instala as linhas, da suporte pros caras, conserta, desconserta. Mas qual é a diferença se depois de instalado o sistema o cara usa um minuto ou um milhão de minutos? Não acabam os minutos, como se pode dizer que acaba a água ou a energia. Talvez seja porque o sistema é sub-dimensionado (tente fazer uma ligação na noite de reveillon), e se todo mundo resolver usar ao mesmo tempo a coisa num vai funcionar mesmo. A minha companhia tem as suas próprias linhas e num tá nem um pouco preocupada se eu ligo pra Israel, Los Angeles, São Paulo ou Tókio. It&amp;#39;s the haburgers you fool! &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Então eu trabalho pro Ronald Mcdonald! Quem é o palhaço?&lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-1355772900338703737?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/1355772900338703737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/1355772900338703737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/04/sobre-telefones-e-hamburgers.html' title='Sobre Telefones e Hamburgers'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-5888817482773840740</id><published>2007-04-22T22:25:00.001-02:00</published><updated>2007-04-22T22:25:30.417-02:00</updated><title type='text'>Stoners Town</title><content type='html'>&lt;div&gt;É porque ser judeu mesmo é ter alguma família em Israel. Metade da minha &amp;quot;família&amp;quot; israelense está lá em Arad, respirando um dos ares mais puros e chatos do mundo. A outra está numa cidade diferente, o pólo do desenvolvimento do Negev - Beer Sheva. É uma cidade bíblica, mas a cara da cidade é de Alphaville misturado com Alabama. No horizonte um deserto estranho, na cidade pseudo-urbanizada nada pra fazer. Clima de cidade de interior. Troque o mato pelo deserto, tá feita a mudérrna Beer Sheva. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Minha tia é professora de Ensino Médio, num país que apesar de ter uma educação respeitável, paga menos ao professor que ao lixeiro (eles fizeram greve quando eu estava lá!), e tem um índice de violência escolar que lembra Columbine. Mas é uma professora amiga. Na casa dela eu me sentia quase numa tenda beduína. Passava o dia inteiro me oferecendo café. Talvez por isso o Kunkun (canecas elétricas pra se esquentar água) seja tão necessário quanto uma geladeira numa casa israelense. E vai dizer que num são um povo do deserto? Certo, é um café fantástico. Ora Café Turco, ora Nescafé com leite que vira espuminha, ora só um chazinho. Mas esse hábito de servir bebida o tempo todo é no mínimo curioso.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Certo, minha tia me mimou absurdamente e me deu de presente um Kunkun! E eu gosto pouco de ser mimado!&lt;/div&gt; &lt;div&gt;Mas minha boa referência de Beer Sheva foi meu primo Tommy. Porque ele tem quase minha idade, porque ele não está mais no exército, porque ele não tinha nada a fazer além de assistir aulas na Mechiná (cursinho pré-vestibular israelense). Algumas vezes saímos junto com o irmão menor dele, de vinte e dois anos, que está fazendo um extra na aeronáutica, pós-serviço militar, perto de Eilat. Mas na maior parte das vezes saí por Beer Sheva com o Tommy.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Na primeira noite em Beer Sheva&amp;nbsp;vamos pra um Pub. Interessante é que a idéia de Pub lá&amp;nbsp;é fazer um bar com cara de beira-de-estrada americano, que só serve a fantástica e lamentável cerveja israelense.&amp;nbsp;E o&amp;nbsp;Tommy é o cara que conhece metade da cidade. Sentamos no bar e por lá ficamos por umas duas horas. Enquanto falávamos de Friends, South Park e American Pie ele balançava o copo pra cada amigo de infância que chegava no Bar.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;O lugar que o Tommy adora em Beer Sheva é uma pizzaria suja com jeito de Soup Nazi chamada Joe&amp;#39;s. Uma pizza quadrada, do lado de uma loja de conveniência onde trabalha durante toda a madrugada o melhor amigo dele. E o amigo dele gosta de Jamiroquai e Jazz, e jazzbeats e todas as outras coisas que eu deixei paradas em baixo da minha mesa e no meu computador. Esse era o programa de fim-de-noite de Beer Sheva. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Numa outra&amp;nbsp;noite ele me leva a uma house party na casa de dois amigos. Gente vomitando na cama do dono da casa, gente dançando trance na sala, gente tomando vinho barato. Eu tomei Arak e fiquei fazendo papel de embaixador do Brasil. Sempre tem em Israel uma israelense pra falar &amp;quot;Eu amo muito Brrazil! Saudade!&amp;quot;. Como todas&amp;nbsp;as noites, acabou no Joe&amp;#39;s. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Na minha última noite ele me leva ao que ele chama de &amp;quot;pick-up bar&amp;quot;. Um pick-up bar é um lugar com um balcão gigante que ocupa a maior parte do espaço, um monte de bancos em volta do balcão e gente andando de um lado pro outro. Beber e olhar. Não muito divertido, mas o Tommy conhece metade da cidade, como eu já falei. E quando ele me apresentava como um macaquito destemido que migrou da floresta, as pessoas deviam ficar um pouco desapontadas por eu não parecer em nada com o ronaldinho gaúcho ou um mestre de capoeira, moreno e sarado. Belo começo de conversa! &lt;/div&gt; &lt;div&gt;E o Tommy, voltando desse &amp;quot;pick-up bar&amp;quot; definiu bem Beer Sheva -&amp;nbsp;Sabe, Beer Sheva é mesmo uma cidade de Stoners. Num tem nada mesmo pra fazer e as pessoas ficam mesmo é chapando em casa. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Um verdadeiro approach pós-moderno à solidão do deserto. &lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-5888817482773840740?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/5888817482773840740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/5888817482773840740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/04/stoners-town.html' title='Stoners Town'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-927830549741780212</id><published>2007-04-19T14:17:00.001-02:00</published><updated>2007-04-21T17:07:15.627-02:00</updated><title type='text'>Globalizando o Bico!</title><content type='html'>Era como se Thomas Fridman tivesse profetizado quando eu o ouvi falar sobre o &lt;a onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" target="_blank" href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_World_is_Flat"&gt;mundinho plano &lt;/a&gt;dele. Ele na verdade falava que o mundo esta sendo dominado pelo &lt;a onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" target="_blank" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Outsourcing"&gt;outsourcing&lt;/a&gt;. Gente na India fazendo a declaracao de imposto de renda dos texanos. Gente na china digitando as folhas manuscritas da california. Um monte de coisas que segundo Fridman estava fazendo o mundo se desverticalizar. Coisas do mundo da Internet, tecnologia de informacao e outras coisas dos ano 00.&lt;br /&gt;E agora eu estava em Israel por quase um ano. Eh que com o meu nivel de hebraico, eu soh consigo mesmo eh falar com os pratos do restaurante. E la fora nao se paga tao bem assim aos rapazes que soh podem conversar com os pratos. Ler uma comanda, preparar um prato, tirar pedidos, ate preparar pra fazer cafe eu precisaria de fato falar hebraico. Meu destino era dos piores.&lt;br /&gt;Mas Israel eh um pais tao lotado de gringos que se existe jornal em ingles, radio em ingles e qualquer boteco tem cardapio em ingles. E a aliah (a migracao de judeus da diaspora pra Israel) eh praticamente um negocio do governo Israelense. E toda essa midia contando o que acontece no dia-a-dia do oriente medio nao estava ajudando muito a manter os imigrantes na terrinha. E ai vem o desemprego na area de turismo. Um monte de gente que so fala ingles sem ter mesmo o que fazer. Ai um bilionario de telecom, Howard Jonas, o cara que inventou o sistema de call-back, resolve unir o fofo ao rentavel e abre um branch da companhia multimilionaria de telefonia (a IDT) dele aqui, pra ajudar Israel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ai eu vim parar aqui. Aprendendo tecnicas de vendas, coisas sobre auto-estima ensinadas por um canadense que parece que saiu da ultima propaganda da polishop, ligando pra pessoas que eu nao conheco pra oferecer coisas que elas nao estao interessadas. Pays the rent? Com certeza! E eu ainda nem tenho rent!&lt;br /&gt;Ta certo, como diria o Ze Simao, tucanaram o Telemarketing, mas eh um trabalho relativamente facil e que paga melhor que qualquer restaurante de Jerusalem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-927830549741780212?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/927830549741780212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/927830549741780212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/04/globalizando-o-bico.html' title='Globalizando o Bico!'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-6049121782488462694</id><published>2007-04-14T15:09:00.001-02:00</published><updated>2007-04-14T15:13:18.530-02:00</updated><title type='text'>Leaving Beer-Sheva</title><content type='html'>Foram longos dias. Uns dez dias mais ou menos. Dez dias longe da yeshiva, de Jerusalém, de Trabalho, do conflito religioso que já faz parte do meu cotidiano. E vim me isolar aqui no meio do deserto, no Negev! Visão eu num tive nenhuma, mas que foi divertido e relaxante, isso sim foi.&lt;br /&gt;Minha família em Israel eh bem interessante. Meu tio é um &lt;a href="http://www.answers.com/topic/sabra"&gt;sabra&lt;/a&gt;    típico. Lutou em varias guerras, ajudou a colonizar Israel, plantou, colheu e hoje sofre da síndrome de Mefaked (um comandante no exercito israelense). Geralmente a mulher dele é a tropa. Quando eu estive la fui integrado na tropa. Ken Ha Mefaked! (o Sim Senhor do exercito israelense). Já na casa dos seus sessenta e vários, meu tio num é de muitos amigo. Ele eh aquele velho lobo do mar, que anda mastigando uma folha, fuma e gosta de dar aquele tipo de lição "escute aqui rapazinho, quando você ainda usava fraldas eu já tinha conquistado todo o deserto do Sinai, a pé!"&lt;br /&gt;A segunda mulher dele, minha tia, é um anjo. Muito fofa e apesar de só falar hebraico, fala comigo o tempo todo. Agitada, sempre correndo atrás dos netos, lavando a roupa do filho ou cozinhando pra mim! Me trata como uma se fosse minha avo. A família dela eh quase toda meio religiosa. Mas são os religiosos do tipo colonizadores de Israel. Vieram de Vilna na Lituânia, uma comunidade muito religiosa da Europa, famosa pelo  &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Vilna_Gaon"&gt;Gaon de Vilna&lt;/a&gt;. Pra família dela ela é uma revoltada. Mas ela vai na sinagoga, come kosher, e guarda o Shabat da maneira dela. Um coisa assim "Spiritual but not religious". &lt;br /&gt;Esse casal fofo mora no mesmo apartamento, no maior estilo casa da vovó, há quase trinta anos, bem no centro de Arad. E Arad é um lugarzinho interessante. Quase um Oásis cravado no meio do deserto, no meio do nada, perto de lugar nenhum. Pra chegar la, uma hora de estrada de Beer-Sheva, o pólo da região, com quase duas centenas de milhares de pessoas. Arad num tem vinte mil habitantes. Essa estrada eh só uma faixa cinza no meio do bege arenoso. Apenas algumas aldeias beduínas no caminho. Mas é um deserto diferente. Num tem aquele visual de Saara, que a gente tem na cabeça como "o deserto". Eh terra meio batida, dura, um monte de pedregulho, uma montanhas. Diferente, mas eh deserto árido, seco e que parece nunca acabar.&lt;br /&gt;E esse pequeno vilarejo tem algo de especial, porque o &lt;a href="http://www.jewishvirtuallibrary.org/jsource/biography/oz.html"&gt;Amos Oz&lt;/a&gt;    que eh o escritor mais pop de Israel, escolheu morar la. Deve ser o silencio e o deserto. Porque nada eh melhor pra quem quer se distanciar do mundo do que o deserto. Um cara já fez isso há 2000 anos atrás. Parece que pra ele foi bem inspirador. De quase todos os lugares da cidade se vê o deserto. E se vê também a areia que cobre os carros, suja as casas, entope os sistemas de ar condicionado. &lt;br /&gt;Quem nasce em Arad tem que sair de Arad pra fazer alguma coisa. Nesse sentido, conhecer gente que estava voltando a Arad pra passar o feriado com a família me lembrou &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0333766/"&gt;Garden State &lt;/a&gt;. O dono de um dos únicos três pubs da cidade eh o Moe falando hebraico. Deixava o ar condicionado no mais quente pra a mulherada ficar com menos roupa. E o truque baixo dele funcionava.&lt;br /&gt;Fora isso, um shopping com todo o básico da modernização israelense, um hotel três estrelas e um festival de musica anual. Nada mais. Essa eh a modernidade do deserto. Certamente não tão forte quanto a solidão deserto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-6049121782488462694?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/6049121782488462694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/6049121782488462694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/04/leaving-beer.html' title='Leaving Beer-Sheva'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-2933778686379856782</id><published>2007-04-09T13:41:00.001-02:00</published><updated>2007-04-09T13:41:09.800-02:00</updated><title type='text'>Minhas Ferias</title><content type='html'>Era tudo que eu precisava. Porque na yeshiva eu estava cansado, exauto, quase acabado... Toda a yeshiva tem ferias de um mes na epoca de Pessach. A maioria do povo vai pra casa da mamae, ou seja Chutz LaHaretz (fora do pais). Os que ficam (eu! e mais meia-duzia) trabalham em Pessach. Foi o que eu fiz. Se foi cansativo? Sinceramente nao, mesmo porque a maior parte do tempo passei na limpando a casa do Tio Reuven. &lt;br&gt;A boa coisa eh que o periodo de ferias me trouxe dois excelentes presentes: Meu &lt;a href="http://picasaweb.google.com/mauricios/FotosIsraelMarch/photo#5047488743183060818"&gt;visto de trabalho&lt;/a&gt; trabalho e meu emprego de verdade na  &lt;a href="http://www.idtglobal.com/segcorporate/corporateAboutUs.asp"&gt;IDT&lt;/a&gt;. Grande perspectiva pra um periodo onde se diz que todo judeu deve sentir que foi ele mesmo escravo no egito. E Pessach foi minha libertacao. &lt;br&gt; O meu Seder de Pessach (o jantar onde se conta a historia de pessach e tem varios rituais) eu passei na casa do Tio Reuven, com a Tia Emuna, uma pequena parcela dos filhos dela (quatro dos catorze) e uns estranhos como eu. Dos estranhos, um yuppie holandes, um rabino ortodoxe e uma cantora maluquissima do Hawaii chamada  &lt;a href="http://cdbaby.com/cd/meirah"&gt;M&amp;#39;eirah&lt;/a&gt;. O seder comeca com uma meditacao, ideia do Tio Reuven, e claro! Ele propoe que todos fechem os olhos e respiem profundamente. Ele comeca a falar Imagine que voce eh um peregrino em direcao a Jerusalem na epoca do Templo. Pessach eh uma das tres oportunidades que as pessoas vem ao Templo. Ele segue na descricao da Trip de guia turistico mistico dele, de Jerusalem e Templo ele manja muito! Excelente comeco. O Seder transcorre muito bem, com essa  &lt;br&gt;pegada espiritualizada. Me divirto. Aproveito pra ler a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Haggadah&lt;/span&gt; (livro da historia de Pessach) &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Carlebach, passando o Seder com Shlomo. &lt;/span&gt; Mais e mais historias do Shlomo. Na hora do copo do Eliahu HaNavi (o profeta Elias, que dizem chegara anunciando a chegada do Messias), todos saem pro meio da rua pra dancar e cantar. Isso depois dos quatro copos de vinho (praticamente quatro copos dos de requeijao de vinho). Extase total!  &lt;br&gt;Na hora de ir embora acompnho a cantora. Ela comeca a me falar do seu projeto. De como ela era pos-religiao. Que ela queria fazer uma conexao direta com Deus. Que a musica dela ia libertar as pessoas. Pronto! Agora eu ja conheco o tipo mais perigoso de louco, aquele que quer comecar uma nova religia. O nome do projeto? The Gan Eden Project (Projeto Jardim do Eden). A musica? Ela fala da libertacao, de Criancas Sagradas e outras cretinices. Mas eu cheguei perto da moca, ela eh doida mesmo, no melhor estilo Pink e Cerebro. &lt;br&gt;Depois dessa, so mesmo um retiro espiritual. Farto do surto normativo de Pessach (de repente tudo virou chametz) me mandei pro meio do deserto. Fugi pra casa dos meus parentes israelenses em Beer Sheva e Arad. &lt;br&gt;Antes de Arad passo em Beer Sheva pro churrasco de aniversario do meu primo Mohr. Parece que la Pessach era so um feriado prolongado. Muitas pitas na mesa. Ninguem ligava pro lance de num comer pao ou coisas fermentadas. Churrascao com direito a cerveja e costelinha de porco! Ai eu me senti o rabino do lugar... Sem criticar nem nada, so que nao comi. Foi um tipo muito cretino e caricato que uma vez falou uma coisa que me marcou &amp;quot;Se passar uma linha no chao, de que lado voce fica?&amp;quot;. Com certeza na linha de Pessach eu fiquei de um lado e meus primos de outro. &lt;br&gt;Alias, isso eh uma coisa que acontece comigo o tempo todo. Eu vivo pensando nessa linha. De que lado eu fico?&lt;br&gt;Arad eh assunto pra um post separado. A historia do trabalho tbm.&lt;br&gt;Pessach ta acabando, e vamos na contagem do Omer! &lt;br&gt;&lt;br&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-2933778686379856782?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/2933778686379856782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/2933778686379856782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/04/minhas-ferias.html' title='Minhas Ferias'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-3014409876015527419</id><published>2007-03-31T23:22:00.001-02:00</published><updated>2007-03-31T23:22:13.894-02:00</updated><title type='text'>RastaJew</title><content type='html'>&lt;div&gt;Era tudo culpa do meu jornal. É que o Haaretz de sexta é o jornal de gordo de Israel (a folha de domingo), com direito a roteiro cultural e gastronômico (o guia da folha) e um suplemento de variedades (revista da folha e caderno mais). E hoje o shabat era In. No meio da tarde, depois de já ter dormido umas 16 horas, fui ler o tal do guia. As estréias do cinema, o que fazer na semana de Pessach que será férias gerais em todo o país e ali no meio do bolo um show do Matisyahu no Centro de Convenções de Jerusalém, que eu já conheço bem. Era mais ou menos como assistir o Olodum na Bahia. Ou não, porque o Matisyahu na verdade representa o judaísmo que apesar de dizer &amp;quot;Jerusalém is my home&amp;quot;, mora mesmo no Brooklyn em Nova Iorque e não fala hebraico. Mesmo assim ele é sucesso aqui e era uma boa oportunidade de ver o reggero judeu no país dos judeus. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;A chuva quase de verão não me segurou. Me molhei bastante pra chegar na porta e descobrir que a brincadeira &amp;quot;típica&amp;quot;, o show do judeu pop que (dizem)&amp;nbsp;tem até aberto pra Madonna, custava a bagatela de cento e oitenta e cinco shekels, ou cerca de noventa reais. Muita grana pra um mero limpador de chão. E a fila estava cheia de americanos e JAPs (Jewish American Princess). O israelense médio não gastaria toda essa grana. Dava pra perceber que o público era bem selecionado, pelo preço. Mas como pra americano em Israel quarenta e cinco dólares não é dinheiro demais eles foram em massa. Eu tinha que procurar um outro jeito. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Como já conhecia o prédio, me mandei pra outra entrada, o backstage. Chego na porta tentando falar espanhol, inglês e óbvio, dizendo que era brasileiro. Ninguém compra minha história e minha desculpa de &amp;quot;Cadê o Moshe?&amp;quot; não pega. Parece que eu vou rodar. Nisso começa a aparecer um pessoal da produção. É que a logística do lugar propiciava o meu sucesso. O balcão de entrada era a apenas alguns metros de uma&amp;nbsp;das entradas da sala onde aconteceria o show. Um cara da produção me dá atenção. Fala que talvez alguém do lado da mesa de som... não termina de falar chega um outro cara, que ele diz ser o responsável por toda a turnê. Esse não me amacia. Mas em compensação ele anda comigo pra perto das portas, através da segurança. Conto a história e ele finge que se esforça pra ajudar. Liga pra produtora que deve ter falado pra ele &amp;quot;esse deve ser só mais um cara tentando entrar de graça&amp;quot;. Me fala que não pode fazer nada, que ele não pode me colocar pra dentro, bla bla bla. Nisso passa o próprio Matisyahu, um cara de no mínimo um metro e noventa de altura. Cumprimento o cara e o meu amigo produça já dá o telefone na mão dele e saem os dois andando. O cara pede desculpas e vai embora. Fico sózinho no corredor, eu e a porta do show. Não tinha nem como não entrar. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Lá dentro já tento não chamar muita atenção. Fico numa das últimas fileiras de uma teatro de aproximadamente 1500 lugares que depois ficaria cheio. Todo mundo sentado antes de o show começar. Abrindo o show uma banda Israelense meio jazzy com um cara tocando um clarinete e às vezes cantando três quatro palavras em hebraico. Os americanos já estavam ficando impacientes. E eu percebo que na última fileira, atrás da mesa de som está o prórprio Matisyahu, assistindo o show ao lado do meu amigo, o produtor. Eles saem antes do show de abertura terminar. De um show a outro uns quinze minutos. De luz acesa consigo ver melhor a plateia. Alguns caras de branco e preto (ortodoxos), não chegavam a cem. Muita gente de kipá e muita gente sem kipá também. Muitos americanos, talvez a maioria, e alguns israelenses. Até um cara de shterimer (aquele chapéu de pelo redondo) tinha no show. Mulheres de peruca, mulheres de lenço na cabeça e mulheres de mini saia e decote. Enfim, tinha de tudo. Ele entra, de casaca, chapéu preto e tênis adidas. Canta Raise Me Up, e no meio reza Shema Israel (uma das mais simples e mais importantes rezas do judaísmo). Quase um gospel judaico. No final da primeira música ele já tira o chapéu, e na quinta tira a casaca também. Só uma camisa azul pra fora e os tsitsít (quatro grupos de fiozinhos do talit que se usa pra fora da roupa).&amp;nbsp;Muita gente levanta e fica na beira do palco. Ele puxa um menino de uns sete anos pro palco e depois joga ele pra &amp;quot;nadar&amp;quot; em cima da plateia. Um gordão que invadiu um palco tentou dar uma de popstar e nadar também. Não só caiu no chão como foi arrastado pela sempre prestativa segurança israelense.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;No auge do show ele puxa o cara de shtreimer e um outro rasta pro palco e dança com os três. Já estava bom de loucura, mas aí o figura decide escalar as caixas de som e subir até o mezanino. Os três sobem. Cruzam o mezanino num trenzinho insano. O cara da luz tem problemas pra acompanhar. A platéia em baixo não consegue acreditar. Ele realmente subiu no mezanino pelas caixas de som.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Ele tenta manter um contato melhor com a platéia, e traduz a história de uma música&amp;nbsp;que estava contando em hebraico. Diz que não fala hebraico. Não está sózinho, muitos judeus americanos passam anos em Israel sem aprender hebraico. Ele não fala muito. No bis faz o seu famoso beatbox com o tema de Rocky. Aí sim ele se mostra muito talentoso.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;No final ele agradece que as pessoas vieram tão próximo de Pessach e deseja Chag Sameach (boa festa). O playlist foi um pouco de cada um dos CDs dele. Agradou mas não marcou. Se eu tivesse pago os quase duzentos shekels eu teria saído chateado. De graça foi excelente! &lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-3014409876015527419?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/3014409876015527419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/3014409876015527419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/03/rastajew.html' title='RastaJew'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-4812270671022454801</id><published>2007-03-29T22:13:00.001-02:00</published><updated>2007-04-06T18:42:47.978-02:00</updated><title type='text'>Album de Fotos no Picasa</title><content type='html'>&lt;div&gt;ta ai pra vcs verem, meu album de fotos e videos desde ramallah&lt;/div&gt; &lt;div&gt;depois eu mando o resto que ta gravado em CD ja&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;a href="http://picasaweb.google.com/mauricios/"&gt;http://picasaweb.google.com/mauricios/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-4812270671022454801?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/4812270671022454801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/4812270671022454801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/03/album-de-fotos-no-picasa.html' title='Album de Fotos no Picasa'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-3942621564638029305</id><published>2007-03-29T20:23:00.000-02:00</published><updated>2007-03-29T20:29:16.968-02:00</updated><title type='text'>Kiss my hat - as fotos</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;como eu tinha prometido, ai vao as fotos do post das kipas:&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5047475888345943026" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_C1m1AD8hBNQ/Rgw8k-k1i_I/AAAAAAAAADQ/RUz6KbT6iQs/s400/IMGP0060.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;a kipa nova by Emanuel&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5047476863303519234" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_C1m1AD8hBNQ/Rgw9duk1jAI/AAAAAAAAADY/l7BDNOZWZtI/s400/IMGP0050.JPG" border="0" /&gt;kipa pra todos os gostos em Jerusalem&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-3942621564638029305?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/3942621564638029305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/3942621564638029305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/03/kiss-my-hat-as-fotos.html' title='Kiss my hat - as fotos'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_C1m1AD8hBNQ/Rgw8k-k1i_I/AAAAAAAAADQ/RUz6KbT6iQs/s72-c/IMGP0060.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-153836912677442285</id><published>2007-03-26T20:20:00.001-02:00</published><updated>2007-03-26T20:20:11.788-02:00</updated><title type='text'>Age of Aquarius versão Kosher</title><content type='html'>&lt;div&gt;É pra falar do Tio Reuven. Porque definitivamente ele é a pessoa mais interessante que eu conheci aqui nos últimos tempos. Mas não dá pra explicar o Tio Reuven sem antes contar&amp;nbsp;o que eu ando fazendo na última semana por aqui.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Estamos a menos de uma semana de Pessach, a páscoa judaica onde se celebra a libertação dos Judeus do Egito. A&amp;nbsp; yeshiva, onde ninguém é de ferro, tem férias de um mês na época de pessach. Um mês judaico,&amp;nbsp;que&amp;nbsp;sendo&amp;nbsp;baseado no calendário lunar tem&amp;nbsp;vinte e oito dias. Aqui então as férias começaram, junto com o mês judaico, na última terça-feira. Não dá pra dizer que eu precisasse de férias, mas nunca é demais, principalmente porque essas férias tem um fato especial.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Passa que durante Pessach, que dura uma semana, não se come nada fermentado. Mas não apenas não se come&amp;nbsp;esses fermentados, que se chamam Chametz,&amp;nbsp;como não se pode sequer&amp;nbsp;ter em casa NADA fermentado. Sim, você tira os pães. Mas tem que tirar também qualquer outro alimento que tenha algum componente suspeito de fermentado. E cada migalha de pão, bolacha, bolo, e tudo mais. Uma faxina obsessiva. A verdade é que israelense mesmo nunca limpa muito a casa. Pro Shabat passa-se um pano molhado no chão e pronto. Em Pessach é feita a grande limpeza do ano. E o cool do mundo religioso é arrumar um Bachur (estudante de)Yeshivá pra fazer esse serviço. A molecada aqui tira uma boa grana nesse esquema. Paga-se no mínimo trinta e no máximo quarenta shekels por hora (quinze a vinte reais). O interessante é que existe um glam da molecada fazer esse trabalho.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Na&amp;nbsp;segunda-feira passada fui na casa da Tia Emuna buscar mais uns livros sobre o Shlom Carlebach. O primeiro que ela havia me dado eu já li varias vezes de ponta a ponta. E lá, ensinando as&amp;nbsp;gêmeas dela de onze anos a escrever em letra de mão, recebi o convite de passar o Seder (jantar) de Pessach com ela e a família. Uma parte da família, porque são catorze filhos e pelo menos uns dez netos já. O Seder seria na casa do Tio Reuven na cidade velha, lugar onde eu encontrei a Tia Emuna pela primeira vez. Na terça pela manhã ela me liga pedindo pra ajudar o Tio Reuven na limpeza de Pessach. Ele pagaria e precisava muito da minha ajuda. Trabalhar na cidade velha já era fantástico. Ganhar quarenta shekels era excelente, mas trabalhar pro (na verdade com) Tio Reuven foi algo fora do tempo. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Acontece que o Tio Reuven é uma daquelas figuras da década de sessenta que fez a toda a trajetória hippie, psicodélica, espiritual, transcedental da época dele. Ele viu a luz. Talvez numa das viagens dele pra galápagos, ou na Califórnia ou na Colômbia. Foram muitos lugares. Cheguei na casa dele na terça-feira à noite e o clima era quase de meditação. Ele sentado na mesa da sala com uma vela acesa e as luzes apagadas. Estudava alguma coisa na Enciclopédia Judaica. Ele nunca aprendeu muito hebraico. Num clima muito além do zen ele me soava como se o Shlomo Carlebach, das histórias que eu tinha lido, estivesse de novo presente. Ele foi um pupilo do Shlomo. O caminho dele até o judaísmo foi através de todos as outras conexões espirituais do mundo (um cogumelo também). É interessante vivenciar essa geração dele. Pelas minhas contas ele nasceu em quarenta e três, o que significa que na década de sessenta, quando o governo americano financiva as pesquisas de LSD e coisas afins, ele estava no seus vinte e poucos&amp;nbsp;anos. E esse cara tinha quase a minha idade em woodstock. A profissão dele? Na verdade ele realiza tours místicos por Jerusalém. Mas isso nem de longe explica a casa dele no meio de um dos lugares mais caros do mundo. Segundo meus informantes um apartamento na cidade velha não custa menos que um milhão e meio de dólares. Mas o Tio Reuven leva uma vida sossegada. Ele gosta mesmo de receber os seus amigos em casa. A maioria músicos,&amp;nbsp;todos eternos hippies. Um que é amigo do Bob Dylan, outro que foi perseguido pela CIA. Só figuras. Tudo na maior paz do mundo. E a limpeza? Ele queria muito bem feita, mas tudo com calma, sendo feito da melhor maneira possível. Ele não queria nada meia-boca. Pra ele, o que estava fazendo era uma grande Mitzvá (comando divino), portanto quanto mais Kavaná (intenção) eu colocasse mais eu estaria me aproximando de Deus através da limpeza. E eu fiz tudo muito calmo. Os livros que limpamos um a um ele organizou por ordem de santidade. Os mais sagrados em cima. Livro nenhum no chão. De tempos em tempos ele me perguntava se eu precisava parar pra descansar. Tudo num tom extremamente californiano, apesar dele ter nascido em Jersey (de onde&amp;nbsp;saiu logo que pode, como ele mesmo diz).&amp;nbsp;Mas o auge é saber que o cara mora na cidade velha há trinta anos. Conhece o lugar como a palma da mão. Sempre acaba temperando os comentários como alguém extremamente familiarizado. Numa das vezes que eu ia embora ele me acompanhou até fora da casa. Ia em direção ao centro da cidade e ele sabia. Virei pra esquerda. Ele na hora me diz Ah, você vai pelo &amp;quot;Armênio&amp;quot;, referindo-se ao quarteirão armênio. Em outra oportunidade eu saia pra comer uma pizza. Ele me diz Vá no primeiro à direita. Muito melhor e o cara é uma alma muito mais bonita! Num tive dúvida, aceitei a sugestão. Qual o menor caminho pro portão de iafo? Absolutamente Shouk, querendo dizer que a melhor opção era mesmo passar pelo Mercado Árabe. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Ele não se stressa. Foi passar o fim-de-semana com uma turma de amigos em Tsfat, a capital da Kabala no norte de Israel. Lá ele com certeza está em casa. Um monte de gente meditando, um clima místico assustador. &lt;/div&gt;  &lt;div&gt;A relação dele com a Tia Emuna, que lhe rendeu o título de Tio, é alguma coisa especial. Ela, já viúva, vive entre os cinco filhos que ainda moram com ela e a casa dele na Cidade Velha. São como namorados. Ela cuida dele, ele cuida dela. Ela organiza a vida dele, ele tranqüiliza ela. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Por agora eles querem me encaixar numa nova&amp;nbsp;yeshivá que segue&amp;nbsp;a linha do Shlomo. Estou adorando a ideia! É provável que eu seja o primeiro Carlebach brasileiro. Como diria o Shlomo (e também a Emuna e o Reuven): Gevaldt! &lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-153836912677442285?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/153836912677442285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/153836912677442285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/03/age-of-aquarius-verso-kosher.html' title='Age of Aquarius versão Kosher'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-2425573445524090757</id><published>2007-03-24T20:28:00.001-02:00</published><updated>2007-03-24T20:28:26.453-02:00</updated><title type='text'>Resolvendo o Shabat</title><content type='html'>&lt;div&gt;Já era mais que hora de me acertar com a questão de Shabat. É que são quase três meses de Israel e a idéia de Shabat ainda era confusa pra mim. Não tenho a habilidade de fazer esses planos metículosos, e o que já aprendi é que nada improvisado da certo no Shabat.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;É alguma coisa sobre a natureza do Shabat que complica muito a vida. Em teoria o Shabat é um momento onde, não controlando a natureza se glorifica a criação do mundo. Na prática tudo mundo arruma tudo e depois fica curtindo o que arrumou. Fico sempre pensando em uma corrida de robôs. O cara faz a programação, monta o robô e assiste. Quando a corrida em si acontece não há mais nada a fazer, o criador do robô só senta e admira seu sucesso ou seu fracasso. Eu, no Shabat, estou aprendendo a ter meu nível de sucesso.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;É que há na minha rotina de yeshivá dois tipos de Shabat: o In e o Out. Apesar de In parecer cool, não é In quer dizer &amp;quot;dentro da yeshivá, fechado, pré-montado&amp;quot;. No Shabat In tudo que eu tenho que fazer é sentar e assistir o trabalho que os outros já fizeram. Alguém já arrumou a sinagoga da yeshivá, alguém arrumou a mesa das refeições, alguém comprou as comidas e vai servi-las na hora certa. O resto do tempo, além da comida, é só dormir e esperar o Shabat passar. Dizem que eu deveria aproveitar esse free-time e estudar. Eu durmo.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;O Shabat Out pra mim é o mais interessante. É meu momento de ir lá fora e ver o que o mundo está fazendo em Shabat. Pra todos os demais bachurim (estudantes) da yeshivá é momento de comer na casa de algum rabino que a yeshivá arrumou pra eles, free-lunch. Não me encanta muito a idéia de ficar filando bóia na casa de religiosos. Principalmente porque minhas experiências não foram as melhores. Acontece que nas refeições judaicas, principalmente quando você é visita, existe um certo código de conduta. Após&amp;nbsp;o Birkat HaMazon&amp;nbsp;(a benção final, após a refeição) você deve ir embora. Assim é. E todo Birkat HaMazon começa com o dono da casa puxando um Salmo, &amp;quot;Shir Ha Maalot..&amp;quot;, ou seja a maneira super gentil de te dizer que a festa acabou e eles querem que você vá embora. Muito prático e não precisa de vassouras atrás da porta. Geralmente o almoço de Shabat, que começa lá pelas onze e meia da manhã, acaba no máximo&amp;nbsp;meio-dia e meia. Passou que numa das minhas primeiras semanas me mandaram na casa de um rabino que falava inglês. Já após o almoço, enquanto conversamos com o rabino, quis ser divertido e comentei que a filha dele, de não mais que dez anos de idade, falava inglês como uma italiana. Imitei o sotaque, à la Michael Corleone, e ganhei um &amp;quot;Shir Ha Maalot&amp;quot; na hora. As&amp;nbsp;melhores foram quando acabei na casa de israelenses que não falavam inglês. Almoço autista.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Tento não entrar em roubada. Só se for a minha roubada. Milagres de Shabat são raros, então ou você tem um plano ou acaba comprando pistache do árabe no shouk (o mercado árabe). Nesse Shabat tive várias idéias. Viajar, ir na casa de um, do outro, ou em qualquer casa. Fui pro Kotel (o muro das lamentações), afinal não há melhor lugar para estar perdido. Rezei junto com a galera do fundão, o pessoal que canta e dança&amp;nbsp;todas as rezas possíveis. Animadíssimo! Dizem que o portal espiritual da música é um muito elevado, e o nível de prazer espiritual que se pode ter com a música é altíssimo! A galera da música são os da kipá grande, de branco, em transe forte. No mínimo contagiante. Na hora de resolver o jantar fui tentar me arrumar com uma amiga que encontrei por lá. Não rolou. A turma dela, caida de pára-quedas de um Kibutz estava pior que um grupo de vegetarianos numa churrascaria. Não sabiam o que queriam e acabaram indo embora pra casa. Fui em missão solo resolver meu problema de jantar de Shabat. Acabei num restaurante descoladinho (not-kosher, for sure!) e montei meu próprio jantar de Shabat. Fiz amotzi (a benção do pão) num delicioso pão quentinho e Kidush (a santificação do Shabat através do vinho) numa bela taça de Cabernet Sauvignon direto do Golan. Um excelente jantar, com direito a Ben and Jerry&amp;#39;s de sobremesa.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Para o almoço de&amp;nbsp;Shabat usei meu networking e fui parar na casa de um amigo da tia Emuna, Itzhak Athias, aqui em Har Nof mesmo. Eu já ouvira falar da figura, um dos melhores músicos de Israel segundo o Tio Reuven (guardem esse nome, esse cara é uma figura e merece outro post só pra ele). E fala espanhol, é de Gibraltar. Pro almoço levei o Daniel, meu comparsa do Shabat passado.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;A casa dele, apesar de ficar no mesmo bairro que a yeshivá fica do outro lado da montanha. Pra chegar lá ou se anda uns três quilômetros pelas ruas circulares de Har Nof ou se sobe e desce umas cinco escadas grandes. O percurso das escadas, quase uma promessa, foi recompensador. A casa do Itzhak fica num lugar fantástico com uma vista maravilhosa de onde se vê o museu Yad VaShem (o museu do Holocausto), várias montanhas e um lago que se forma no vale durante o inverno. Fantástico! Ele é um cara bem tranquilo. Geração Paz e Amor convicto, músico talentoso e dono de umas histórias muito interessantes. Falou coisas sobre sentir Deus, em contraponto à onda evangelizadora atual de uma racionalização de Deus. Que Deus seria uma força maior que você não vê mas que te puxa. Dharma total! O Daniel saiu encantado, eu saí bêbado (mais meia garrafa de vinho, que ninguém é de ferro!).  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Esperar mais tempo, o dia vai acabando e alguém te acorda pra Seudat Shlishi (a terceira refeição do Shabat, já no final da tarde). Shabat passou e eu estou começando a desenhar o meu Shabat. Não me sai da cabeça a idéia de&amp;nbsp;organizar uns belos jantares de Shabat assim que eu chegar em São Paulo. Ou quem sabe quando eu tiver casa em Jerusalém. Devo estar me apropriando um pouco do feeling. Melhor pra quem eu convidar! &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-2425573445524090757?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/2425573445524090757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/2425573445524090757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/03/resolvendo-o-shabat.html' title='Resolvendo o Shabat'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-6866659213315087972</id><published>2007-03-22T23:56:00.000-02:00</published><updated>2007-03-23T00:00:39.742-02:00</updated><title type='text'>Tem dias q esse cartao do Post Secret diz tudo...</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.postsecret.blogspot.com/"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5044933752259602562" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_C1m1AD8hBNQ/RgM0hLrP6II/AAAAAAAAADI/JCXT5aksZVA/s400/blog.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-6866659213315087972?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/6866659213315087972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/6866659213315087972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/03/tem-dias-q-esse-cartao-do-post-secret.html' title='Tem dias q esse cartao do Post Secret diz tudo...'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_C1m1AD8hBNQ/RgM0hLrP6II/AAAAAAAAADI/JCXT5aksZVA/s72-c/blog.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-58818720292516791</id><published>2007-03-22T11:12:00.001-02:00</published><updated>2007-03-22T11:12:15.074-02:00</updated><title type='text'>Kiss My Hat</title><content type='html'>&lt;div&gt;Eu tinha um problema na cabeça. Sobre a cabeça na verdade. É&amp;nbsp; a kipá, esse chapéuzinho redondo que os judeus e os carediais usam pra cobrir a cabeça. O solidéu é&amp;nbsp;a marca regsitrada dos judeus de todo mundo.&lt;/div&gt; &lt;div&gt;A verdade é que em lugar nenhum da Torá se fala em&amp;nbsp;kipá, ou em&amp;nbsp;cobrir a cabeça o dia inteiro. Foi num determinado momento da diáspora que os grandes rabinos decidiram que dado o afastamento do povo do judaísmo eles deveriam cobrir a cabeça pra lembrar que há algo sobre a cabeça deles. Uma espécie de fitinha amarrada&amp;nbsp;no dedo, pra pensar duas vezes antes de fazer alguma besteira. The Big Brother is watching you! &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Na minha outra viagem a Israel, em julho passado, me pediram encarecidamente pra usar uma kipá sempre que eu estivesse na yeshivá, em sinal de respeito. Se eu não podia escolher cobrir ou não a cabeça, pelo menos poderia escolher com o que cobrir a cabeça. Fui e comprei uma kipá branca e grande. Grande erro. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;A partir do momento em que passei a usar a grande kipá branca, passei a ser identificado com o movimento Breslev. É um movimento meio hippie, hassídico (de trancinha e tudo), psicodélico e revoltado. Os caras param o caminhãozinho colorido deles em todo canto e saem cantando e dançando pela rua. Nem precisa dizer que são vistos como ladrão, bixa, maconheiro dentro do mundo religioso. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;É que a kipá faz uma diferença tremenda por aqui. Se você usa uma redondinha, pequena, colorida&amp;nbsp;de tricô é sionista mais secularizado. Se for um turista americano fanfarrão, pode comprar uma com o Bob Sponja, Bart Simpson ou até uma bola de basquete. Se você se identifica com o movimento haredi (ortodoxia) vai usar a quipá preta de veludo. Se bem que os verdadeiros ortodoxos usam mesmo é um chapéu preto, formalíssimo. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Essa história de representar um movimento&amp;nbsp;irrita. Deve ser por isso que muitos judeus em Jerusalém optam por andar sem kipá nenhuma, pra num ter problema. De alguma maneira andar de kipá em Jerusalém é algo que me agrada. Tel Aviv, Haifa, Eilat tire a kipá, mas em Jerusalém a pegada espiritual quase que me pede pra andar de cabeça coberta. Precisava achar uma kipá que não me incluísse em nenhum desses movimentos dos quais eu não faço a minima questão de fazer parte.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Comecei tentando aumentar ainda mais a kipá &amp;quot;grande&amp;quot;. Foi uma verde musgo, de lã, com cara de gorro de prisão, feita à mão pela mãe da mocinha muito amável da loja, que insitiu que ela ficava bem pra mim.&lt;/div&gt;  &lt;div&gt;O primeiro approach artístico foi na cidade de antiga de Jaffa, perto de Tel Aviv. Na parte histórica da cidade, que tem um clima antigo como o das vielas de Jerualém, estão instalados diversos estúdios de artistas plásticos badaladinhos do circuito da arte judaica. Um desses&amp;nbsp;é o da&amp;nbsp;Gabrieli, que faz talit (o manto com franjas nas quatro pontas que os judeus usam pra rezar) kipá, alguns combinando um com o outro, outros diferentes. Uns tons beges, com detalhes que realemnte lembravam um talit, feita artesanalmente de linho ou seda. Lindo mas meu bolso não consegui acompanhar meu olho, que escolheu logo uma kipá de trinta dólares. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Foi no Cardo, uma escavação no meio da cidade velha de uma rua, com colunas e tudo mais agora transformada em shopping, que eu vi uma coisa que eu realmente gostei. Emanuel. Era mais um artista de judaica (nome que se dá aqui a toda a sorte de simbolos e utensílios judaicos, nos mais diferentes estilos) e as kipás dele eram todas de seda, pintadas à mão. Lembravam-me uma que eu comprei a sete anos atrás em Tsfat, no norte de Israel. Mas a que realmente chamou minha atenção foi uma de seda rústica em bege,&amp;nbsp;vinho&amp;nbsp;ou azul. Fiquei com uma bege quase dourada, que me lembrava a cor de jerusalém. Nunca vi nada parecido na cabeça de ninguém. E agora, quem poderá me rotular? Fico com&amp;nbsp;uma Emanuel na cabeça, até achar outra diferente. É bom poder escolher e ter escolhas. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;PS. Vou tentar colocar fotos nesse post mais tarde, num computador de verdade.&lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-58818720292516791?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/58818720292516791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/58818720292516791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/03/kiss-my-hat.html' title='Kiss My Hat'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-1645995877617940346</id><published>2007-03-17T18:13:00.001-02:00</published><updated>2007-03-17T18:13:40.707-02:00</updated><title type='text'>Trabalhando no Shabat</title><content type='html'>&lt;div&gt;Alguém precisa fazer isso. Porque religioso que é religioso não acende luz em sahbat, pede pra empregada acender (eu vi isso em São Paulo, não era nenhum rabino, mas eu vi). E dessa vez quem &amp;quot;acendeu a luz&amp;quot; fui eu. Vamos à história. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Já faz algum tempo que o tio Shaul vem me enrolando, e ele percebeu que o Etíope dele faz o dobro do trabalho pela metade do preço.&amp;nbsp;Sendo assim,&amp;nbsp;virei eventual, e bem, aqui não anda tendo tanto evento assim. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Quarta-feira, já contando moedinhas pra máquina de lavar, recebo essa notícia. Será que você pode ajudar a servir&amp;nbsp;as seudot (refeições) de shabat? Aonde, quando e quanto? É Claro! A festinha era numa sinagoga próxima daqui, em Har Nof mesmo. Deveria servir o jantar de sexta-feira, o almoço de sábado e uma outra refeição que se come antes do final de shabat chamada Seudá Shlishi (a terceira refeição), que no final acabou nem precisando de ajuda. O pagamento, depois do shabat, afinal ninguém toca em dinheiro no shabat, era pra ser&amp;nbsp;vinte e cinco&amp;nbsp;dinheiros por hora. Precisava arrumar mais dois amiguinhos, completando uma equipe de quatro garçons disfarçados. Fácil fácil, afinal a maior parte do tempo passaríamos esperando. Pra mim era impossível recusar. Pra maioria da yeshiva era quase um absurdo sequer propor tal tarefa. Tive de cansar pra arrumar um amiguinho. Só o Daniel, gaúcho de trinta anos&amp;nbsp;que mora fora da yeshiva topou.&amp;nbsp;Mas pela falta de gente&amp;nbsp;consegui negociar com o meu sinhô, um francês figura,&amp;nbsp;um aumento de cinco dinheiros no valor da hora. Excelente!  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;O Daniel, mais preocupado com o problema de trabalhar no shabat, pediu que eu perguntasse na yeshiva sobre os problemas de fazer esse trabalho. Claro que existe uma brechá na lei judaica pra você trabalhar. Sabia que um outro bachur (menino em hebraico, mas sinônimo de estudante ortodoxo) aqui da yeshiva tinha feito isso há algumas semanas. Você tinah que trabalhar pensando que não ia ganhar pelo trabalho, fazer algum trabalho antes ou depois do shabat, enfim, burlar a lei. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Requisitos: ser judeu, afinal&amp;nbsp;é shabat e&amp;nbsp;você tem que entender o que está se passando;&amp;nbsp;estar bem vestido, pra passar despercebido entre os convidados e ninguém perceber que você está lá pela grana mesmo; usar kipá preta (que eu nunca uso aqui), pra mostrar que você é haredí (ortodoxo) e está no meio dos &amp;quot;seus&amp;quot;. A contragosto, e meio que como uniforme de trabalho, coloquei o terno, a kipá preta e fui-me à sinagoga onde eu ia trabalhar no shabat.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Começo desastroso. A Rabanit (mulher do rabino) só fala francês e hebraico. Pergunta se eu entendo francês. Oui! Não entendi bulhufas do que ela explicou. Le poison bla bla bla, le desert bla bla bla ici bla bla bla. Vou comrprix? Oui oui oui à la Homer Simpson. Sorte que o outro garçom era francês e arranhava&amp;nbsp;um inglês.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;A rigor comemorava-se o primeiro shabat após um casamento. Parte do que se chama de Shea Brachot (sete bençãos feitas durante sete dias aos noivos).&amp;nbsp;Dez mesas formando uma&amp;nbsp;ferradura com quatro mesas de homens num braço, o Rabino no meio, um outro rabino do lado dele, e depois o noivo, esse de mão dada com a noiva. Ai começam a outras quatro mesas das mulheres, francesas na maioria, algumas de peruca, outras de chapéu, todas muito bem vestidas e perfumadas.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;No final todo o trabalho foi feito de maneira divertida. Eu e Daniel rimos muito, comemos bem e recebemos sorrisos picantes das francesinhas. À parte algumas bizarrices, por exemplo lavar pratos descartáveis pra serem reutilizados e uma carne imersa na gordura as refeiçoes foram bem normais (pro padrão israelense).&amp;nbsp;Isso quer dizer que tinha&amp;nbsp;Humus, berinjela e outras saladinhas, arroz, frango e garrafa de coca-cola na mesa.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Fiquei morrendo de vontade de fazer isso todo shabat. Paga-se bem, é divertido e pouqíssimo estressante. Agora, fazer isso e não acender a luz? Há alguma coisa de estranha na maneira ortodoxa de cumprir shabat. Continuo investigando. &lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-1645995877617940346?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/1645995877617940346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/1645995877617940346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/03/trabalhando-no-shabat.html' title='Trabalhando no Shabat'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-5529110253183921968</id><published>2007-03-15T21:05:00.001-02:00</published><updated>2007-03-15T21:05:40.048-02:00</updated><title type='text'>Back from Ramallah</title><content type='html'>&lt;div&gt;Depois de tudo, ir a Ramallah não foi tão difícil assim. Mas a guerra só termina quando você efetivamente volta. E voltar de lá tem sido um problema. É que os meus preconceitos em relação à Palestina, os que ainda existiam, ficaram no Checkpoit. Não dá pra passar pelo Checkpoit achando que você é o máximo, que nada daquilo é real. Só que não dá pra explicar isso pra juventude yeshivista aqui de Har Nof (bairro ortodoxo de Jerusalém onde eu moro) que vive trancafiada. Eles são as vítimas desse muro que cerca a Cisjordânia também. Agora é que eles não vão ter mesmo ideia do que acontece do lado de lá.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Conversando com um grupo de Mizrahim (religiosos, não-ortodoxos e&amp;nbsp;sionistas), veio à tona a questão dos Checkpoints. Eu preferia fugir do tema, afinal eu sei bem a opinião deles, que são parte da direita israelense. Nem adianta discutir. Mas começaram a falar de Checkpoint, que era bom, que era necessário. Que só há segurança em Israel porque há muro e checkpoint. Que se não fosse por isso ia ter gente se explodindo por todos os lados. Tinha eu é que agradecer esses currais humanos. Eu preferi não dizer nada de muito político. É que estávamos na cidade velha, bem próximo à muralha que cerca a cidade. E de lá se vê boa parte da Jerusalém Oriental, área completamente árabe de Jerusalém. E de lá se vê a torre de&amp;nbsp;pelo menos umas cinco mesquitas. Os árabes não estão todos do outro lado do muro.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;E como me incomoda esse muro. É&amp;nbsp;que de uma hora pra outra o muro virou a solução de todo o conflito árabe-israelense. Ilusão. É que de muro brasileiro entende bem. Não adianta fazer muro alto, cerca elétrica, andar de carro blindado. A violência está além das barreiras físicas. O muro não aprisiona os Palestinos, aprisiona os Judeus. Ou como dizia o Rappa:  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&amp;quot;As grades do condomínio&lt;/div&gt; &lt;div&gt;são pra trazer proteção. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Mas também trazem a dúvida&lt;/div&gt; &lt;div&gt;se é você que está nessa prisão&amp;quot;.&lt;/div&gt; &lt;div&gt;Pior mesmo é conviver com o&amp;nbsp;preconceito de jardim. Os Mizrahim sustentam sua opinião na marra. Vão ao exército e põe a cara deles pra bater. Mas os ortodoxos que fazem parte dessa corda anti-árabe preferem ficar só na piadinha, sem ter coragem de enfrentar o que eles chamam de inimigo. Quase levei porrada na yeshiva, mas falei pro último que veio me dizer que queria queimar uma&amp;nbsp;camiseta da Palestina no shouk (mercado)&amp;nbsp;árabe&amp;nbsp;Olha, se você quiser queimar vamos lá, eu te empresto o isqueiro. Mas se não for queimar, se num tiver balls pra isso, pára de me alugar que eu num preciso ficar ouvindo essas besteiras.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Fui grosso com o rapaz,&amp;nbsp;eu sei.&amp;nbsp;O cara era grande, mas a essa altura&amp;nbsp;eu já estava de saco muito cheio. Fiquei imaginando o que aconteceria se eu aparecesse na yeshiva de camiseta &amp;quot;Free Palestine&amp;quot; ou coisa do gênero. Vou tentar a loucura. Se sobreviver eu conto a experiência. &lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-5529110253183921968?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/5529110253183921968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/5529110253183921968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/03/back-from-ramallah.html' title='Back from Ramallah'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-646319261288138798</id><published>2007-03-10T20:41:00.001-02:00</published><updated>2007-03-10T20:41:45.974-02:00</updated><title type='text'>"Mande notícias do mundo de lá" - Parte 2</title><content type='html'>&lt;div&gt;E o primeiro texto foi mesmo num lugar interessante. Enquanto escrevia apareceu uma arabe-americana que, falando alto, parecia mesmo ser a dona do lugar. A moça de véu que controlava os tempos foi meio que desbancada por essa mulher moderninha, mais ocidentalizada e engraçada. Logo que chegou ela avisou que ia sair e pediu Por Favor não roubem a minha loja. Ficamos, por quase meia-hora apenas eu e Filipe no lugar tomando conta da lojinha e ainda tendo que dar informação em árabe pra quem chegava lá.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Na volta dela&amp;nbsp;puxamos papo. Ela dizia que tinha passaporte americano mas isso não impedia de ser humilhada pelo governo israelense. Dizíamos, sorridentes, que estávamos impressionados com a receptividade do povo palestino, que nossas expectativas eram as piores e que o quadro que nos havia, pintado era bem amedrontador. Ela estava nervosa. Revoltada com toda a situação imposta por Israel. Contava que tivera problemas pra sair da Palestina. Mas&amp;nbsp;o melhor foi que ela soltou várias pérolas. Depois de&amp;nbsp;falar da arrogância do exército e da humilhação dos Checkpoints (os postos de revista&amp;nbsp;israelense&amp;nbsp;que estão espalhados por toda a cisjordânia) ela solta&amp;nbsp;&amp;quot;Wonder why we blow ourselves.&amp;quot; Eu tentava falar&amp;nbsp;de&amp;nbsp;diferenças culturais, da&amp;nbsp;Palestina ter sido dada pelo mundo ocidental aos judeus&amp;nbsp;por culpa.&amp;nbsp;Ela não ouvia muito.&amp;nbsp;You kow what is the difference, we are not affraid to die, we know we are going to heaven. They are affraid of dying because they know they are going straight to hell. Será que ela não quer vir conversar com os rapazes da yeshiva? Eu mereci essa. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;A sequência dos acontecimentos em Ramallah foi até que rotineira. Entrávamos nos lugares, falávamos com as pessoas, caminhávamos pela cidade. Entramos na mesquita, num dos vários horários em que se chama os árabes pra reza. Interessante o clima de todo mundo sem sapato. O chão acarpetado é incrivelmente limpo e antes de começar a reza efetivamente as pessoas sentam-se num clima&amp;nbsp;meio lounge. Em seguida&amp;nbsp;Meu almoço mais barato desde que cheguei aqui. Um falafel com coca-cola (light) e mais uns acompanhamentos por seis shekels. Em Jerusalém essa mesma refeição não sai por menos&amp;nbsp;de quinze shekels.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Os preços muito baixos nos comvidavam a comprar tudo que aparecia na frente. Pistache, balas de amêndoas, semente de abóbora, morangos, tudo por um preço muito mais baixo do que em Jerusalém e qualquer outra parte de Israel. Quero descobrir o segredo desse aparente milagre. Será que é porque há alguma diferença nos impostos, alguma isenção tarifaria ou é será que se o preço for alguma coisa mais alta ninguén compra mesmo, afinal o clima de miséria é meio forte. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;A tarde foi caindo e dava tristeza ir embora. Todo aquele clima meio caótico era no fundo simpático. As pessoas sempre nos trataram bem, mesmo quando entramos nas lojas só pra bater papo (perguntar preços e não comprar nada). Perdi o medo de Ramallah e fui embora com vontade de voltar. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Mas a viagem Ramallah-Jerusalém é um pouco mais demorada do que a viagem Jerusalém-Ramallah. É que na volta pra Jerusalém você é obrigado a passar pelo famigerado Checkpoint. Grosso modo o Checkpoint é o buraco na parede gigante que cerca a cisjordânia. Interessante é que você está vindo dentro do ônibus e de repente ele pára e todo mundo desce. Uma estrutura de curral. Um monte de gente esperando a boa vontade dos meninos e meninas israelenses que com cerca de vinte anos são os responsáveis pela circulação de todo mundo que passa da cisjordânia devolta a Israel. E eu passei por dentro dessa estrutura. Tem gente que passa por cinco Checkpoints por dia.&amp;nbsp;São soldados israelenses falando hebraico com os árabes, catracas e mais catracas, turistas tirando foto (nós e mais quatro alemães) e até cachorro latindo. Cachorro também passa pelo Checkpoint. Dentro do Checkpoint só pensava em uma coisa, a frase da mulher &amp;quot;Wonder why we blow ourselves&amp;quot;! É muita humilhação! Acho que eu me explodiria &lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-646319261288138798?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/646319261288138798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/646319261288138798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/03/mande-notcias-do-mundo-de-l-parte-2.html' title='&quot;Mande notícias do mundo de lá&quot; - Parte 2'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-7522296966205952305</id><published>2007-03-10T09:49:00.001-02:00</published><updated>2007-03-10T10:18:18.035-02:00</updated><title type='text'>"Mande noticias do mundo de la" - Parte 1</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Live from Ramallah. Vivo em Ramallah. E parecia que isso era impossivel. E era apenas uma ideia, quase uma molecagem. Me colocar em perigo, sair da tranquilidade de Har Nof e se meter no meio da confusao Palestina. Mas com nao vir? Como deixar passar essa realidade tao diferente que acontecia tao perto? Era parte do meu plano. Tinha que vir. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_C1m1AD8hBNQ/RfKfhADxV3I/AAAAAAAAACs/sQvwZbRz5GA/s1600-h/IMGP0004.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5040266322281322354" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_C1m1AD8hBNQ/RfKfhADxV3I/AAAAAAAAACs/sQvwZbRz5GA/s200/IMGP0004.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;E o medo. A vontade eu ja tinha. E sabia que era incrivel fazer isso. Resolvi perguntar pros taxistas de Jerusalem, fazer uma pequena pesquisa. O primeiro taxista, judeu, disse que eu era um louco. O que Ramallah? Voce vai morrer la. Passava a mao na garganta e dizia que era loucura. Os taxistas arabes, trabalhando na sexta-feira a noite, diziam que nao era problema. Explicaram como fazer. Pega um taxi ate o portao de damasco, na parte arabe de Jerusalem, e de la pega uma lotacao pra Ramallah. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A noite de ontem foi complicada. Queria dormir cedo pra sair despercebido da yeshiva. E dormir tava dificil. Era pleno shabat. Era fuga. Peguei um cumplice, o Filipe, carioca revoltado. Tambem estava animado com a ideia. Parecia mesmo insanidade. Mas em dois fica mais facil. Saimos da yeshiva e caminhamos pelo bairro vazio. Raramente se via um carro. So na frente da estacao central de onibus de Jerusalem eh que conseguimos uma Van pra o portao de damasco. Dez shekels e cinco filipinas excitadissimas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_C1m1AD8hBNQ/RfKdtgDxV2I/AAAAAAAAACk/rUYjb5QKj3A/s1600-h/IMGP0013.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5040264338006431586" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_C1m1AD8hBNQ/RfKdtgDxV2I/AAAAAAAAACk/rUYjb5QKj3A/s200/IMGP0013.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Chegamos ao que parecia ser a estacao central da jerusalem oriental. Mini-onibus escritos em arabe. Apenas cinco shekel de Jerusalem a Ramallah. No onibus uma infinidade de turistas. Alem de nos brasileiros, um japones e mais quatro espanhois. Andamos uns dez minutos e logo aparece o tal do muro. Nao o das lamentacoes, o lamentavel muro que cerca a cisjordania. E tem horas que no caminho a muralha num acaba nunca. Muito amedrontador. Quando passamos pelo checkpoit deu pra ver todos os grafites que ficaram famosos. Um monte de gente fazendo intervencoes artisticas no caos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Chegar em Ramallah foi meio surpreendente. Porque num da medo. Mas parece mesmo um pouco Ciudad del Este. Muita gente nas ruas. Um comercio sem fim. Gente vendendo de tudo. E muito mais amaveis que os israelenses, principalmente os arabes-israelenses no shouk, o mercado arabe. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_C1m1AD8hBNQ/RfKhxwDxV5I/AAAAAAAAAC8/aTj-PMp3lV4/s1600-h/foto1.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5040268809067386770" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_C1m1AD8hBNQ/RfKhxwDxV5I/AAAAAAAAAC8/aTj-PMp3lV4/s200/foto1.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;E tudo aqui eh mais barato que em Jerusalem. Algumas coisas sao extremamente bregas, um over bem Oriente Medio. Eh isso. Ramallah eh de verdade um lugar do Oriente Medio. Propaganda da Coca Cola tem em todo canto. Dove, Lipton, Cadburry's. Mas de uma outra maneira. GlobalizArabizacao. Boneca Barbie que se chama Fulla e tem ate veu. Outro mundo. E no meio dessa confusao Net Cafe, de onde eu agora escrevo. Realmente imprevisivel. De Jerusalem eu conto o resto. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-7522296966205952305?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/7522296966205952305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/7522296966205952305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/03/mande-noticias-do-mundo-de-la-parte-1.html' title='&quot;Mande noticias do mundo de la&quot; - Parte 1'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_C1m1AD8hBNQ/RfKfhADxV3I/AAAAAAAAACs/sQvwZbRz5GA/s72-c/IMGP0004.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-7082564541088971451</id><published>2007-03-05T15:11:00.001-02:00</published><updated>2007-03-05T15:11:48.211-02:00</updated><title type='text'>É Purim, ôba!</title><content type='html'>&lt;div&gt;De dentro de Purim, o carnval judaico. Ou será que o carnaval é o Purim cristão? Há no judaísmo esse um momento no ano onde você deve ficar bêbado o suficiente pra confundir Mordechai e Aman (jesus com genésio)! Incrível. carnaval puro. Só que é o carnaval dos reprimidos, de gente que nunca bebe nada, que nunca passa do limite o ano todo, que leva a vida muito a sério. Carnaval, Peruada e Purim. Pura válvula de escape.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Estou tentando entender essa festa que eu nunca comemorei na vida. Sabia que a molecada se fantasiava e na hebraica tinha a festinha de purim, pra mim só um jeito de judaizar o carnaval. E as festas de Purim já crescidinho, apenas mais uma festa pra juntar a judeuzada da comunidade. Eu já conhecia a história da rainha Ester, Mordechai e Aman. Sabia que Aman era do mau, Ester casou com o rei e salvou o povo de ser exterminado, e Mordechai passou de revoltado a herói. Essa é a Meguilá (em hebraico rolo, pergaminho) porque está separada do resto da Torá e é o último escrito a ser incluído no Tanach (o que se chama na bíblia de antigo testamento).  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Mas em Israel Purim é feriado nacional, carnaval não. E é em Purim que aquela sensação de carnaval se instaura por aqui. Fiquei curioso, queria descobrir o que acontecia. O mundo não-religioso se preparava organizando baladas e mais baladas e vendendo fantasias de superman, puta, chapéus coloridos e tudo mais. O mundo religioso comprava as fantasias de Ester (kosher) e se preocupava muito com os Mishluach Manot (uma das leis de Purim é dar de presente comidinhas pra refeição de Purim). E a cidade estava enfeitadas de cestas de natal, quer dizer, cestas de Purim, com vinhozinhos, docinhos, balinhas e coisas do gênero. A festa ainda não tinha começado.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Em Jerusalém, a rigor, a festa só começou no domingo à noite. No resto das cidades &amp;quot;não-muradas&amp;quot; do mundo foi sábado à noite. E teve o povo também em Jerusalém que resolveu aproveitar o sábado à noite e já fazer festa. Fui numa festa gigante no teatro de Jerusalém, um lugar de arquitetura modernista muito bacana. Uma música pop-eletrônica (mais pop que eletrônica) e alguns DJs israelenses tocando o que é a prata da casa, Psy-Trance. Festa elegante, muitas fantasias bem produzidas, gente bonita, balada como qualquer outra até as quatro da manhã.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;E sábado à noite começava Purim em&amp;nbsp; Jerusalém. Ouvi toda a leitura da Meguilá, como manda o figurino e depois fomos a uma super festa da yeshiva.&amp;nbsp;Cinquenta barbudos numa cobertura de um dos bairrros mais religiosos de Jerusalém. Dava pra ver, no caminho pra festa,&amp;nbsp;que a cidade estava em pânico. A festa não era nada de especial. Cachorro-quente (de salsicha kosher), refrigerante e cerveja, muita cerveja. Os argentinos dominaram, e a festa parecia a bombonera. Só a chegada o do rosh yeshiva (o manda-chuva daqui) acalmou a molecada. Sai depois do discuros dele. Queri ver o que estava na cidade, ver o que acontecia nas ruas, nas baladas, no cento da cidade. Desastroso.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Desde Gueula, o bairro onde estava a casa, a coisa já estava pesada. Eram carros passando zoando as pessoas na rua, menininhas de saia jogando bombinahs na rua. Acredite, você não quer ouvir um estouro de bomba em Jerusalém. Eu ouvi uns trezentos. Todo mundo jogou bombinha. Alguns soltaram fogos. Alguns fogos falharam. A cidade estava mesmo agitada. As ruas movimentadas, muita gente fantasiada, todo mundo bêbado. Resolvi caminhar de bar em bar.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;O centro estava lotado. Briga na Kikar Tzion (a praça central). Polícia na rua, mas sem capacidade de segurar a confusão toda. Comecei a entrar nas festas. Um pub, um barmais um pub, mais um bar, música igual em todos os lugares, maldita globalização!  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Na volta pra yeshiva um monte de gente conhecida. Jerusalém, apesar da pose, é uma cidade minúscula e se tromba gente conhecida por todos os lados. Ainda uma festa no centro de convenções. Um monte de gente fantasiada de hippie. Nada de fantasia, eram hippies mesmo. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Ainda não tinha acabado o desastre.&lt;/div&gt; &lt;div&gt;Pensava que nada de pior do que o que eu vi no centro poderia acontecer. Aconteceu dentro da yeshiva. É que depois do almoço de Purim o povo começa a beber. E ninguém sabe beber. Um tiozinho com um teclado, um monte de religiosos fantasiados, vinho à vontade. Receita de desastre. Começa como um casamento, todo mundo feliz dançando. Só os homens, é claro. Chega o rosh yeshiva, todo mundo dança em volta dele. O tecladinho não para. Música e bebida a tarde inteira. A molecada bebe. Os que nunca beberam na vida também bebem. Os mais escolados saem, ficam longe, bebem no quarto, longe da confusão. Os bêbados inconvenientes aparecem. Parece que de uma hora pra outra virou festa do vermelho, todo mundo sujo de vinho. E querem beber mais. Não passa muito tempo a yeshiva parece um campo de batalha. Gente brigando, gente caindo, vômito pelos cantos. Um nojo indescritível. Tudo em nome de Deus. E eu tentando fugir do caos. O nosso rosh yeshiva me pedindo pra descer. Purim era lá embaixo, na festa, no vômito. Consegui fugir e pensei que pra&amp;nbsp;mim tinha acabado. Que nada. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Sentei no computador, quietinho pra escrever esse post. Chega um bêbado, quer conversar. Falar que eu preciso entender, que eu preciso ver, que é verdade. Falo sim, sim, sim, mais tarde. Ele sai. Pensei que era só isso. Nessa aparece um outro, veterano de muitos anos que tomou muito mais do que devia. Chegou sem eu ver, e começou a montar em mim. Pedi pra parar, sair, depois. Nisso o cretinho mete uma mordida no meu ombro. Forte. Fico puto, paro de escrever e saio xingando o imbecil, que corre e se tranca no banheiro. Deixa ele, ele tá bêbado. Calma cara, não precisa ficar bravo. Que é isso, ele tá bêbado. Saio de perto das pessoas, grito na varanda, fico puto, querendo sair pra longe. Tomo bronca do rosh yeshiva, denovo. Me manda ir pro quarto. Não vou. Volto pro computador e continuo escrevendo.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Saber que eu posso escrever sobre essa cretinice me redime, me limpa e me deixa mais leve. Daqui a pouco eu acho o imbecil, e quem sabe mordo de volta. Purim Fuckin&amp;#39; Sameach (bom fuckin&amp;#39; purim)!&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-7082564541088971451?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/7082564541088971451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/7082564541088971451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/03/purim-ba.html' title='É Purim, ôba!'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-5308477425117817398</id><published>2007-03-03T15:57:00.001-02:00</published><updated>2007-03-03T15:57:18.451-02:00</updated><title type='text'>Kosher ou não-Kosher?</title><content type='html'>&lt;div&gt;E eu pensava que o problema era &lt;a href="http://mauricismos.blogspot.com/2007/01/minha-casa-no-judasmo.html"&gt;o tal do papelzinho&lt;/a&gt;. A Teudat Kashrut, que é o certificado de Kosher que nenhum restaurante de Tel Aviv tem. Em Jerusalém eu já tinha visto que todo mundo tem. O Tio Shaul do Muscat tem, a padaria da esquina tem, o meu café-da-manhã favorito, o Beitze Ein (olho de ovo) também tem. Mas isso não é suficiente. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Dia desses resolvi levar um dos meus amiguinhos da yeshiva pra um café-da-manhã na sexta-feira no Beitze Ein. Eu lembrava de ter visto o papelzinho na parede e além do mais o lugar é muito cool, pequeno e a dona já me conhece. Pra minha decepção, ao chegar lá o amiguinho disse Desculpe, não posso comer aqui! Perguntei se era pela quantidade de gente bonita ou se era só porque não tinha gente de branco e preto (ortodoxos) suficiente no lugar. É que a yeshiva não come essa Hasgahá (supervisão rabínica que emite esse tal certificado). Fiquei puto! Perdi a viagem, meu café-da-manhã favorito, meu momento de diversão da semana e ainda fui submetido a uma aula sobre os perigos de comer verdura não kosher em Israel. O problema das partes que devem ser queimadas, doadas, os bichos do alface que são piores do que porco e outras coisas imprescindíveis pra continuidade do povo judeu. Não tinha acabado. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Num outro dia, quando eu voltara do trabalho no Muscat outro amiguinho me pergunta Você come alguma coisa lá? Como um retardado, o tempo todo, todo tipo de comida, várias vezes. Sim, como, por quê? É que a yeshiva não come essa Hashgahá. De novo, não! retruquei. Mas é Mehadrim (sinal de excelência em kashrut, super-kosher). Sabe o que é, esses caras não são uma boa Hashgahá. O nosso Rabino nos proibiu de comê-la. Ficou sabendo que tem até goyim (Oy Vey!) fazendo a supervisão. Que escândalo! A televisão não noticiou? Como não prenderam esses canalhas?  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;O fato é que no Muscat tem um monte de barbudo. Tem o cozinheiro barbudo da manhã que não deixa nem ouvir música não-kosher na cozinha, tem o supervisor barbudo que abre todas as castanhas de caju pra ver se não tem bicho, até o segurança da porta é barbudo. E mais, tem um monte de barbudos, até rabinos velhinhos, de chapéu peludo comendo lá. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Instaurara-se a dúvida. Comer ou não comer? Na yeshiva diziam que era uma questão de excelência. Nós só queremos o melhor. Se é kosher é kosher pra quem?&amp;nbsp; Ainda não me conformara.&lt;/div&gt; &lt;div&gt;Foi passando o shabat com uma família religiosa mas não ortodoxa que as coisas se esclareceram. Não conhecia a família.&amp;nbsp;Era a irmã da mulher dum primo distante que mora em Israel. Eu ia pra passar a noite e fazer todas as três refeições de Shabat lá. Decidi levar um regalo. Passei na English Cake e comprei um belo Strawberry Cheescake, que eu já namorava&amp;nbsp;há tempos. Só depois é que eu fui lembrar do lance da Hashgahá. Era&amp;nbsp;Mehadrim, a mesma do Muscat. Já entreguei o presente me desculpando. Espero que vocês comam essa Hasgahá. Claro que comemos. E comeram rápido. Chegaram as filhas, as netas, o genro. A torta não durou nem até&amp;nbsp;o&amp;nbsp;começo do Shabat.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Não aguentei e fui perguntar sobre Kosher e Hashgahá. Eles não viam problema na Hashgahá, e nem acreditavam que era pior ou melhor. Contaram a história da padaria do avô e de como os rabinos azucrinaram a vida do velhinho. Politicagem, boa e velha.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Foi aí que eu entendi. Se um rabino briga com o outro ele diz Sua supervisão não presta. Vai e monta sua própria Hasgahá. A do Beitze Ein é tipo básica. A do Muscat é do tipo forte, mas mesmo assim tem gente que não come, a yeshiva por exemplo.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Bom mesmo em Israel é você plantar as suas próprias verdurinhas, matar a sua vaquinha, e cozinhar na sua casa. Aí você faz aquilo que você acha que é Kosher e não pergunta nada pra ninguém. Ou senão,&amp;nbsp;acredita em todo mundo que diz que é Kosher (eu, eu, eu!) e come o que quiser, onde quiser, seja em Jerusalem, Tel Aviv ou Ramallah.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Politicagem? Shame on you Mr. Rabbi!&lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-5308477425117817398?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/5308477425117817398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/5308477425117817398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/03/kosher-ou-no-kosher.html' title='Kosher ou não-Kosher?'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-8149505491978630947</id><published>2007-03-01T13:25:00.001-02:00</published><updated>2007-03-01T13:25:44.461-02:00</updated><title type='text'>O Kotel, o Shabat e o Tempo</title><content type='html'>&lt;div&gt;O Kotel, apesar de ser apenas um muro de não mais que vinte metros de altura e uns&amp;nbsp;quarenta de largura, é o ponto mais sagrado dos judeus. Os católicos têm o vaticano inteiro, a igreja da natividade, o santo sepulcro, os árabes, só&amp;nbsp;dentro dos muros de&amp;nbsp;Jerusalém têm duas mesquitas, uma com cúpula de ouro. E os judeus só ficaram com um pedaço do muro ocidental que cercava o templo. Em português ele ganha um nome mais dramático, Muro das Lamentações. Em hebraico é Kotel Hamaravi e em inglês Western Wall, parede ocidental e pronto.&amp;nbsp; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Estive lá na última sexta-feira à noite, como parte do meu programa de Shabat. Acontece que não há de frente ao Kotel qualquer sinal de unidade religiosa. São grupos e grupos diferentes, alguns de cerca de vinte pessoas outros que chegavam a quase cem, todos rezando no seu ritmo, à sua tradição e ao seu tempo. Eram os hssídicos virando os olhinhos a cada reza, os americanos que fazem tudo com sotaque americano, a molecada da quipá redondinha cantando e dançando por horas cada pequena reza e mais vários&amp;nbsp;tons de cinza que separam o preto - os da trancinha, de roupão preto e chapéu de pelo -&amp;nbsp;do branco - o reformistas, ultra-liberais, anti-haláhicos - aqui em Israel. Um barulho muito confuso. Não tive paciência nem me identifiquei suficientemente com nenhum daqueles grupos. Resolvi passear por todos. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Foi ai que eu descobri que eu podia viajar no tempo. Um verdadeiro remix. Mas não foi muito um remix o que eu fiz. Sabe aquela função que todo CD Player tem, &amp;quot;Repeat 1&amp;quot;? É, eu fiz isso. Escolhi a minha parte favorita do serviço de Kabalat Shabat, a chegada do Shabat, e fiquei indo de grupo em grupo sempre nela. Eu ouvi a minha canção favorita, o Lechá Dodí -&amp;nbsp;onde se compara o Shabat a uma noiva - pelo menos umas quinze vezes. Dancei com os malucos de todos os tipos, cantei junto até nos ritmos que eu num conhecia. Saí do Kotel sem rezar o resto do serviço de Kabalat Shabat. Tem Kabalat Shabat de novo essa semana. Shabat no Kotel é insano e único. &lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-8149505491978630947?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/8149505491978630947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/8149505491978630947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/03/o-kotel-o-shabat-e-o-tempo.html' title='O Kotel, o Shabat e o Tempo'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-4261616367111653642</id><published>2007-02-27T16:51:00.000-02:00</published><updated>2007-02-27T17:24:59.886-02:00</updated><title type='text'>A estante brasileira na feira de livros de Jerusalem</title><content type='html'>&lt;div&gt;Nem tinha como não saber. A cidade estava cheia de cartazes, o jornal já antecipava todas as noticias, e do Brasil a&amp;nbsp;&lt;a onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" target="_blank" href="http://peixedeaquario.zip.net/"&gt; Ana Rüsche&lt;/a&gt; tinha me avisado também. A feira internacional do livro de Jerusalém era o acontecimento do mês na cidade. Prometia muito, e ia contar com a presença de uma &lt;a onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" target="_blank" href="http://www.conib.org.br/escritores/"&gt; delegação brasileira de escritores, patrocinados pela CONIB&lt;/a&gt;. Tudo muito trivial.&lt;br&gt;E se passavam naquele dia uns 3 dias da tal semana da feira. E nesse exato dia eu tinha&amp;nbsp;tirado a tarde pra fazer um roteiro centro, arte, loucurinhas da cidade velha e o musueum on the seam, que&amp;nbsp;é simplesmente indescritível.&amp;nbsp;À&amp;nbsp;noite iria a&amp;nbsp;um casamento ortodoxo numa das cidades mais religiosas de israel, Bnei Brack.  &lt;br&gt;Minhas expectativas pro casamento estavam altas. Dançar com um monte de homem soado e barbudo, sem mulheres, frango e arroz, e garrafa de refrigerante na mesa. Assim são todos os casamentos ortodoxos em Israel. Coloquei meu terno, o único, e fui-me ao casamento com minha kipá colorida, a única colorida no meio de um mundo de kipás pretas.  &lt;br&gt;E o casamento começa com uma surpresa. A Chuppá, tenda formada por um talit onde se oficializa o casamento, era no topo do prédio, e tinha-se uma vista maravilhosa. E ainda no momento da&amp;nbsp;Chuppá juntaram-se os homens e as mulheres. São dois meses de yeshiva, mulher por perto&amp;nbsp;é coisa séria.  &lt;br&gt;Fico de canto e alguém me fala. Você viu os escritores brasileiros que estão aí? Tem um monte de caras famosos do Brasil! Vai lá falar com eles. E eu perderia esse tipo de oportunidade, ainda mais em Israel?&lt;br&gt;Fui falar, por acidente, de cara com o Ignacio de Loyola Brandão, Excelente figura. Estava impressionadíssimo com a movimentação da chuppá e toda a festa que rolava em volta. Único de toda a delegação que não trajava a kipá do patrocinador. E apontava o Rubem Fonseca, que próximo ao noivo enchia de anotações o seu caderninho. É&amp;nbsp;ai que aparece o Daniel Galera, d&amp;#39;onde Ana Rüsche começou a falar da tal feira. Falo com o cara, falo da praça roosvelt, ele conta a mesma história que eu já lera no post do seu blog sobre seu contato com judaísmo e bla bla bla. O Walcyr Carrasco olhava com fixação e comentava sobre a familia do noivo, que nem era religiosa, sobre o choque de tudo isso. Comentei mais uma vez da Ana Rüsche, do povo praça roosvelt, da FLAP. Ah, a flip? Não tio, a  &lt;a onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" target="_blank" href="http://flap2006.blogspot.com/"&gt;FLAP&lt;/a&gt;, ou seja, a anti-FLIP. Os olhinhos do Ignacio de Loyola Brandao brilharam. Fez questão de anotar o telefone da Ana no seu Moleskinne! Estranho, são todos na delegação globais ou da Cia das Letras.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;A verdade&amp;nbsp;é que foi incrível, eu pensando como ia achar esse povo e tropeço neles no lugar mais inusitado possível. &lt;br&gt;A feira num foi nada de mais. A tematica da tolerância, da literatura dos excluídos, alguams pessoas numa onda de critica política do processo no oriente médio, muita promoção de livro. Feira de Livro padrao. O Brasil não tinha propriamente um stand. Tinha só alguns livros dos escritores da delegação em não mais que meio metro de estante. Fica forte a impressão de que eles estao mais preocupados em trazer os &amp;quot;formadores de opinião&amp;quot; a israel do que de fato mostrar mais da literatura brasileira.&amp;nbsp;É só checar o site da  &lt;a onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" target="_blank" href="http://www.conib.org.br/escritores/"&gt;CONIB&lt;/a&gt;, com diário de viagem e tudo pra ver como funciona o lobby profissionalizado da comunidade judaica brasileira.  &lt;br&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-4261616367111653642?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/4261616367111653642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/4261616367111653642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/02/estante-brasileira-na-feira-de-livros_27.html' title='A estante brasileira na feira de livros de Jerusalem'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-8026853610901838773</id><published>2007-02-27T02:38:00.000-02:00</published><updated>2007-02-28T18:04:47.163-02:00</updated><title type='text'>A estante brasileira na feira de livros de Jerusalem</title><content type='html'>Nem tinha como nao saber. A cidade estava cheia de cartazes, o jornal ja antecipava todas as noticias, e do brasil a&amp;nbsp;&lt;a href="http://peixedeaquario.zip.net/"&gt;Ana Rüsche&lt;/a&gt; tinha me avisado ja. A feira intarnacional do livro de Jerusalem era o acontecimento do mes na cidade. Prometia muito, e ia contar com a presenca de uma  &lt;a href="http://www.conib.org.br/escritores/"&gt;delegacao brasileira de escritores, patrocinados pela CONIB&lt;/a&gt;. Tudo muito trivial.&lt;br&gt;E ja se passavam naquele dia uns 3 dias da tal semana da feira. E nesse exato dia eu tinha pegado a tarde pra fazer um roteiro centro, arte, loucurinhas da cidade velha e o musueum on the seam, q e simplesmente indescritivel. A tarde um casamento ortodoxo numa das cidades mais religiosas de israel, Bnei Brack.  &lt;br&gt;Minhas expectativas pro casamento estavam altas. Dancar com um monte de homem soado e barbudo, sem mulheres, frango e arroz, e garrafa de refrigerante na mesa. Assim sao todos os casamentos ortodoxos em Israel. Coloquei meu terno, o unico, e fui-me ao casamento com minha kipa colorida, a unica colorida no meio de um mundo de kipas pretas.  &lt;br&gt;E o casamento me comeca com uma surpresa. A Chuppa, tenda formada por um talit onde se oficializa o casamento, era no topo do predio, e tinha-se uma vista maravilhosa. E ainda na chuppa juntaram-se os homens e as mulheres. Sao dois meses de yeshiva, mulher por perto e coisa seria. &lt;br&gt;Ai eu de canto e alguem me fala. Voce viu os escritores brasileiros que estao ai. Tem um monte de caras famosos do brasil ai. Vai la falar com eles. E eu perderia esse tipo de oportunidade, Ainda mais em Israel?&lt;br&gt;Fui-me falar, por sorte, de cara com o Ignacio de Loyola Brandao, Excelente figura. Estava impressionadissimo com a movimentacao da chuppa e toda a festa que rolava em volta. Unico de toda a delegacao que nao trajava a kipa do patrocinador. E apontava o Rubem Fonseca, que proximo ao noivo enchia de anotacoes o seu caderninho. Ai que aparece o Daniel Galera, d&amp;#39;onde ana rusche comecou a falr da tal feira. Falo com o cara, falo da praca roosvelt, ele conta a mesma historia que eu ja lera no post do seu blog sobre seu contato com judaismo e bla bla bla. O Walcyr Carrasco olhava com fixacao e comentava sobre a familia do noivo, que nem era religiosa, sobre o choque de tudo isso. Comentei da Ana Rusche, do povo praca roosvelt, da FLAP. Ah, a flip? Nao tio, a  &lt;a href="http://flap2006.blogspot.com/"&gt;FLAP&lt;/a&gt;, ou seja, a anti-FLIP. Os olhinhos do Ignacio de Loyola Brandao brilharam. Fez questao de anotar o telefone da Ana no seu Moleskinne! Estranho, sao todos na delegacao globais ou da Cia das Letras. A verdade e que foi incrivel, eu pensando como ia achar esse povo e tropeco neles no lugar mais inusitado possivel. &lt;br&gt;A feira num foi nada de mais. A tematica da tolerancia, da literatura dos excluidos, alguams pessoas numa onda de critica politica do processo no oriente medio, muita promocao de livro. Feira de Livro padrao. O Brasil nao tinha propriamente um stand. Tinha so alguns livros dos escritores da delegacao em nao mais que meio metro de estante. Fica forte a impressao de que eles estao mais preocupados em trazer os &amp;quot;formadores de opiniao&amp;quot; a israel do que de fato mostrar mais da literatura brasileira. E so checar o site da  &lt;a href="http://www.conib.org.br/escritores/"&gt;CONIB&lt;/a&gt;, com diario de viagem e tudo pra ver como funciona o lobby profissionalizado da comunidade judaica brasileira. &lt;br&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-8026853610901838773?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/8026853610901838773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/8026853610901838773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/02/estante-brasileira-na-feira-de-livros_25.html' title='A estante brasileira na feira de livros de Jerusalem'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-9117325211955662970</id><published>2007-02-18T17:13:00.000-02:00</published><updated>2007-02-18T17:33:44.866-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_C1m1AD8hBNQ/RdiofLmBAzI/AAAAAAAAACU/Gie49dFdVks/s1600-h/IMG_0712_jumprope%20grey.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5032957837228180274" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_C1m1AD8hBNQ/RdiofLmBAzI/AAAAAAAAACU/Gie49dFdVks/s320/IMG_0712_jumprope%2520grey.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Toda vez que eu vejo um hassidico aqui em Jerusalem em me lembro desse desenho do &lt;a href="http://www.davidchoe.com/"&gt;David Choe &lt;/a&gt;pro site judaico-novaiorquino-moderninho &lt;a href="http://www.jewcy.com"&gt;Jewcy&lt;/a&gt;. A trancinha, que em hebraico se chama peil, teoricamente tem a intencao de enfeitar uma Mitzva, as obrigavoces da Tora. No caso a mitva eh nao raspar a costeleta. Entao o cara enfeita, nao corta nunca e junta essas elegantes trancinhas. Rapunzel era hassidica, por exemplo! As vezes esses caras de tracinha estao envolvidos numa frias, e eu sempre fico com a impressao de que a trancinha num serve pra muita coisa, ja que as vezes o cara usa trancinha e atropela pedestre ou se estapeia com os outros caras da trancinha pra ver um rabino importante. Util mesmo a trancinha seria pra isso ai! Esse &lt;a href="http://www.davidchoe.com/"&gt;Choe&lt;/a&gt; e um Coreano de L.A., completamente pirado, que tem uma pegada meio grafiteira e ao mesmo tempo um pouco trendy. Muito bom mesmo o trabalho desse figura. Vale a visita. Na &lt;a href="http://www.jewcy.com/store/hasid_double_dutch_jewcy_t_shirt"&gt;loja do Jewcy&lt;/a&gt; voce pode comprar essa camiseta por miseros 26 dolares. Ainda nao criei coragem.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-9117325211955662970?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/9117325211955662970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/9117325211955662970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/02/toda-vez-que-eu-vejo-um-hassidico-aqui.html' title=''/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_C1m1AD8hBNQ/RdiofLmBAzI/AAAAAAAAACU/Gie49dFdVks/s72-c/IMG_0712_jumprope%2520grey.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-6703056457611129040</id><published>2007-02-16T11:07:00.001-02:00</published><updated>2007-02-16T11:07:19.872-02:00</updated><title type='text'>Ascensão na cozinha</title><content type='html'>&lt;div&gt;Eu só estou lá há uma semana e já subi de ranking. De salário não, nem mesmo de categoria, continuo lavador de pratos, só que agora eu sou o lavador que ajuda o cozinheiro, e isso é um status e tanto numa cozinha com não mais que dez metros quadrados e apenas três pessoas.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Na cozinha globalizada do Muskat eu ganhei a confiança do cozinheiro arranhando um francês macarrônico. O Nátan, el cocinero, é um tipo engraçadíssimo. Um tipo loiro, com pouca cara de israelense, meio blazé, galã do restaurante, terror das garçonetes (pra elas Náti), arrogante e brincalhão. No primeiro dia que cheguei lá ele ouvia fitas de um rabino&amp;nbsp;no maior estilo &amp;quot;fala que eu te escuto&amp;quot;, em hebraico. Achei um porre. Ele faz parte de um movimento de gente cool que quer ficar mais religiosa e espiritualizada. Ele falou pouco, eu lavei muito prato. No meu segundo dia ele nem estava lá, falaram que ele tinha ido embora. No terceiro dia, miraculosamente, ele reapareceu com o seu ar blazé, vestido de cozinheiro e falando que estava cansado. Já no dia seguinte ele avisou que estava de saída, só ficaria até o final da semana, o que aqui corresponde a quinta-feira.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Me aproximei do cara, falei francês, ninguém mais entendia, ele achou o máximo. Logo fui ganhando as tarefas. Abrir a massa de pizza. Fritar as batatinhas. Colocar os raviolis na panela. Na cozinha se começa por baixo.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Ele me defendia quando o gerente me esculachava. Se vingava por mim. Virei o protegido dele. Passei a lavar menos pratos, ganhava as comidas que eu gostava. Era divertido.&lt;/div&gt; &lt;div&gt;Ele colocava o seu trance, um gospel judaico,&amp;nbsp;e dançava. Era a única música que ouvimos na última semana. As rádios e todas as outras músicas não eram kasher, e tinham sido proibidas. Esse trance era um single. Uma única música muito tosca de cinco minutos. Ele jogava as garrafas de água vazias como se fosse o Tom Cruise em Cocktail. As garçonetes pagavam pau. Entrei na dança, aprendi truques de barman exibicionista. Tomei esporro do gerente, é claro.&amp;nbsp;Ele sempre fazia questão de gritar com o gerente, seu inimigo pessoal. Eu ria, fazia de conta que não entendia e ria.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Hoje, seu último dia, ele me deu todas as tarefas possíveis. Talvez porque ele não tinha mais saco de fazer nada. Me deixou brincar à vontade. Empanei os peixes, preparei as massas e as pizzas, fritei omelete e tudo mais. Me senti o aprendiz de feiticeiro. Quase não coloquei as mãos mais&amp;nbsp;nos pratos.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Falei pra ele que ímaos sentir a falta dele. Quem vai sentir a minha falta, você, o Jambla (o outro lavador) e as meninas, só! Continuei rindo das palhaçadas do cara. E ao mesmo tempo comandando na cozinha. No final o cara&amp;nbsp;diz Olha, eu vou mesmo sentir a sua falta. Vou te dar uma brachá (benção). Você e o próximo cozinheiro vão ter uma excelente relação, você vai ajudá-lo muito e vai aprender muito também. Que você tenha muito sucesso. Me deu de presente o CD com o um trance dele.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Nem me despedi quando ele foi embora. A verdade é que ele foi meio que colocado pra fora. Estava brigando com o gerente denovo porque esse&amp;nbsp;não queria deixá-lo ir embora cinco minutos antes do horário. A outra gerente pediu pra ele sair.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;E&amp;nbsp;esse foi meu professor de culinária. O próximo cozinheiro é um uruguaio. Continuo na vantagem. Quem sabe a mandinga do Náti num pega?&lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-6703056457611129040?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/6703056457611129040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/6703056457611129040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/02/ascenso-na-cozinha.html' title='Ascensão na cozinha'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-4776437145665177203</id><published>2007-02-14T12:58:00.001-02:00</published><updated>2007-02-14T12:58:56.099-02:00</updated><title type='text'>Free Lunch</title><content type='html'>&lt;div&gt;Imagine se o Mickey Mouse um dia despertasse e decidisse que toda criança tem que conhecer a Disney, e que para tanto ele ia dar um &amp;quot;empurrãozinho&amp;quot;. Viagens à Disney por apenas US$ 100,00, all included, pra todo mundo. É só entrar na fila. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Estúpido? Aqui em Israel isso acontece o ano todo e chama-se Taglit. No Brasil já chamou-se MAOF e em inglês o nome é mais honesto, &amp;quot;taglit-birthright&amp;quot;, ou seja,&amp;nbsp;nasceu judeu ganha viagem pra Israel. Nuances problemáticas de um país judeu com culpa até o pescoço.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;E eles estão por toda parte. De calça jeans, moletom, mochila nas costas, maquina fotográfica digital na mão&amp;nbsp;e fone branco no ouvido. Não importa se é o Taglit da África do Sul, da Austrália ou da Noruega, eles estão globalizadamente equalizados nos seus grupos de quarenta jovens de 18 a 25 anos. Os Estados Unidos tem uns cinquenta grupos, o Brasil, uns três ou quatro. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;O roteiro é sempre padrão. 10 dias ao redor do país. Kibutz, galiléia, Cesaréia, Tel Aviv, Massada, Mar Morto e Jerusalém. Só hotéis de primeira, balada todo dia, a experiência de ver um israelense de perto e um aviso - não alimentem os olim hadashim (imigrantes recém-chegados). No final todos os&amp;nbsp;Taglit do mundo se reúnem numa grande festa de encerramento, com direito à adulação&amp;nbsp;do Primeiro-Ministro em pessoa. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Esse é a filosofia israelense, sempre sorrir para o patrocinador. No final ou eles se mudam pra cá, e&amp;nbsp;fazem a famigerada Aliá ou mandam rios de dinheiro - a culpa judaica, sempre ela.&lt;/div&gt; &lt;div&gt;O circo continua e o Taglit é um sucesso&lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-4776437145665177203?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/4776437145665177203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/4776437145665177203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/02/free-lunch.html' title='Free Lunch'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-7093471836815863818</id><published>2007-02-12T21:08:00.001-02:00</published><updated>2007-02-12T12:51:42.043-02:00</updated><title type='text'>Filosofando na cozinha</title><content type='html'>&lt;div&gt;Pratos, copos, frigideiras, mais pratos, pratos grandes, pratos pequenos. A vida na cozinha do Muskat (meu emprego) é bem variada. Há várias coisas pra se fazer, e eu já entendi&amp;nbsp;o que o Avi (meu gerente de 19 anos) quis dizer com &amp;quot;back-breaking work&amp;quot;. Sábado à noite foi movimento forte da hora que abriu à hora que fechou, já hoje foi calmo a maior parte do tempo.&amp;nbsp;Os personagens do restaurante, Avi - o gerente e cozinheiro, Shaul - o dono, Jambla -&amp;nbsp;o etíope lavador de pratos, como eu, merecerão posts específicos. Eles sinceramente valem um post cada um e, se eu tiver&amp;nbsp;paciência, até fotos.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;A história é que com as minhas aulas aqui na yeshiva eu aprendi a relacionar judaísmo com tudo. Vejam vocês, se o meu rabino consegue relacionar judaísmo e futebol, eu fácil fácil consigo filosofar nos meus pratinhos sujos lá na pia. Então, como exercício de retórica, aí vai a&amp;nbsp;Auto-ajuda na Cozinha. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;strong&gt;O&amp;nbsp;chocolate de ontem&lt;/strong&gt;: Sábado à noite, depois do shabat em que o restaurante fica fechado (eles tem o papelzinho), chego pra ajudar a abrir. Encontro de cara uma pequena pilha de pratos e copos sujos de Sexta-feira pela manhã. Começo a lavar. Aí vejo que tem um prato com calda de chocolate, e que ela esta dura como pedra. Bom, a calda de chocolate é mole, já lavei e sai fácil. Só que de um dia pro outro ela endureceu e eu perdi um tempo especial nela, pra fazê-la sair. Assim, algumas coisas na vida, quando você resolve rápido são simples, porém o tempo pode transformá-las em um problema muito maior do que elas eram. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;strong&gt;A caixa de talheres&lt;/strong&gt;: aprendi com o Jambla. Talher você não lava, põe na caixa dos talheres. A caixa dos talheres é só uma caixa de plástico, onde você vai acumulando todos os talheres. Acumula-se uma caixa gigante, até a hora que o restaurante está praticamente sem facas, por exemplo, e alguém vem te perguntar cadê as facas. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Nessa hora começa o trabalho, primeiro você joga água quente na caixa. Depois mais água quente, um pouco de sabão e põe a caixa na pia. Não adianta, você tem mesmo é que esfregar um por um. Algumas vezes parece que os problemas se resolvem ao adiá-los. Não adianta quando você vai fazer, você tem que lavar os talheres também. São pequenos, parecem insignificantes, mas não se lavam sózinhos. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Hoje comecei a aprender a cozinhar. Já faço pizzas. Preparo uns pratos e pico umas coisas. Cozinhar é o terror de qualquer gordinho. Você fica demasiadamente exposto a comida e passa o tempo todo comendo. Pelo menos é isso que o Avi faz. Estou aprendendo mal, muito mal! &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-7093471836815863818?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/7093471836815863818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/7093471836815863818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/02/filosofando-na-cozinha.html' title='Filosofando na cozinha'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-5425096372022212780</id><published>2007-02-09T11:20:00.000-02:00</published><updated>2007-02-09T02:23:52.220-02:00</updated><title type='text'>Wishes won't do dishes</title><content type='html'>&lt;div&gt;Eu já tinha quase desistido. Mais de uma semana procurando um emprego, qualquer emprego, disposto a fazer qualquer coisa (lícita). E não encontrava nada. Aliás, encontrava sim. Um excelente emprego no Jerusalem Post, que precisava de visto de trabalho. E pra conseguir esse visto tem que antes passar pela burocracia do governo israelense, que de diferente da brasileira ou da americana só tem a língua. Funcionário público é universal!  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Passei em todos os restaurantes aqui da região e deixei meu telefone, dizendo que tinha experiência em restaurantes, bares, cafés e nada de ninguém me ligar. Continuei procurando. Semana passada, quando peguei os jornais no hotel no shabat, dei uma olhada na sessão dos classificados. Os jornais em inglês em Israel são dois, o Jerualem Post e o Haaretz. Os&amp;nbsp;classificados do Post são melhores, mas ele é muito Estadão demais pra ser lido periodicamente. Mandei meu currículo pra todos os empregos possíveis, até babysitter. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Na segunda-feira foi que me ligou o Jerusalem Post. A vaga é pra trabalhar das 22h às 5h na parte de venda de assinaturas pra americanos. Minha cara! Marquei a entrevista pra segunda mesmo e de cara ganhei o emprego. Mas aí veio a história do visto. Consiga um visto. Consiga uma entrevista de visto. Consiga o telefone do lugar da entrevista de visto. Consiga que&amp;nbsp;atendam o telefone no lugar da entrevista de visto. Burocracia, eis que me tem de regresso.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Sai da entrevista do JPost um pouco desanimado. Um longo caminho e pouquíssimo dinheiro no bolso. Não deixei de procurar os empregos em restaurantes. Passei em um café&amp;nbsp;onde me disseram que talvez tivesse uma vaga. Só em um mês. Passei na loja de vinhos. Surpresa, o dono estava lá. &amp;quot;Que bom que você veio&amp;quot;. E alguém me disse que esse cara odeia todo mundo. Me prometeu ligar novamente. Ele é o dono de um café e da loja de vinhos. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Só ontem consegui marcar a entrevista de visto. 27 de março. E nada disso aumentava meu saldo. E resolvo passar mais uma vez na loja de vinhos. &amp;quot;Começa agora!&amp;quot;. Me pediu pra eu trabalhar três horas (no final viraram quatro) que ele me pagaria 20 shekels por hora no final do dia, só de teste.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;O gerente me mostra o trabalho. Um monte de louça suja na pia. Panelas sujas. Lixo pra tirar. Mesas, chão e banheiros pra limpar. &amp;quot;Back-breaking work&amp;quot;, segundo o gerente. Can you do it? Sure I can! Comecei. Lavei a louça, carreguei caixa pra lá e pra cá. Limpei mesa. Coloquei mesa. Tirei mesa. Comi um monte! Ri bastante e no final levei meu dinheiro pra casa! Dinheiro suado! Meu primeiro dinheiro ganho israelense! Sai cantando como um idiota pelo meio&amp;nbsp; da avenida. O jogo começou aperta start! Entrei na brincadeira a 20 shekels a hora. E sábado à noite tem mais 5 horas de trabalho! Que maravilha, agora&amp;nbsp;é só&amp;nbsp;aproveitar o sahbat pra descansar muito.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Wishes won&amp;#39;t do dishes, Mauricio will do dishes!&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-5425096372022212780?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/5425096372022212780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/5425096372022212780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/02/wishes-wont-do-dishes.html' title='Wishes won&apos;t do dishes'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-3677796328431448661</id><published>2007-02-06T13:47:00.001-02:00</published><updated>2007-02-06T13:47:19.124-02:00</updated><title type='text'>Aprendendo a ser "criança de hotel"</title><content type='html'>&lt;div&gt;Tem uma passagem do Capote em que ele fala, em algum lugar da Itália, de um tipo muito especial de gente:&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;em&gt;&amp;quot;Contudo, muitos deles, particularmente os rapazes, possuem o que chamo de mentalidade de criança de hotel, ou seja, de crianças que passam a vida em hotéis e sabem que todas as coisas são passageiras, que o coração não deve se envolver jamais, pois a amizade dura apenas alguns dias.&amp;quot; &lt;/em&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;A impermanência por Truman Capote. Tudo passa. Quanto&amp;nbsp;sofri nessas pequenas amizades de hotel que não duraram mais do que aqueles poucos dias. Abandonar os amigos,&amp;nbsp;deixar-se em cada semana de férias&amp;nbsp;é um fato da minha infância. E também é um fato na condição de mochilagem, que eu&amp;nbsp;às vezes assumo aqui em Israel. Todo mundo se ama, todo mundo te pede&amp;nbsp;e-mail,&amp;nbsp;mas ninguém se escreve. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Estar viajando, e principalmente estar no lugar onde eu estou me exige ainda mais&amp;nbsp;essa tosca mentalidade. É impossível viver num lugar onde a maioria das pessoas está de passagem sem absorver um pouco esse sentimento. Na yeshiva, por mais perene que tudo pareça, a maior parte das pessoas passam. Uns vem por seis meses, outros de férias, poucos estão permanentemente esperando o casório. E eu cheguei nas férias. Por isso talvez eu não senti, até agora, que eu estou aqui por um grande tempo. É tempo de rotina. Não tem passeio, não tem tarde de compras, horário livre, evento especial. É rotina!  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Hoje foi embora o último dos brasileiros da temporada, o Bruno. Acontece que já faz uma semana que começaram as despedidas. Foram primeiro os cariocas e alguns paulistas. Ontem à noite mais três paulistas. Tava na cara que o Highlights (o programa de férias da yeshiva) estava acabando. E eu não gosto de pensar que vai acabar. Encaro cada saída como uma perda, mas não vejo que essa perda levava a algum lugar. Dói pensar que é tempo que está passando, que já se passou mais de um mês desde o dia em que eu cheguei. E que isso é &amp;quot;mais de um mês&amp;quot; ao menos no meu tempo em Israel. E o que eu fiz? Esse blog é uma das minhas obras israelenses. Eu construi estes&amp;nbsp;mais de 15&amp;nbsp;posts desde que eu saí do Brasil. Gastei dinheiro, viajei pra uns cantos, conheci umas pessoas, e achei que era férias. Mas é vida real, não é a binianolândia. Saio do parque de diversões pra entrar na vida real. Vida real falada em hebraico. Com atentado em Eilat, problemas no governo e brigas entre religiosos e seculares. País de verdade, mundo real, problemas reais. Acabou as férias! &lt;/div&gt; &lt;div&gt;E eu vou ter que me acostumar com essa vida de impermanência. Aprendendo que as coisas estão passando. Que são ótimas amizades de hotel que eu estou fazendo por aqui. Mas&amp;nbsp;não se vive no hotel. Agora é só tentar extrapolar esse sentimento e fazer subsistirem essas amizades, se é que isso é possível. &lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-3677796328431448661?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/3677796328431448661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/3677796328431448661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/02/aprendendo-ser-criana-de-hotel.html' title='Aprendendo a ser &quot;criança de hotel&quot;'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-8072284165247520663</id><published>2007-02-04T07:59:00.001-02:00</published><updated>2007-02-04T07:59:47.517-02:00</updated><title type='text'>Passando Shabat sem Shabat</title><content type='html'>&lt;div&gt;Não era shabat pra eles. Era sábado. Dia sem aula. Dia de balada. Shabat, no sentido judaico da palavra com certeza não era. Assim começa a minha pequena aventura do Shabat reformista.&lt;/div&gt; &lt;div&gt;O convite foi meio forçado. Eu corri atrás do Shabat reformista e parece que o modelinho israelense clássico de shabat inexiste no mundo reformista. Bom, por modelinho clássico eu chamo a idéia de um convite pra rezar, comer e dormir durante o Shabat. Por quê isso? Por um simples motivo, Jerusalém não tem absolutamente nada durante o Shabat. Os restaurantes (a maioria deles) estão fechados. Muitas baladas também estão. O transporte público não funciona. Os táxis que rodam são só os árabes, e tentar uma corrida é quase uma aventura. Não porque os caras sejam terroristas, mas porque são oportunistas e cobram o olho da cara! Aí você tem mesmo é que programar o que você fará das 3:30 da tarde de sexta-feira até às 6:00 da tarde de Sábado. Uma loucura. Então, Shabat aqui é puro planejamento. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Eu queria programar o meu Shabat reformista. Aacbei num grupo do movimento juvenil reformista (netzah) australiano. A cerimônia de Kabalat Shabat, Sexta-feira à tarde, eu passei numa sinagoga muito bacana chamada Kol HaNeshama (todas as almas). Homens e mulheres sentados juntos. Um serviço todo cantado, sem coral, mas afinadissimo. Grupos do mundo todo devidamente saudados pelo líder da comunidade, que bem ao modelo da CIP também deu parabéns e saudações à quem de direito. Você pode tirar o judeu do gueto, mas você nunca tira o gueto de dentro do judeu. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Final do serviço, cada um pega o seu carro e vai embora. O meu grupo anda por meia-hora, quase um ritual religioso. A refeição vai rolar nesse lugar onde é o &amp;quot;quartel-general&amp;quot; da reforma em Israel. Lá, além da universidade rabínica, estão um hotel, um hostel, os escritórios&amp;nbsp;do movimento reformista israelense e mundial e o Apartamento do Netzah, o meu grupo a partir desse momento.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;O grupo todo ocupa três mesas desse restaurante, onde há um bufê arrumadinho. O madrich (monitor) do grupo, um inglês de 27 anos, diz que antes de comere eles devem rezar. Ele rapidamente faz o kidush (a benção do vinho), sem nenhum rítmo e só eu e mais duas pessoas nos levantamos. O Nethilat Iadaim (ritual de lavagem das mãos) é substituido por um seco &amp;quot;pessoal, lavem as mãos&amp;quot;. Ele faz a benção do pão. Para criar um clima ele resolve fazer uma pequena competiçãozinha. Diz ele que a mesa que souber a parashá (porção da torá) da semana se servirá primeiro. Instaura-se o clima de dúvida. Que fique claro, eu não acho que ninguém precise saber qual a parashá da semana, isso não é uma obrigação, mas já que você quer brincar. Foram várias tentativas. Eu fiquei na minha, pra ver no que dava. Um tentou Vayerá, outro disse Shemot, outro falou Vaerá, ninguém sabi ao certo. Eis que a minha mesa se levanta e diz Bo (porção da semana anterior). O madrich, só diz que nó acertamos e minha mesa ganha o direito de se servir primeiro. Talvez nem ele soubesse que a parashá da semana era Beshalach. Que diferença faz? &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Depois do jantar a debandada é instantânea. A coordenadora do programa, uma mulher de 33 anos e sem nenhum humor, precisa chamar todos de volta pra fazer&amp;nbsp;o Bircat&amp;nbsp;Hamazon (benção após a refeição). Seria melhor se não tivessem feito. Começam a reza cantando. Acho divertidissimo quando você canta uma reza. Pra mim fica mais leve, todos cantam juntos e o clima é bem espiritual. Mas nos intervalos são colocadas pequenas palhaçadinhas que estragam completamente o clima da reza. Verachamim rima com &amp;quot;Chiken Wings&amp;quot;. Diversos Iaaa são proferidos, e parece uma música nova do Black Eyed Peas, com direito a coreografia e tudo mais. Um pouco over. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Após o jantar super normal, uma atividade pra entreter a molecada. Esse Shabat se comemorou Tu&amp;#39;bishvat, a festa da árvore. É costume aqui se comer frutas secas nessa época. Nada mais justo então do que fazer jogos com frutas. Começa com uma maçã. Cada um fala um nome e joga a maçã pra pessoa, só pra quebrar o gelo. Depois um jogo com laranjas passadas de pescoço em pescoço e uva passada de boca em boca. E eu tinha 13 anos denovo. Um jogo de piscar, daquele que um é o assassino e outro o detetive. Infância pura, esse povo sabe mesmo se divertir. Os jogos terminam e uma inglesa que veio visitar já logo lança a idéia: Então &amp;quot;vamos comprar bebida e get drunk&amp;quot;!  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Gringo que se preze não bebe, joga drinking games. &amp;quot;Eu nunca&amp;quot;. Inocência pura. E eu fiquei pensando &amp;quot;o que é que eu estou fazendo aqui?&amp;quot;. O resto da noite nem merece relato, tosco demais com direito a menina chorando porque bebeu demais.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;No dia seguinte fui-me pra sinagoga da universidade rabínica. Pessoas mais comprometidas, e um clima muito mais newyorker do que qualquer outra coisa. Bem upper east-side. A rabina e a cantora conduziram todo o serviço. Meninas da universidade, de talit e tudo, leram a torá. Foi aí que eu entendi aquela história de &amp;quot;a mulher que escreveu a torá&amp;quot;. Quem nunca ouviu uma mulher lendo a torá nunca ouviu nada. É simplesmente maravilhoso, encantador, delicadíssimo. Fiquei pasmo. Parece que aquilo se encaixa maravilhosamente no tom de voz feminino. Um lindíssimo serviço.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Após o serviço volto ao meu grupo e decido abreviar a estada. Almoço e me mando de lá. das 2 da tarde às 3:30 fiquei lendo jornal no David Citadel, um dos hotéis mais chiques de Jerusalém. Das 3:30 às 5:00 fujo da chuva tomando um chá de hortelã em um dos únicos restaurantes abertos. Às 5:30, depois de andar na chuva e no frio pego um taxi (que quase tem medo de chegar no meu bairro) e volto à yeshiva. Tão perto e tão longe. &lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-8072284165247520663?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/8072284165247520663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/8072284165247520663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/02/passando-shabat-sem-shabat.html' title='Passando Shabat sem Shabat'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-5984463248342609400</id><published>2007-02-02T03:09:00.000-02:00</published><updated>2007-02-02T03:10:03.195-02:00</updated><title type='text'>Judaísmo "Paz e Amor"</title><content type='html'>&lt;div&gt;Essa história começa naquele momento em que eu saio em desespero, chorando como uma criança da sinagoga conservadora. Depois de ligar pra mamãe (é, num resisti) e caminhar por algumas horas por Jerusalém eu já tinha desistido de comer e mesmo de achar um lugar quentinho e confortável pro meu shabat.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Foi nessa hora, já umas oito da noite, que eu resolvi ir pra cidade velha, direto pro kotel (o muro das lamentações), que a essa hora já deveria estar vazio, uma vez que as rezas devem ter todas terminado até umas seis e meia. Passei por uma vendinha no shouk árabe e me arrumei um lanche. Tâmaras gigantescas e suculentas que só aqui se acha, figos secos e pistache fresquinho direto do quintal. Juntei esse lanchinho e sentei longe do kotel pra num chamar muita atenção. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Só que mal sabia eu que alguém ainda ia aparecer pra me mudar o destino. E essa menina, que eu chamei de anjo depois, tinha um lenço cobrindo o cabelo todo e bochechas fofinhas. Ela só me fez a pergunta essencial &amp;quot;You have a place for Shabat?&amp;quot;. E eu nem queria coisa nenhuma, ver ninguém, falar com ninguém. Mas aqui é Jerusalém, pistache não mata fome e eu já estava com mais frio. Aceitei o convite e fiz mil perguntas bem desagradaveis. Eu só não queria encontrar brasileiros missionários na cidade velha. Não caminhamos por cinco minutos e um outro newyorker figura se juntou a nós.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Aqui cabe uma digressão gigantesca. Desde minha última estada em Israel eu ouço falar dos tais Brslev. Esses caras são os que usam a quipá branca grande, como a que eu estava usando e muitas vezes me perguntaram se eu seria Breslev. O que eu sabia é que eles eram meio doidos, gostavam de cantar no meio da rua, seguiam um tal Rabino chamado Nachman de Uman e pixavam em todo lugar o mantra &amp;quot;Na Nach Nachma Nachman me Uman&amp;quot;. Arrumavam confusão com os ortodfoxos no kotel. Figuras, no mínimo. Esse newyorker usava a kipá branca grande e não era um fake como eu.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;A casa onde eu cheguei era com certeza um lugar estranho. Todas as luzes da casa apagadas. Uma mesa pra seis com dez pessoas em volta, e nós eramos mais três. Um figura de barba branca, kipá grandona, um menino com uma trancinha (o peil) só! Pessoas interessantes, como se fossem os hippies do judaísmo. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;As rezas e as músicas deles tinham um apelo espiritual muito forte. Um rítmo diferente, mais suave, bem diferente da balada ortodoxa. Lembrava uma coisa meio budista, meio trascendental. Eles eram os Breslev de verdade.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Durante o jantar lasanha de batata doce, suco de cranberrie e umas saladinhas diferentes. Eles contavam histórias de um rabino chamado Shlomo Carlebach. Quando eu falei que eu não o conhecia foi mais ou menos como falar &amp;quot;quem é esse tal de John Lenon?&amp;quot;. As histórias do Shlomo agradavam muito as crianças. Cada um contava uma. Quando eu fui embora a anfitriã insistiu que eu levasse o cartão dela.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Guia espiritual, Conselheira, assistente de casamentos, assistente de parto 24/7.&amp;nbsp;Dois telefones, um sol sorrindo e um nome: Emuna. Acontece que Emuna em hebraico quer dizer fé. Achei que era o nome de uma empresa. Que nada, era o nome da mulher mesmo. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Como eu aqui não tenho terapeuta e falar com o rabino seria só chover no molhado, resolvi que eu tinha que conversa com essa mulher. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Lá fui eu achar ela nessa quinta-feira à tarde. A casa fica numa vielinha sem números que&amp;nbsp;lembra uma cidade turca medieval. Eu fui muito bem recebido no cantinho dela. Descobri que aos&amp;nbsp;cinquenta anos a mulher tem catorze filhos, oito já casados. Muito amável. Me sentou num cantinho com uma fontezinha que mudava de cor e umas pedras. Só faltavam os duendes e&amp;nbsp;o incenso. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Ela falou mais ainda sobre o tal do Shlomo, e insistiu que eu levasse uma fita com as músicas dele, uma revista do shlomo memorie foundation e um livro de salmos pra eu ler e me proteger. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;A coisa interessante é que a mensagem do Shlomo é muito hippie mesmo. É um judaísmo universalista, paz e amor através da torá. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Na revista vários artigos de transcrições de palestras dele e histórias do Shlomo que marcaram a vida das pessoas. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Nas histórias, lições que falavam em abraçar todos os árabes depois da guerra dos seis dias, construir um mundo de paz mesmo que o momento não seja pra isso e fecahar os olhos pra sentir a espiritualidade do momento. Nessa última o exemplo é o melhor: por que as pessoas fecham os olhos quando se beijam? Pra sentir a transcendência, se aproximar do sagrado. Estou intrigadíssimo com o Shlomo. É bem possível que ele apareça denovo nas minhas histórias. Mas sobretudo achei fantástico o fundo espiritual das coisas que ele falou. O cara era um músico e parece que metade ads músicas de bar-mitzva são composições dele. Música, paz e amor. Woodstock é aqui em Jerusalém! &lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-5984463248342609400?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/5984463248342609400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/5984463248342609400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/02/judasmo-paz-e-amor.html' title='Judaísmo &quot;Paz e Amor&quot;'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-6041627748842581687</id><published>2007-02-01T09:26:00.000-02:00</published><updated>2007-02-01T09:27:43.367-02:00</updated><title type='text'>He works hard for the money!</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_C1m1AD8hBNQ/RcHOZUyYMdI/AAAAAAAAACA/dyFuml3fsFY/s1600-h/IMGP0519.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5026525593594245586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_C1m1AD8hBNQ/RcHOZUyYMdI/AAAAAAAAACA/dyFuml3fsFY/s320/IMGP0519.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; ganhando a vida como frentista! Vida dura!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-6041627748842581687?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/6041627748842581687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/6041627748842581687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/02/he-works-hard-for-money.html' title='He works hard for the money!'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_C1m1AD8hBNQ/RcHOZUyYMdI/AAAAAAAAACA/dyFuml3fsFY/s72-c/IMGP0519.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-3566177435691096310</id><published>2007-01-27T17:02:00.000-02:00</published><updated>2007-01-27T17:12:02.030-02:00</updated><title type='text'>O Acampamento da Juventude Hitlerista - Parte Zero</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://www.we-make-money-not-art.com/yyy/0kuklkoklo.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.we-make-money-not-art.com/yyy/0kuklkoklo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; "this boys just wanna have some fun"&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;De repente, aqui em Israel, no meio da insanidade judaico-fundamentalista, me veio um clique, desses que te incomodam e nao te deixam dormir. Quem eram essas criancinhas insanas que adoravam o titio hitler? O que eles faziam nas ferias? Eles eram bons amigos? Ajudavam a velhinha a atravessar a rua? Cantavam em volta da fogueira e comiam marshmellow? Sem bases cientificas, so a minha imaginacao doentia. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-3566177435691096310?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/3566177435691096310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/3566177435691096310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/01/o-acampamento-da-juventude-hitlerista_27.html' title='O Acampamento da Juventude Hitlerista - Parte Zero'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-8412290799060253317</id><published>2007-01-25T09:38:00.000-02:00</published><updated>2007-01-25T09:42:03.683-02:00</updated><title type='text'>Atras das Linha Inimigas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_C1m1AD8hBNQ/RbiXckyYMbI/AAAAAAAAABs/rjDBb_K_1HM/s1600-h/IMGP0558.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_C1m1AD8hBNQ/RbiXckyYMbI/AAAAAAAAABs/rjDBb_K_1HM/s320/IMGP0558.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5023931901498896818" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-8412290799060253317?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/8412290799060253317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/8412290799060253317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/01/atras-das-linha-inimigas.html' title='Atras das Linha Inimigas'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_C1m1AD8hBNQ/RbiXckyYMbI/AAAAAAAAABs/rjDBb_K_1HM/s72-c/IMGP0558.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-5569025395579435844</id><published>2007-01-24T02:50:00.001-02:00</published><updated>2007-01-24T02:50:56.773-02:00</updated><title type='text'>Lavando a Roupa Suja</title><content type='html'>&lt;div&gt;Não dava mais. 26 dias de viagem e eu driblei a máquina de lavar com todas as argumentações furadas possíveis. Camisetas eram várias. Será que você pode colocar só isso aí pra mim na sua máquina? Não dava mais. Era muita cara-de-pau e mau-cheiro. O desodorante não aguentava, o perfume&amp;nbsp;era pouco. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;A verdade é que você não saiu mesmo da casa da mamãe até fazer sua primeira lavagem de roupa. Quase uma terapia. Um jogo em dois tempos com direito a estratégia, aquecimento, adversário e gols (pró e contra). &lt;/div&gt;  &lt;div&gt;O pré-jogo é complicado. Arrumar o troco pra colocar os 6 shekels na máquina. Arrumar Sabão em pó, Amaciante afinal como bom begginer eu nunca comprei isso. Separar todas as roupas pro grande evento. Não, eu não separei brancas e coloridas. Tirar a camiseta que você está usando, afinal, dá pra aguentar só de moletom e a camiseta já viajou demais.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Agora começa o aquecimento. Joga tudo na máquina de lavar. Abre a gavetinha da máquina, coloca cada coisa no seu devido lugar, percebe que tem mais amaciante que deveria. Isso deve ser bom, afinal você não deve se importar da sua roupa ficar mais macia do que deveria. Põe as moedinhas. Buraco errado, esse era da secadora. Põe as moedinhas no lugar certo. Escolhe a temperatura adequada pra mistura insanda de cores na máquina. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Primeiro tempo. O jogo começou aperta Start. Esqueci de colocar a toalha na máquina. 1x0 pra máquina. 37 minutos de máquina rodando. E não é como se você pudesse voltar depois de 37 minutos. São 37 minutos de tensão. Você assiste a rotação da máquina como su pudesse interferir no processo. Não pode. Ela não abre pra você. Faz os movimentos mais loucos. Pára, liga, enxagua, desenxagua. E ainda te fala quantos minutos faltam, só pra te deixar nervoso. Isso sim que é tensão. 00 minutos. Terminou o primeiro tempo. Abro a máquina. Verifico em que deu minha mistura de cores. Nada. 1x1 e eu continuo no jogo.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Intervalo, passa todas as roupas da lavadora para a secadora. Mais 6 shekels. Escolher denovo a temperatura. O segundo tempo é mais longo. Devem ser aqueles acréscimos. 45 minutos. E o medo de a secadora queimar a sua roupa. Continuo assistindo. Na tensão.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Abro a secadora e nenhuma roupa queimada, só o chão alagado, contratempos do terreno. 2x1 pra mim. Hora de tirar as roupas da secadora. A primeira camiseta é traiçoeira e esconde uma meia que cai direto no chão alagado. E ela estava tão quentinha. 2x2.&amp;nbsp;Vai direto pro varal. Roupa por roupa elas vão sendo tiradas da secadora. Emoção de ver elas sequinhas e cheirosas. Fui eu que fiz! &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Como diria o Parreira, &amp;quot;o empate é um bom resultado!&amp;quot;&lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-5569025395579435844?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/5569025395579435844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/5569025395579435844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/01/lavando-roupa-suja.html' title='Lavando a Roupa Suja'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-4220520552962341877</id><published>2007-01-21T01:07:00.001-02:00</published><updated>2007-01-21T01:07:14.250-02:00</updated><title type='text'>Minha casa no Judaísmo</title><content type='html'>&lt;div&gt;Esses dias aqui resolvi me propor um desafio. Iria passear por Jerusalém à busca de outras coisas que possam estar acontecendo fora do circulo ortodoxo. A verdade é que o já mencionado episódio do carro me deu umas asas meio largas. Eu vi coisas em uma semana que pra alguns aqui talvez demore anos. E pra maioria na yeshiva talvez nunca chegue esse dia. Eu precisava de mais. Eu precisava sair e ver o mundo que existe dentro do judaísmo. Um pouco fora da yeshiva, do talmud exacerbado, do discurso uníssono e viciado. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Minha escolha era justamente a tarde de sexta-feira, o Kabalat&amp;nbsp;Shabat. Acontece que a parte judaica de Jerusalém, o que equivaleria dizer &amp;quot;a ala civilizada e limpinha da cidade&amp;quot;, fecha toda na sexta-feira à tarde. A razão é mais ou menos essa. Um restaurante pra ser respeitado e freqüentado em Jerusalém deve ser Kosher. Pra ele ser Kosher ele deve ter um papel pindurado na parede, que equivaleria a uma fiscalização da Secretaria de Abastecimento, chamado Teudat Kashrut. Esse papel vem assinado por algum rabino que cofigura uma Hashgahá. Enfim, a máfia dos rabinos estabeleceu que niguém que abra no shabat merece esse papelzinho. Logo, em Jerusalém tudo esta fechado e em Tel Aviv ninguém tem a porra do papelzinho. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Isso só dificultaria minha jornada, mas de toda maneira não a impossibilitaria. Eu já conhecia meus caminhos por aqui. Tomei as quase 5 da tarde, mais do que hora de shabat por aqui, um taxi para o centro (e poderia ter tomado também uma pedrada da galerinha ultra-ortodoxa-sou-da-paz daqui). &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Lá a galerinha ta toda se distribuindo nas diversas sinagogas e, óbvio, a maioria vai mesmo é pro muro das lamentações, onde os missionários aproveitam a oportunidade pra oferecer uma &amp;quot;fantástica noite de shabat com uma família judaica, boa comida, bla bla bla&amp;quot; - free lunch para mochileiros. Eu não fui pra lá. Ao invés disso, fui me meter bem onde não devia, uma super-descolada sinagoga central-sei-la-o-que na sede do movimento reformista. Além de carpete no chão e poltronas acolchoadas confortáveis, o lugar tinha homens e mulheres sentados juntos, mulheres elegantíssimas de kipá, um sidur(livro de resas)&amp;nbsp;em inglês com a transliteração só das partes úteis que você deveria pronunciar em voz alta, super prático. A sinagoga nem estava tão cheia, a maioria da galera era já da turma senior,&amp;nbsp;e todo mundo cantava as músicas com aquele carregado sotaque americano-hebraico. O serviço, pelo menos pra mim, transcorria bem. Não tinha um coro, um pianista, ou microfones, mas o rabino fez prédica (sermão) em inglês. Ele falava de Moises &amp;nbsp;num sentido que ninguém comentaria na yeshiva. A argumentação é que com Moises, o modelo de Justo (tzadik em hebraico) não seria apenas aquele dos patriarcas, ou seja, um cara bonzinho, que rezava apenas e servia D-us com toda devoção e bondade. À partir desse ponto o Justo seria aquele que se levantava contra a opressão pela libertação do povo. O cara aproveitou e falou que o mundo precisava de mais pessoas que se levantassem contra a opressão, uma mensagem bacana e universalista.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Foi na hora do kidush (a benção sobre o vinho) que a coisa pegou pra mim. E não pegou no apelo intelectual, foi no emocional mesmo. Acontece que o ritmo em que esses conservadores faziam o kidush era bem diferente do ritmo ortodoxo, e identico ao ritmo que minha família faz o kidush. Foi um segundo pra eu me sentir denovo em casa, em volta da minha mesa de shabat, com a minha mãe, meu irmão, meus tios, fazendo esse mesmo kidush que eu já fiz tantas vezes. A palavra kidush, vem de kadosh, que em hebraico quer dizer sagrado. A benção do vinho, nesse sentido, é pra santificar o dia do shabat. Meus olhos se encheram de lágrimas. Uma outra reza foi feita ainda no mesmo rítmo ao qual eu estou acostumado, e eu já estava emcionadíssimo. O serviço religioso termina e eu mal consigo esperar pra sair de lá e me sentir longe de casa. Não longe da minha casa física, afinal pra isso eu já estava preparado. Eu me senti foi longe da minha casa espiritual, das minhas idéias de mundo. Senti como se olhasse denovo pra alguma coisa que eu gosto muito e que é parte de mim e que por algum motivo eu abandonei. O que aconteceu depois que eu saí da sinagoga conservadora é tema pra outro post. Mal posso esperar a oportunidade de conhecer a sinagoga reformista, quem sabe meu próximo destino. &lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-4220520552962341877?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/4220520552962341877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/4220520552962341877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/01/minha-casa-no-judasmo.html' title='Minha casa no Judaísmo'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-1222776495123792116</id><published>2007-01-18T21:57:00.001-02:00</published><updated>2007-01-18T21:57:49.221-02:00</updated><title type='text'>De penetra na Cinemateca</title><content type='html'>&lt;div&gt;Jerusalém também tem o seu espaço unibanco, e chama-se Cinemateca. É um desses lugares onde o público cult se reúne pra assistir filmes que ninguém conhece e falar de coisas que ninguém entende. Desde minha última vez em Jerusalém já fazia idéia de que essa Cinemateca era uma excelente idéia de programa. Arrumei a programação, descobri os preços, descobri que ela mudou de lugar e decidi agendar minha estréia.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Meu primeiro filme seria na abertura do Festival de Cinema Britânico - Cashback, um longa metragem baseado num curta que foi nomeado ao Oscar do ano passado. Nenhuma obra de arte e de alguma forma me lebrou muito um Garden State, na pegada independente, com conteúdo e um fundinho de romance de esperança na vida que não chega a atrapalhar a qualidade geral da produção. Não vale a pena fazer a resenha do filme.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Interessante mesmo é esse ambiente da Cinemateca. Muita gente com cara de conteúdo. Eles são os&amp;nbsp;&amp;quot;sócios&amp;quot;, que pagam&amp;nbsp;cem dólares&amp;nbsp;pra assistir filmes o ano todo. Certamente um deal que eu quero fazer logo logo, visto que cada filme &amp;quot;avulso&amp;quot; sai quase dez dólares. E que clima. Muita gente se conhece. E as atendentes tem cara de estudantes da faculdade de cinema. O humor é típico das simpatias da indústria dos cinemas. Não a indústria que faz cinema, mas aquela specialmente mal humorada que te aluga ou vende ingressos de cinema.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Interessante mesmo é que ninguém lá sabe muito dar informações. Um diz que os ingressos serão vendidos vinte minutos antes da sessão. Meia hora antes do horário previsto pro meu filme a sessão já estava esgotada. Ai me dão a esperança de comprar os ingressos reservados não retirados cinco minutos antes do filme. E outra pessoa fala que ingressos mesmo só depois de o filme começar. Desisto. Vou pra porta bater um papo com o segurança (qualquer lugar em Israel tem um segurança que faz revistas na porta). Figurão. Me fala que tem mil pessoas lá, que nunca é tão cheio assim. Me fala que esse tal de festival tá deiaxndo tudo bagunçado. Ele nem entende direito o que é o festival. Pra ele não faz diferença. Então ele me fala pra dar uma boa olhada no andar de cima, onde os filmes já tinham começado. Vejo que não tem ninguém nas portas das outras salas. A primeira sala passa Little Miss Sunshine, e esta na parte do Waffle &amp;quot;à la mode&amp;quot;. A segunda passa um filme menor do festival que trata dos rappers londrinos. Mas é um pastelão romantico de romeu e julieta. Não vale a pena.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;A sessão principal já deveria ter começado. Vejo que tem um monte de gente na porta da sala - o pessoal da carterinha - e me junto a eles. Daí é só esperar a oportunidade e crash in! &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Entrar de penetra é uma habilidade universal. Requer cara-de-pau, coragem, sangue-frio, oportunismo, paciência e um pouco de descaso. Aí aqueles US$ 100 começam a parecer até um bocado de dinheiro!&lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-1222776495123792116?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/1222776495123792116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/1222776495123792116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/01/de-penetra-na-cinemateca.html' title='De penetra na Cinemateca'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-2531828745379998729</id><published>2007-01-16T22:16:00.001-02:00</published><updated>2007-01-16T22:16:38.899-02:00</updated><title type='text'>On the Road - de Jerusalem a Tel Aviv</title><content type='html'>&lt;div&gt;São apenas 40 minutos e 60 Km. Menos do que&amp;nbsp;de São Paulo a Santos. Só que a mim isso sempre pareceu uma viagem imensa. Porque para alguém que precisa pegar um ônibus até a Tachaná Merkazit (estação central de ônibus)&amp;nbsp;de Jerusalém, outro ônibus de Jerusalém à Tachaná Merkazit de Tel Aviv, e mais um ônibus até qualquer lugar de Tel Aviv (por que de central a Tachaná de Tel Aviv só tem o nome), essa viagem não sai por menos de 2 horas. Enfim, uma viagem! &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Só que a minha sorte mudou muito e eu tive a oportunidade de experimentar luxo por uma semana aqui em Israel. Acontece que um certo anjo da guarda passou por aqui e de presente me deixou um carro por 3 dias inteiros. À parte o custo de gasolina que às vezes é intimidador, o carro virou um sonho! Um Subaru Imprenza automático, com jeitinho de carro do papai. Um luxo! &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Esse carrinho já me levou a conhecer Haifa, Netanya, Herzylia e o monte Hermon (lugar de Israel onde tem neve) e ainda por cima rodar exaustivamente minhas duas cidades preferidas: Jerusalem e Tel Aviv. E Israel de carro é outro lugar. As distâncias voltam à realidade. Nota-se facilmente que o país é ridiculamente pequeno, e que se você espirrar muito forte, cai com tudo na Jordânia. As estradas são ótimas. Todas muito bem sinalizadas, com placas em hebraico, árabe e inglês. Incrível!  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Tudo bem que o israelense é um esquizofrênico no trânsito. Passagem nunca se dá, mas em compensação todo mundo para nas faixas de pedestre. Fora a grande habilidade de se dar informações erradas. Talvez porque eu num me faça entender direito, já caí algumas vezes em uns lugares muito esquisitos, com uma cara completamente diferente: o lado árabe. É aí que você percebe que isso só é um país judeu no papel. A realidade é que isso é um país bem divido entre árabes e judeus. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Estou morrendo de medo de quinta-feira, na hora do almoço, quando eu vou devolver esse brinquedinho na loja. Aliás que criança gostaria de devolver o seu brinquedo preferido na loja depois de uma semana. Fiquei morrendo de vontade de me arrumar um carrinho por aqui. Coisas chatas da vida adulta remediada.  &lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-2531828745379998729?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/2531828745379998729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/2531828745379998729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/01/on-road-de-jerusalem-tel-aviv.html' title='On the Road - de Jerusalem a Tel Aviv'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-3450178641727010483</id><published>2007-01-13T19:10:00.001-02:00</published><updated>2007-01-13T19:10:33.923-02:00</updated><title type='text'>Cartas de um psicanalista que tomou bolo aqui em Israel</title><content type='html'>&lt;div&gt;Esse figura dispensa as apresentacoes. Ai vai o texto que ele mandou pra uma mocinha que deu o bolo nele aqui na terrinha:&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;blockquote class="replbq"&gt; &lt;div&gt;&amp;quot;Voce e muito profissional mesmo! nao e a toa que vc e uma espia ne sua Bolchevique!Estou em israel e vc deu um jeito da gente nao se encontar !!! Incrivel a frieza que subjaz a seu belo rosto bielorusso....&lt;/div&gt;  &lt;div&gt;Uma mulher tao atraente mas ao mesmo tempo efetivamente fatal!!!&lt;/div&gt; &lt;div&gt;Um posssivel romance ao sol do estremo oriente com a bencao do deus dos judeus - simplesmente foi destruido pela falta de comunicacao que vc mesmo etabeleceu...&lt;/div&gt; &lt;div&gt;Mas de certa forma esses efeitos sao proprios das contradicoes da pos modernidade. As proteses sensoriais acabam se tornando tao excessivas que em determinado momento ha um colapso disso que leva respectivamente a uma falta de comunicacao.... &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Encontros e desencontros no mundo pos moderno....&amp;quot;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-3450178641727010483?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/3450178641727010483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/3450178641727010483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/01/cartas-de-um-psicanalista-que-tomou.html' title='Cartas de um psicanalista que tomou bolo aqui em Israel'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-2856775722093196133</id><published>2007-01-10T13:43:00.001-02:00</published><updated>2007-01-10T13:43:20.885-02:00</updated><title type='text'>Conquistando Massada</title><content type='html'>&lt;div&gt;I did it. It&amp;#39;s done! Essa entra no meu currículo! Cansado mas em cima. No topo da montanha. Dentro da fortaleza. Respirando afobado um ar frio com muita poeira.&lt;/div&gt; &lt;div&gt;Aqui no topo, onde se chega pelas escadas quilométricas (ou pelo teleférico) há um enorme vazio de areia e pedra. Pedras empilhadas em cômodos, sinagogas, saunas e outras loucuras de 2000 anos atrás. Foi um rei megalomaníaco, que queria um lugar bom pra conseguir fazer uma casinha de praia, quem construiu esse vilarejo, que uns 200 anos depois foi o marco da resistência contra a invasão romana no reino de Israel. Aí vem a tragédia: essa resistência se segura por uns anos no topo da montanha, e uma bela hora veem que num tem mais jeito, vão ser derrotados e conquistados. Todos cometem suicídio e se livram do julgo romano. Nem precisa dizer que esses bravos homens foram eleitos os grandes heróis da resistência israelita da segunda diáspora e um símbolo pra os sionistas. Já os religiosos consideram isso tudo uma imbecilidade, afinal ninguém tinha o direito de abreviar o sofrimento com o suicídio e que certo mesmo era se entregar. Pra eles massada é só um monte de pedra e uma sinagoga antiga. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Fora do âmbito da&amp;nbsp;politizações da história de massada, basta dizer que aqui em cima é uma selva de pedras. Aliás, uma savana com vista pro Mar Morto e onde venta e faz um frio glacial (pudera, são sete e meia da manhã e é inverno).  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Subir à pé muda tudo. Já tinha subido aqui outras três vezes, e de alguma maneira tudo parecia uma maquete, programa de turista, um Empire State do deserto. Só que à pé é mais como redescobrir Massada. É minha. Eu subi. Com ou sem ar. Centenas de metros. E a paz orgulhosa&amp;nbsp;de saber que tive a coragem e a ousadia de subir uma montanha pela escada.&amp;nbsp;E mesmo assim achar isso o máximo, extremamente cool! &lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-2856775722093196133?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/2856775722093196133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/2856775722093196133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/01/conquistando-massada.html' title='Conquistando Massada'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-1596986046864952566</id><published>2007-01-08T12:46:00.001-02:00</published><updated>2007-01-08T12:46:41.833-02:00</updated><title type='text'>de Petrogrado a Stalingrado</title><content type='html'>&lt;div&gt;Ja escrevi aqui sobre São Petesburgo. Tinha acabado de ler o John Reed e fiquei naquela vontade absurda de conhecer a cidade. Era tudo um deslumbre. Ele estava sempre fascinado com os russos, a arquitetura, os acontecimentos. A verdade é que o Reed faz toda a revolução russa parecer algo fascinante, uma fantasia real, uma epopéia que ele presenciava. E de fato, estar em Petrogrado em 1917 é uma daquelas coisas que eu invejo. Como também gostaria de estar em Berlim quando o muro caiu, ou em Nova Iorque quando o WTC caiu. Esses momentos são parte da história e presencia-los é ser parte você também daquilo tudo. Estupidez minha, eu invejei o Reed.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Só que passou agora uma coisa interessantíssima. Acabei sde ler &amp;quot;Os Cães Ladram&amp;quot; do Truman Capote. Nem sei porque eu comprei esse livro. Talvez porque eu vi Capote e achei o cara interessante,&amp;nbsp;ou porque eu gostei do buldogue da capa. O subtítulo do livro o torna até mais desencorajador: &amp;quot;Pessoas Públicas e Lugares Particulares&amp;quot;. Pensei até que fosse alguma coisa como &amp;quot;Minhas Mulheres e Meus Homens&amp;quot;, livro tosco do Mario Prata que lhe rendeu um monte de processos, dado o fato de que a maior parte do livro é sobre intimeidade e sujeiras de pessoas que ele conheceu. Mas o Capote é foda! Primeiro que o cara passou por uns lugares sensacionais. Morou na Scicilia, em Paris, em Tânger e em outros lugares exóticos que ele conta no livro. E esse negócio de New-Journalism é mesmo algo Fascinante. Da pra perceber de onde na cabeça dele saiu um &amp;quot;À Sangue Frio&amp;quot;. O cara é muito afetado e muito espertão. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Só que a maior parte desse livro de pequenos relatos é dedicada ao episódio da ida da ópera &amp;quot;Porgy and Bess&amp;quot; do Gershwin à Russia. Esta dividido em duas partes &amp;quot;Os canhões calam&amp;quot; e &amp;quot;As musas são ouvidas&amp;quot;. Ele vai descrever todo o drama de uma viagem quase insólita de um grupo americano nos anos 50 indo à União Soviética. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Mas de verdadade, o que me pegou mesmo foi Leningrado. É a única cidade russa que Capote&amp;nbsp;descreve (aparentmente Porgy and Bess iria a Moscou depois, mas ele não fala de moscou nesse &amp;quot;conto&amp;quot;). Curiosamente, a época do ano é bem próxima da época de Reed, e ambos falam do famigerado inverno russo. Mas de alguma maneira sente-se uma certa degradação em Leningrado. Parece que a cidade foi meio que depenada. Todo o luxo que Reed descreve se esvai. O governo soviético fez questão de acabar com o luxo e fez de Leningrado uma grande repartição pública. Parece que assassinaram a beleza. Não sei aonde foi que alguém inventou que socialismo era a morte da estética, mas esses caras realmente piraram em muitos sentidos. E é aí que Porgy and Bess, com a concepção estética americana, faz uma enorme causação na rússia. Parece que mais pelo moralismo russo do que por um idela socialista puro, perdeu-se toda uma excelencia estética que os czares deslumbrados enxertaram na rússia. Divertido revisitar São Petersburgo &amp;quot;40 anos depois&amp;quot;. Mais curiosidade ainda de saber o que fizeram com o anti-luxo num sociedade pós-comunista e néo-décadent! &lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-1596986046864952566?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/1596986046864952566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/1596986046864952566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/01/de-petrogrado-stalingrado.html' title='de Petrogrado a Stalingrado'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-3644296110265110126</id><published>2007-01-04T18:47:00.001-02:00</published><updated>2007-01-04T18:47:58.125-02:00</updated><title type='text'>Sobre pizzas Kosher e Zatar</title><content type='html'>&lt;div&gt;Desafio do dia: a Pizza kosher. De&amp;nbsp; verdade, pizza sem calabreza é uma coisa complicada. Portuguesas da vida então, nem pensar. Comer uma pizza em Israel num é das coisas mais interessantes do mundo. O grande hit aqui ainda é a mussarela (aqui chamada simplesmente de pizza de queijo), forno à lenha é coisa de país com muita lenha e guraná é coisa que eles nem conhecem. Essa pizza de queijo, que perde em muito pro Q-Pizza (tradicional do lado de casa e que&amp;nbsp;bateu a&amp;nbsp;larica em tantas e tantas festinhas), custa quase o dobro do preço. Mas então porque comer pizza e não o tradicional falafel? &lt;/div&gt; &lt;div&gt;O negócio é que na falta de recheios que prestem, o tiozinho da pizzaria sempre disponibiliza um zilhão de coisas pra você colocar em cima da pizza. Tem um molho de tomate picante, uma pimenta vermelha, um alho em pó e o meu preferido de todos: sua majestade o Zatar! &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Mas o estranho é que Zatar é um tempero tipicamente árabe. Nada que ver com Israel. Ou não. Por mais newyorker que queiram fazer a pizza por aqui, é o tempero oriental que salva a jornada. Zatar é um desses temperos que você não faz idéia direito do que tem dentro (quem souber me conte) mas que muda completamente o gosto da tal da pizza. Fica um gostinho meio adocicado, levemente amargo, lembra um pouco folha de árvore e um pouco perfumado. E ainda por cima leva sementes de gergelim. Nada de novo, só que o resultado é surpreendente.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Vai ver o segredo do sucesso é Israel enfiar um pouco mais de zatar nessa receita pré-pronta sem graça do mundo ocidental. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;A zatarizassão de Israel!&lt;/div&gt; &lt;div&gt;Viva o tempero árabe na pizza americana!&lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-3644296110265110126?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/3644296110265110126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/3644296110265110126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/01/sobre-pizzas-kosher-e-zatar.html' title='Sobre pizzas Kosher e Zatar'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-4733866867817756629</id><published>2007-01-02T15:25:00.001-02:00</published><updated>2007-01-02T15:25:21.862-02:00</updated><title type='text'>How can I help you sir?</title><content type='html'>&lt;div&gt;Imagine a situação: um Inglês decide, em São Paulo, comprar um chip GSM para o seu celular. Ele não fala uma puta de uma palavra em portugues. Digamos que, por uma grande sorte, algum brasileiro o ajude a comprar o cartão em um balcão da TIM em qualquer shoping. Os problemas dele acabaram? Não, eles apenas começaram. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Óbvio que o manual do chip não vem em Inlgês. Nem mesmo o serviço de telefone opera em Inglês. Ele simplesmente fica à deriva, não tem o que fazer, não tem com quem falar.&lt;/div&gt; &lt;div&gt;Agora veja como é ridículo ser estrangeiro em Israel. Meu único problema foi procurar o chip pro celular, que custava de 80 a 200 shekels (de 40 a 100 reais!) entre as diversas lojas e operadoras. Escolhi a &lt;a href="http://www.orange.co.il"&gt; Orange&lt;/a&gt;, que eu sabia que recebia os compromissos do google calendar. Era, ainda bem, o mais barato. Olho a embalagem, tudo em hebraico. Só a embalagem. Ao abrir o envelope vejo que tudo, manuais, contrato, bla bla bla vinha em pelo menos duas línguas. O que não tinha só inglês tinha também Árabe e Russo. Olho o cartão de recarga (celular pré-pago!) e ele está também em hebraico. O manual resolve o problema e até te guia pelos menus que você certamente não entenderia.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Hoje ainda alguém me deixou um recado na caixa-postal. Me apavorei, liguei pro serviço de informações, fiquei de bobo, de um lado pra outro. Burrice pura. Vou ver o manual em inglês e lá ele já explica como mudar todos os menus de atendimento para Inglês e como retirar as suas mensagens de modo indolor.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Não tenho a ilusão de que isso seja desenvolvimento, futuro, globalização ou deslumbres afins. Mas com certeza os caras aqui estão zilhões de vezes mais preparados para receber estrangeiros. Se os israelenses estão ficando xenófobos? Isso já é&amp;nbsp; quase um fato. Mas com certeza o país tem uma estrutura que ajuda, e muito, o imigrante e o estrangeiro, e isso te deixa muito mais confortável, principalmente quando você acaba de chegar num país que a primeira vista te lembra &amp;quot;Lost in Translation&amp;quot; da Sofia Coppola. É quase como ser analfabeto. Jornal aqui só se for pra olhar as figuras. Aí você tem o enorme prazer de poder ler o Jerusalém Post, que é em Inglês e é mais reaça que &amp;quot;O Globo&amp;quot;! Vida de imigrante é foda! &lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-4733866867817756629?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/4733866867817756629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/4733866867817756629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2007/01/how-can-i-help-you-sir.html' title='How can I help you sir?'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-7025281206576883171</id><published>2006-12-31T11:01:00.001-02:00</published><updated>2006-12-31T11:01:32.586-02:00</updated><title type='text'>Rumo ao Reveillon mais chato do mundo!</title><content type='html'>&lt;div&gt;Eh isso mesmo. Voltei aos teclados sem acentos e estou de novo na estacao central de onibus de Jerusalem. Pra tentar fazer uma noite mais animada vamos hoje pra Tel Aviv, cidade mais secularizada e onde esperamos achar algum mood de Reveillon. Sabemos que isso naum vai acontecer.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Passar o Reveillon num lugar que nao comemora reveillon eh simplesmente chato. Ninguem vai jogar flores pra Iemanja, ninguem vai estar de branco na beira da praia, sem contagem regressiva sem Aud Lang Syne... Eh chato de verdade. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Mas talvez, mudar esse clima de Reveillon seja uma maneira de me aproximar de verdade do significado verdadeiro desse feriado. Nao eh sobre o ano cristao, nao eh a proximidade do natal, nao eh a celebracao de Iemanja. Eh, sim, o ritual de passagem, a memoria ultima de que o tempo passa. A oportunidade de lembrar sua historia, os seus outros Reveillons, com quem, onde e como. Isso num tem nada que ver com religiao... Eh o tempo, e ele passa igual pra qualquer um, independendo de feh... Chato eh esse sentimento que isola Israel do resto do mundo. O domingo eh no sabado, o sabado daqui eh sexta e no domingo do mundo inteiro aqui se trabalha normalmente. O Reveillon daqui eh uma comemoracao religiosa em Setembro ou Outubro, passada ritualisticamente nas casas e sinagogas. Naum tem queima de fogos, nem festa.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Os judeus do Brasil foram mais originais. Irritados com a inexistencia de festa de Reveillon inventaram o Shana Tova Party. Acontece que no judaismo o &amp;quot;reveillon&amp;quot;&amp;nbsp; eh sucedido de 10 dias de penitencia que cuminam no dia do perdao. Nem tinha como fazer festa nesses dias. Qual a solucao? Faz festa depos do dia do perdao logo. E essa eh a festa mais tradicional da comunidade judaica de Sao Paulo. Sera que a grande comunidade judaica israelense tem a sua festa de Shana Tova Party?  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Ouvi falar que em Israel tem gente que faz churrasco em Yom Kipur, dia de jejum. Seria melhor se eles soubessem que fazer um jejum e ir aa sinagoga eh uma otima oportunidade de animar a festa pos-kipur e reencontrar todos os amigos. A diaspora tem muito a ensinar ao estado Judeu. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Happy 2007&lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-7025281206576883171?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/7025281206576883171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/7025281206576883171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2006/12/rumo-ao-reveillon-mais-chato-do-mundo.html' title='Rumo ao Reveillon mais chato do mundo!'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-6492089736360004645</id><published>2006-12-29T10:26:00.001-02:00</published><updated>2006-12-29T10:26:49.569-02:00</updated><title type='text'>chegando</title><content type='html'>&lt;div&gt;Não dá pra dizer que é simplesmente chegar. Não tem cara de hotel nem tem cara de minha casa. Cama, mais pessoas no meu quarto, mais camas, minhas malas intactas, isso sim que é milagre.&lt;/div&gt; &lt;div&gt;O cansaço que vem de sabe-se lá aonde. Será a noite não-dormida no Brasil, as ruas geladas de uma cidade gelada, ou o vôo caótico de Zürich pra Tel Aviv (todo vôo que tem mais de 5 religiosos no avião fica caótico!). E tudo junto com um mix de 10 minutos a mais de atraso de quem foi me buscar no aeroporto. Cheguei a pensar, fazer as perguntas, como faz, como não faz, aonde faz. Pensei em ligar, puxei o telefone, ninguém atendeu, o cara apareceu.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Voltar a um lugar, como eu agora faço, é peculiar. Estava aqui e era um calor quase tropical. Agora o frio é glacial. Tem resto de uma nee que eu não vi pelas ruas. Muito casaco, muito cachecol, e uma esperança de ver calor denovo em Jerusalem.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Tenho quarto, tenho cama, mas ainda não entrei aqui. As malas, fechadas, me deixam nesse limbo de onde em pouco tempo vou cair. Tenho que cair. É só tempo, e o tempo tá fechado e frio.&lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-6492089736360004645?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/6492089736360004645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/6492089736360004645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2006/12/chegando.html' title='chegando'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-6213354456362075229</id><published>2006-12-28T17:39:00.001-02:00</published><updated>2006-12-28T17:39:16.366-02:00</updated><title type='text'>2 min para escrever sobre zurich</title><content type='html'>&lt;div&gt;o teclado eh estranho e me custa 1 dolar por 3 min. a cidade eh mto fria e mto chata. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;facil saber pq as pessoas se suicidam tanto na suica&lt;/div&gt; &lt;div&gt;fora isso um cha com uma sarah do termzinho e umas exposicoes de arte malucas&lt;/div&gt; &lt;div&gt;oops&lt;/div&gt; &lt;div&gt;time over&lt;/div&gt; &lt;div&gt;bye&lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-6213354456362075229?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/6213354456362075229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/6213354456362075229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2006/12/2-min-para-escrever-sobre-zurich.html' title='2 min para escrever sobre zurich'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-3523974142736827796</id><published>2006-12-27T19:32:00.001-02:00</published><updated>2006-12-27T19:32:15.463-02:00</updated><title type='text'>Começa a jornada!</title><content type='html'>&lt;div&gt;Acabei de tomar a pílula vermelha. De agora em diante é a realidade nua e crua. Israel, religiosos, israelenses grossos, imigrantes russos e etíopes e um frio de 2&lt;font size="4"&gt;°&lt;/font&gt;C. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Da sala vip do diner de guarulhos eu mando minha última do Brasil. Aqui é silencioso o suficiente pra não ser afetado pela crise aérea. Clima de privielégio do qual eu vou abdicar pelos próximos doze meses. Abandona-se o estilo &amp;quot;living large&amp;quot; pra adotar o estilo John Doe de vida.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Em 12 horas estarei em Zurich, que dizem ser uma cidade boring pracaralho. Devo me sentir em casa!&lt;/div&gt; &lt;div&gt;são mais quase 24h pra chegar em Tel Aviv. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;E chegar em Tel Aviv é sempre uma aventura. Você nunca sabe o que espera. Se o cara da imigração vai estar de bom humro e fazer uma piada com a sua cara, se alguém vai tentar roubar o seu carrinho de malas na esteira de bagagem. Tudo pode acontecer. Só uma coisa é 100% certa, o frio tá congelando e a saudade do Tut-Banana já comoeçou a coçar. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Vamos lá, rumo ao ônibus n&lt;font face="Arial"&gt;º2, ao mercado árabe onde por mais que você negocie sempre fará um mal negócio mas pode ganhar um bom café, ao german colony e sua cara de soho israelense... enfim, é hora de ir. Mas talvez seja também a hora de voltar, uma vez que esse país judeu tem a peculiaridade de fazer você se sentir em casa, mesmo não sabendo brigar na língua local. &lt;/font&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;Manterei todos os leitores informados.&lt;/div&gt; &lt;div&gt;Ready to rock&lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-3523974142736827796?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/3523974142736827796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/3523974142736827796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2006/12/comea-jornada.html' title='Começa a jornada!'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-6475899353251901107</id><published>2006-12-26T05:22:00.001-02:00</published><updated>2006-12-26T05:22:44.829-02:00</updated><title type='text'>Ano Novo, Casa Nova, Cidade Nova, Blog Novo</title><content type='html'>Esse blog à partir de agora toma um novo tom. Ele deixa de se chamar La Fiesta de Caquyyy para se chamar El Viaje Misterioso de Nuestro Caquyyy. A linha portunholesca segue, o nome muda e deve mudar também o tom. Pra quem não sabe, ou ainda não percebeu pelos últimos posts, eu estou indo amanhã, dia 27 de dezembro, para Jerusalém. Será um período longo de posts em tom de diário ou notícias dessa minha misteriosa viagem pela terra santa. Prometo nunca mais chamar Israel de terra santa, porque sobretudo esse apelido é irritante e um lugar onde pessoas são  &lt;a href="http://mauricismos.blogspot.com/2006/12/jerusalem-alabama.html"&gt;espancadas no ônibus por fundamentalistas&lt;/a&gt; não é assim tão santo.  &lt;br&gt;É uma nova fase, e esse novo nome do blog é homenagem a um dos mais psicodélicos episódios de Os Simpsons que é  &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/El_Viaje_Misterioso_de_Nuestro_Jomer_%28The_Mysterious_Voyage_of_Homer%29"&gt;El Viaje Misterioso de Nuestro&lt;/a&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/El_Viaje_Misterioso_de_Nuestro_Jomer_%28The_Mysterious_Voyage_of_Homer%29"&gt;  Jomer&lt;/a&gt;. Esse episódio tem uns lances engraçadíssimos, uma raposa maluca que por sinal é dublada, no original, pelo Johnny Cash, e outras locuritas mais. A &lt;a href="http://youtube.com/watch?v=i9MtKo6zNkQ"&gt;trip do Homer &lt;/a&gt; dá pra assistir no youtube, mas são mesmo zilhões de significados e uma linguagem bem atípica pra toda a série. &lt;br&gt;Mas onde uma viagem psicodélica tem a ver com uma viagem pra Israel. Isso não chega a ser uma metáfora da minha viagem, mas antes todo um esquema de estratégia pra que eu consiga me divertir com todas as coisas insanas que acontecerem por lá. Nem diário de viagem nem newsletter, apenas o novo foco dos mesmos &amp;quot;mauricismos&amp;quot; de sempre.  &lt;br&gt;Hoje à noite à partir das 21h encontro todo e qualquer maluco que quiser aparecer no &lt;a href="http://www.guiadasemana.com.br/detail.asp?ID=2&amp;amp;cd_place=710"&gt;Piola da Vilaboim&lt;/a&gt; para uma despedida, porque, como diria o Sr. Urso, &amp;quot;eu também tenho o direito de me despedir&amp;quot;. &lt;br&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-6475899353251901107?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/6475899353251901107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/6475899353251901107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2006/12/ano-novo-casa-nova-cidade-nova-blog.html' title='Ano Novo, Casa Nova, Cidade Nova, Blog Novo'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-1602238674150688809</id><published>2006-12-25T04:13:00.000-02:00</published><updated>2006-12-26T02:41:40.192-02:00</updated><title type='text'>Clima de Natal</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.postsecret.blogspot.com/"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/994/593/400/250346/favorite.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não precisa falar mais nada... Essa é do &lt;a href="http://www.postsecret.blogspot.com/"&gt;PostSecret&lt;/a&gt;, que é um dos blogs mais geniais por aí.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-1602238674150688809?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/1602238674150688809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/1602238674150688809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2006/12/no-precisa-falar-mais-nada.html' title='Clima de Natal'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-7925829829392357293</id><published>2006-12-21T03:02:00.001-02:00</published><updated>2006-12-21T03:02:38.621-02:00</updated><title type='text'>Jerusalem, Alabama</title><content type='html'>Dessa vez os ortodoxos passaram, e muito, do limite do razoável em Jerusalém. Enquanto eu fazia minha leitura diária do melhor dos blogs judaicos um post no &lt;a href="http://jewschool.com/?p=11638"&gt;Jewschool&lt;/a&gt;, que é um blog que eu conheci recentemente, me deixou no mínimo emputecido. O post é um resumo de uma  &lt;a href="http://haaretz.com/hasen/pages/ShArt.jhtml?itemNo=801449&amp;amp;contrassID=19#resp"&gt;reportagem do Haaretz&lt;/a&gt; que é um jornal mais liberal de Israel. Lá se comenta sobre uma mulher que no fim do mês de novembro andava em um ônibus em direção ao Muro das Lamentações e foi agredida por um grupo de religiosos.  &lt;br&gt;Essencialmente o que acontece em Jerusalém é que as mulheres são convidadas a sentar-se no fundo do ônibus (qualquer semelhança com o Alabama de Marthin Luther King é mera coincidência). Acontece que essa judia americana de 50 anos ia, trajada adequadamente, ao Muro no ônibus no. 2 para suas orações vespertinas. Ela senta-se na parte da frente do ônibus. Um religioso fala: Por favor vá sentar-se no banco de trás. E tinha um monte de lugares vagos. A mulher fala que não vai, que esse num era um ônibus de religiosos e que ela ia sentar onde quisesse. O&amp;nbsp; cara é seco,&amp;nbsp; e conhecendo israelense essa seria mesmo a resposta típica - Eu não estou pedindo, eu estou mandando - parte pra ignorância e dá um tapa na cara da mulher. Daí o resto é a pancadaria, ela xingando o cara, o cara batendo mais nela, mais gente bate nela, alguem chuta a cara dela, o lenço dela cai, ela tira o chapéu do cara, ninguém no ônibus faz nada. Agora mil grupos desde as religiosas feministas do bem até os reformistas querem ajudar a mulher, fazer uma petição pra suprema corte, bla bla bla. &lt;br&gt;E a cara desses religiosos que bateram nela? Por que ninguém quebra eles?&lt;br&gt;Sim, isso me dá a impressão de que eu estou a apenas uma semana do Irã judaico, ou do Alabama sexista. Será que os defensores de direitos humanos vão ter que boicotar a companhia de ônibus israelense? É mesmo uma merda essa situação. &lt;br&gt;É, eu quero estar lá, tomar partido, participar dessa insanidade, e se preciso cair na porrada com o pessoal da TFP do busão. Acho que isso me incomoda mais na medida que sabendo que vou passar um ano em Jerusalém eu já me sinto mais parte da cidade. E fazer parte de Jerusalém é tomar partido, sentar na parte de trás do ônibus, ir na parada gay e manifestar-me contra o muro da Cisjordânia. Eu tenho um ano inteiro pra fazer isso. &lt;br&gt;Só que agora eu mal posso esperar pra estar nesse ônibus número 2. &lt;br&gt;&amp;nbsp; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-7925829829392357293?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/7925829829392357293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/7925829829392357293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2006/12/jerusalem-alabama.html' title='Jerusalem, Alabama'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-921042775920690862</id><published>2006-12-20T10:37:00.001-02:00</published><updated>2006-12-20T10:37:12.152-02:00</updated><title type='text'>O espírito de Chanuká</title><content type='html'>É difícil pra qualquer judeu no mundo falar de Chanuká. Ninguém tem lá muita idéia do que acontece e em quanto todo o mundo cristão está em festa pelo seu natal, vc esta ali todo feliz acendendo as velas com a mamãe. A melhor definição é com certeza a do Adam Sandler na Hanukkah Song: &lt;br&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&amp;quot;It&amp;#39;s time for Hanukkah&lt;/span&gt;&lt;br style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;So much fun-uka&lt;/span&gt;&lt;br style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; To celebrate&lt;/span&gt;&lt;br style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hanukkah&lt;/span&gt;&lt;br style="font-style: italic;"&gt;&lt;br style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hanukkah is, the festival of lights &lt;/span&gt;&lt;br style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Instead of&lt;/span&gt;&lt;br style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;one day of presents&lt;/span&gt;&lt;br style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; We get eight crazy nights&amp;quot;&lt;br&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;O que é realmente irritante é que os judeus passam a infância achando que Chanuká é só um substituto judaico do natal. Você ganha presentinhos, tem a festinha, e pronto, fizeram o seu natal. Afinal, era mesmo muito trauma só falar pro moleque não encher o saco enquanto o apelo consumista bate nas estrelas.  &lt;br&gt;Crescer também é ficar tentando entender os verdadeiros significados da festa das luzes. Diz a lenda que uns 300 anos antes do JC os gregos dominaram jerusalem e proibiram o judaísmo. Um grupo de resistência continuou mantendo o judaísmo e se revoltou contra os gregos. Parece que eles de fato deram um pau nos gregos e puseram os caras pra correr. Nessa eles reconquistam o Templo e conseguem um MILAGRE. O óleo que eles tinha pra acender a menorá (um candelabro de 7 velas)&amp;nbsp; só daria pra um dia, mas durou 8. The 8 Crazy nights. Enfim, essa é a história. No mais, vc vai passeando pelo mundo judaico e vai vendo o que se faz com essa história.  &lt;br&gt;Os mais radicais usam essa história pra falar que a filosofia judaica vale mais que a filosofia grega. Que a torá vale mais que platão que os judeus são fodões etc etc. As linhas mais lights usam a história numa onda de liberdade de culto, luz como paz, pluralidade respeito e todo o resto da agenda. Tem até uma linha que fala que essa história era só propaganda política, que os gregos nunca fariam isso, que o pai do rei dessa época era amigo dos judeus e que esses macabeus é que eram os verdadeiros picaretas da história que queriam tomar o poder, e nada melhor que um milagre pra justificar tudo isso. &lt;br&gt;A história é essa. Israel se divide enquanto NY come Latkes (um bolinho frito de batata) e fica inventando piadas e musiquinhas pra tudo. O mundo judaico não muda nunca.&lt;br&gt;Happy Hanukkah&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-921042775920690862?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/921042775920690862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/921042775920690862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2006/12/o-esprito-de-chanuk.html' title='O espírito de Chanuká'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-6684318515181241344</id><published>2006-12-16T01:55:00.001-02:00</published><updated>2006-12-16T01:55:27.785-02:00</updated><title type='text'>Quero ir para São Petersburgo</title><content type='html'>E eu achava a Rússia um lugar estúpido. Alguma mistura de pose européia, clima glacial e economia subdesenvolvida.&lt;br&gt;Acontece que eu comecei a ler &lt;a href="http://www.gutenberg.org/etext/3076"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; 10 Dias que Abalaram o Mundo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; do &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/John_Reed_%28journalist%29"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;John Reed&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, e esse cara é muito deslumbrado em relação à Rússia. A verdade é que a visão de um americano em plena revolução Russa é ou assustada ou deslumbrada. A dele é deslumbrada. Ele parece encantado com as coisas mais cotidianas de &amp;quot;Petrogrado&amp;quot; (depois vira Leningrado e depois ainda São Petersbugo) em plena revolução. Talvez eu esperasse uma aula de história. Quebrei a cara. O livro é quase um romance sobre a revolução, com direito a um posfácio anti-trotsquista à edição russa de 1957. Coisas da burocracia.  &lt;br&gt;A parte histórica é bem interessante, mostrando as figuras e os pormenores da revolução. Mas enfim, eu ainda estou no meio do livro e corro o risco de largá-lo no meio por coisa melhor. Só que chegando até esse ponto, uma coisa me chamou bastante a atenção. O autor, provavelmente acostumado ao luxo do Oregon, faz altas descrições dos castelos, palácios e ruas de Petrogrado. O fato é que ele analisa a revolução russa inteira como um acontecimento dentro de Petrogrado. E isso me despertou uma imensa curiosidade. Fui atrás de descobrir o que se passava naquela cidade. Google nela e acho várias coisas interessantes. Os  &lt;a href="http://enlight.ru/camera/palaces/index_e.html"&gt;palácios da Rússia czarista&lt;/a&gt; convivem com uma cidade &lt;a href="http://enlight.ru/camera/builds3/index.html"&gt;modernizada&lt;/a&gt; pela revolução num estilo bauhauss de linhas e curvas monumentais. E tudo tem um ar de vitrine. Talvez aproximidade com o resto da Europa faça daquela cidade a porta de entrada da Rússia, e da ao lugar um ar de disneyland. Que a revolução aconteceu lá é um fato interessante, que as construções continuam de pé é milagroso, mas tudo isso junto num país como a Rússia com certeza vale a passagem.  &lt;br&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-6684318515181241344?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/6684318515181241344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/6684318515181241344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2006/12/quero-ir-para-so-petersburgo.html' title='Quero ir para São Petersburgo'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-4692178283591750002</id><published>2006-12-16T01:31:00.001-02:00</published><updated>2006-12-16T01:31:47.877-02:00</updated><title type='text'>versão paulomorizada daquele poema</title><content type='html'>depois de altas críticas, resolvi postar a versão do Paulo Moura, que ficou bem interessante, do poema de 1 semana atrás.&lt;br&gt;&lt;br&gt;cheiro de verde molhado&lt;br&gt;e a perda rápida  &lt;div&gt;de uma cabeça empacotada.&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;(muita espera e&amp;nbsp;tão &lt;/div&gt; &lt;div&gt;pouco tempo).&lt;br&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;o&amp;nbsp;tempo que me escorria&lt;/div&gt; aos pés&lt;br&gt;enquanto a&amp;nbsp;maré arrebentava.&lt;br&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-4692178283591750002?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/4692178283591750002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/4692178283591750002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2006/12/verso-paulomorizada-daquele-poema.html' title='versão paulomorizada daquele poema'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-1209400745801157684</id><published>2006-12-12T00:40:00.000-02:00</published><updated>2006-12-12T00:45:37.193-02:00</updated><title type='text'>Piratas do Tietê</title><content type='html'>Essa é uma tirinha genial do Piratas do Tietê desenhada pelo Laerte.&lt;br /&gt;Bem mais anos 90,  quando ainda existia caminhão de gás.  Mas quem não se lembra da musiquinha do gás? Uma lenda, com certeza!&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www2.uol.com.br/laerte/tiras/piratas/pira11.gif"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px;" src="http://www2.uol.com.br/laerte/tiras/piratas/pira11.gif" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-1209400745801157684?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/1209400745801157684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/1209400745801157684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2006/12/piratas-do-tiet.html' title='Piratas do Tietê'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-2174013216391521185</id><published>2006-12-11T13:14:00.001-02:00</published><updated>2006-12-11T13:14:51.823-02:00</updated><title type='text'>um de tristeza sem nome</title><content type='html'>Cheiro de verde molhado&lt;br&gt;uma triste lágrima do céu&lt;br&gt;que chora a perda rápida&lt;br&gt;d'uma cabeça empacotada.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Muita angústia pra pouco tempo.&lt;br&gt;E era tempo que me escorria aos pés&lt;br&gt;enquanto eu assistia de perto a maré &lt;br&gt;arrebentando na praia das minhas idéias.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Uma carta seguro na manga,&lt;br&gt;o tempo não para a caminhada.&lt;br&gt;Era difícil passar na garganta&lt;br&gt;a casa blue e a pedra lascada.&lt;br&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-2174013216391521185?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/2174013216391521185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/2174013216391521185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2006/12/um-de-tristeza-sem-nome.html' title='um de tristeza sem nome'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-3097003183516983348</id><published>2006-12-09T14:06:00.001-02:00</published><updated>2006-12-09T14:06:55.005-02:00</updated><title type='text'>Saint-Germain - Tourist</title><content type='html'>&lt;div&gt;Esse CD tem uma história bizarra. Conheci em Punta del Este,&amp;nbsp;fevereiro de&amp;nbsp;2001, depois de viajar por quase 1h pra chegar numa praia que seria o máximo, não tivesse já acabado a temporada e estivesse tudo já fechado&amp;nbsp;num clima de fim-de-feira.  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;A única coisa aberta era um bar que eu me lembro de ser roxo e verde escuro. Quase ninguém por ali. Deito numa rede e tento dormir, afinal, passar uma hora em cima de uma moto não é lá muito relaxante. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Só que a trilha sonora é arrebatadora. Pra mim, que tinha passado a vida inteira ouvindo musica eletronica porcaria, e achava que esse estilo era medíocre mesmo aquilo era simplesmente único. Não dava pra dizer que era tecnho, que eu achava ser o único estilo eletrônico, mas também não era Jazz, que àquela altura eu sequer conhecia direito. Era eletrônico com jazz, ou talvez jazz eletrônico. Passei muito tempo depois tentando entender que diabos era aquilo, que nome tinha, quem mais fazia, de onde vinha. Mas na hora só pude pensar em ir falar com o DJ e descobrir que som era aquele. Esse DJ era&amp;nbsp;muito esperto. Sacou de uma prateleira o CD, plastificado, etiquetado e já soltou logo o preçco: uns 20 dólares. Era caro, mas era Punta e eu estava em estado de torpor pela qualidade da música. Desembolsei. Comprei. Ouvi esse CD já pelo menos umas 500 vezes. Nem sei como não riscou ainda. Faço cópias de segurança dele de quando em quando. Toco ele em quase todas as festinhas na minha casa desde que ele existe, e sempre é uma excelente surpresa pra todo mundo que ouve. O CD tem pelo menos uns 6 anos de vida, e mesmo assim é tremendamente atual. Uma mistura supera apimentada de Jazz, downbeats, um pouco de house, no rítmo que hoje chamam de Lounge ou Chill-Out. Foi o CD que me jogou nesse mundo de sons sofisticados, e que me redirecionou a verba musical, além, é claro de aumentá-la!  &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Colocar ele aqui pra vcs baixarem é um prazer enorme. Um presente, uma lembrancinha da minha casa e das minhas festinhas. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Essa nostalgia pré-viagem tá me matando.&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;a href="http://rapidshare.com/files/6750087/Tourist.zip"&gt;http://rapidshare.com/files/6750087/Tourist.zip&lt;/a&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;Se alguém tiver dúvidas sobre como baixar coisas no rapidshare, pode me pedir ajuda.&lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-3097003183516983348?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/3097003183516983348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/3097003183516983348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2006/12/saint-germain-tourist.html' title='Saint-Germain - Tourist'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-1143138341932940577</id><published>2006-12-08T20:12:00.001-02:00</published><updated>2006-12-08T20:12:15.739-02:00</updated><title type='text'>Sobre judaísmo, islamismo e tolerância</title><content type='html'>Que blog é um negócio fantástico e que ninguém mais precisa saber só a opinião de 3 ou 4 colunistas que foram eleitos num é novidade. Só que eu decidi mergulhar de cabeça no mundo dos blogs judaicos. São vários blogs sobre essa sensação de ser judeu no mundo moderno e as problemáticas judaicas contemporâneas.  &lt;br&gt;São vários que eu tenho lido, todos em inglês. Comecei pelo &lt;a href="http://www.jewlicious.com/"&gt;Jewlicious&lt;/a&gt;, que me levou a todos os demais e tem várias pessoas diferentes. Bem interessante e tem uma linha que eu nem desconfiava que existia, chamada Modern Orthodox. Vale uma visita. Foi lá que conheci&amp;nbsp; o  &lt;a href="http://www.jewcy.com/"&gt;Jewcy&lt;/a&gt;, que além de ter uns artigos muito bizarros tem umas &lt;a href="http://www.jewcy.com/shop"&gt;camisetas absurdas&lt;/a&gt;, que valem mesmo uma visita. Num é raro esses blogs me levarem pra outras surpresas várias. &lt;br&gt;Agora, hoje o &lt;a href="http://www.jewlicious.com/"&gt;Jewlicious&lt;/a&gt; se superou. Nem sei direito por que fui parar num site de &lt;a href="http://www.brasscrescent.org/2006.php"&gt;premiação dos melhores blogs islâmicos&lt;/a&gt;. Fui, vi, gostei e resolvi checar esses blogs. Uma das categorias mais interessantes é com certeza a que elege o melhor blog que traz argumentos para refutar os argumentos fundamentalistas e mostrar a pluralidade do mundo islâmico. Não por acaso, me chamou atenção especial o  &lt;a href="http://eteraz.wordpress.com/2006/07/21/jews-as-apes-and-swine/"&gt;Jews As Apes and Swine&lt;/a&gt;. Resolvi ler. E num é que o cara faz uma análise muito minuciosa do Alcoorão, numa passagem que é normalmente tida como racista e que o incomodava. Curti absurdamente! Recomendo mesmo.  &lt;br&gt;Acho que no fundo eu me identifico muito com esse cara, porque no fundo eu estou mesmo é procurando o lado racional, tolerante e pluralista do judaísmo. E é um trampo muito muito grande!&lt;br&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-1143138341932940577?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/1143138341932940577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/1143138341932940577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2006/12/sobre-judasmo-islamismo-e-tolerncia.html' title='Sobre judaísmo, islamismo e tolerância'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-9060459496789103510</id><published>2006-11-30T02:16:00.001-02:00</published><updated>2006-11-30T02:16:16.014-02:00</updated><title type='text'>Texto do meu brother direto de LA</title><content type='html'>Esse aqui é do meu irmão que agora tá morando en L.A.&lt;br&gt;abço meu velho!&lt;br&gt;&lt;br&gt;------------------------------------------------------------------------------------&lt;br&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;O IPOD E A BLINDAGEM&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;	 Atenção dirigida é pouco. Desde o dia em que comprei um Ipod, tenho percebido a imensa quantidade de usuários  que já compraram a ideia. "opa , sorry" me equivoquei; estava tentando me referir a PRODUTO. O que mais me chamou atenção nessa multidão de consumidores do eletrônico foi o que me aconteceu na semana passada. Quando estava passeando pela grande cidade de Los Angeles, um sujeito que aqui nos EUA conhecido como &lt;i&gt;homeless&lt;/i&gt;, e é ainda mais popular no Brasil - o mendigo me pediu uma moeda. O fato não seria nada estranho se ele não estivesse ouvindo um tocador de MP3 da Apple (ipod). Minha indagação se acentuou quando respondi: não tenho nada. - Assustador; o sujeito ao menos olhou na minha cara. Acredito eu que o volume da musica ( a qual eu conseguia ouvir a distancia) não permitiu que ele escutasse minha resposta;  assim virou as costas e estendeu a mão para outro...&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;	A popularização absurda deste tocador de mucica deve estar incomodando muita pessoas JURÍDICAS. Imagino em curto prazo as pessoas falando, "&lt;i&gt;comprei um ipod da sony..." &lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;. Se deixei transparecer que sou vendedor, filho do dono,  ou algo do gênero; esqueça ! Este não é o intuito da comparação. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;	Pois bem,  você já andou em um carro blindado? A sensação de egoísmo impar,  é mais ou menos assim; o mundo la fora que se foda, pois aquela pequena metragem fechada se torna um ambiente restrito, que resiste até as provas-de-foça mais violentas.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;	Me responda se você já ouviu um Ipod?  A sensação de egoismo ímpar também permanece, pois o sujeito se reserva de todos os sons do ambiente. Agora com direito de escolher qual sera a trilha sonora do mundo, com o privilegio de ouvir o que quer, quando quiser, onde quiser, no volume ideal.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;	Talvez esse fato não só explica sucesso do eletrônico; que por sua vez, explica a sociedade totalmente egocêntrica. Sem problemas filosóficos sociológicos ! Agora, quanto a questão do sucesso da marca deixo para os marketeiros debaterem.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;&lt;br&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="right"&gt; &lt;br&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="right"&gt; &lt;br&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="right"&gt; &lt;br&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="right"&gt; &lt;br&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="right"&gt; ZUZU ( THE BROTHER)&lt;/p&gt; ----------------------------------------------------------------&lt;br&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-9060459496789103510?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/9060459496789103510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/9060459496789103510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2006/11/texto-do-meu-brother-direto-de-la.html' title='Texto do meu brother direto de LA'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-2944937360109066193</id><published>2006-11-26T02:17:00.001-02:00</published><updated>2006-11-26T02:17:36.255-02:00</updated><title type='text'>There's something about Francisco</title><content type='html'>Tem Alguma Coisa em &amp;quot;2 Filhos de Francisco&amp;quot; que eu ouço além da trilha-sonora folk-pop-sertaneja. Esse drama dos irmãos que ganham a vida cantando tem algo de especial. Tá na cara que os irmãos Camargo bancaram essa obra pra contar a história da sua vida, mas isso nem de longe explica a beleza desse filme. &lt;br&gt;Não me emociona muito esse clima do sertão, visto de fora, como uma grande metáfora de pureza. Muito menos o drama familiar da família. A grande figura do filme, e quem com certeza me faz&amp;nbsp; gostar dessa história, é o seu Francisco.  &lt;br&gt;O seu Francisco é um pai. É o pai que todo menino quis ter e o que todos nós, meninos, queremos ser quando crescer. Ele sempre acreditou nos filhos e apoiou &amp;quot;os meninos&amp;quot; o tempo todo. Amor só pode ser isso, esse sonho que tem ar de compromisso familiar. E toda a família sonha junta. E o cara acredita sempre! &lt;br&gt;Amor só pode ser essa loucura (atenção para os spoilers!) de gastar todo o salário em fichas telefônicas, só pra música dos filhos tocar no rádio. &amp;quot;Mas não é só porque é meu filho não, é porque é bom mesmo!&amp;quot;. Pai é uma coisa foda! &lt;br&gt;Deve me incomodar ainda mais porque eu queria muito um Francisco na minha vida. Se não rolou receber um de fábrica, a idéia agora é&lt;br&gt;Vai Mauricio, ser Francisco na Vida. &lt;br&gt;Nunca imaginei que eu faria isso, mas aqui vou eu citar Raul Seixas: &lt;br&gt;&lt;font size="-1"&gt;&amp;quot;O sonho que se sonha só, é só o sonho que se sonho só. Mas o sonho que se sonha junto é realidade&amp;quot;&lt;/font&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-2944937360109066193?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/2944937360109066193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/2944937360109066193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2006/11/theres-something-about-francisco.html' title='There&apos;s something about Francisco'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-2249678600724154471</id><published>2006-11-22T01:30:00.001-02:00</published><updated>2006-11-22T01:32:12.503-02:00</updated><title type='text'>Promessa é dívida!</title><content type='html'>Esse é o email da "martinha". Só porque foi engano eu apaguei o endereço e telefone dela. Mas se alguém quiser ajudá-la, eu posso dar o endereço e telefone que estão no email original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------- Forwarded message ----------&lt;br /&gt;&lt;span class="gmail_quote"&gt;From: &lt;b class="gmail_sendername"&gt;mcv&lt;/b&gt; &amp;lt;&lt;a href="mailto:xxxxx@yahoo.com.br"&gt;xxxxx@yahoo.com.br&lt;/a&gt;&amp;gt;&lt;br /&gt;Date: Oct 5, 2006 2:41 PM&lt;br /&gt;Subject: MARTINHA&lt;br /&gt;To: &lt;a href="mailto:MAURICIOS@gmail.com"&gt; MAURICIOS@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;Olá Maurício, td bem com vc!?&lt;/div&gt;  &lt;div&gt;Me desculpe por não ter me comunicado antes com vc, pois fico preocupada com sentimentos alheios e vc é uma pessoa especial. Tive altos e baixos, mas sobrevivi, até estou na facu(pagto atrasado). Bom, eu não fui embora de lá quando eu estava bem financeiramente. Ocorreu que lá  &lt;span id="st" name="st" class="st"&gt;só&lt;/span&gt; em novembro à fevereiro que será bom, e com &lt;span id="st" name="st" class="st"&gt;meu&lt;/span&gt; horário após a facu 23:30 não tenho muito lucro. Assism que comecei a estudar não faltei na facu para atender por fora,  &lt;span id="st" name="st" class="st"&gt;só&lt;/span&gt; hoje que acordei, pois &lt;span id="st" name="st" class="st"&gt;meu&lt;/span&gt; aluguel vencerá amanhã e não tenho $ em cx. Eu tenho um processo a receber, ontem fui no fórum e foi empenhorado 01 monitor usado no valor de R$ 300,00 como pagto a mim, não aceitei  &lt;span id="st" name="st" class="st"&gt;só&lt;/span&gt; terei resposta na quarta. Por isso, &lt;span id="st" name="st" class="st"&gt;só&lt;/span&gt; confio em vc, pois vc &lt;span id="st" name="st" class="st"&gt;sabe&lt;/span&gt; do &lt;span id="st" name="st" class="st"&gt; meu&lt;/span&gt; &lt;span id="st" name="st" class="st"&gt;segredo&lt;/span&gt; (vivi). &lt;span id="st" name="st" class="st"&gt;Meu&lt;/span&gt; nº é esse 72xx-xx99.&lt;/div&gt;  &lt;div&gt;Desculpe, mas estou tentanto voltar trabalhar, não está fácil.&lt;/div&gt;  &lt;div&gt; Beijos&lt;/div&gt;  &lt;div&gt;Marta&lt;/div&gt;&lt;span class="ad"&gt;&lt;p&gt;    &lt;/p&gt;&lt;hr size="1"&gt;&lt;br /&gt;Depois de ler esse caso muito boate, decidi ligar pra moça. Confesso que nos 15 segundos entre ligar e descobrir que o email fora mandado pro lugar errado várias coisas passaram pela minha cabeça. Seria Marta uma antiga amante a quem eu teria dado meu email? Será que eu escrevi meu email pra alguma moça em algum momento de bebedeira? Qual era o segredo? O que eu tinha com esse tal segredo?&lt;br /&gt;Essa vida dupla ainda me mata.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://us.rd.yahoo.com/mail/br/tagline/mobile_alerts/*http://br.mobile.yahoo.com/mailalertas/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt;&lt;/a&gt; &lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-2249678600724154471?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/2249678600724154471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/2249678600724154471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2006/11/promessa-dvida.html' title='Promessa é dívida!'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-729964133704323972</id><published>2006-11-22T01:14:00.001-02:00</published><updated>2006-11-22T01:21:28.741-02:00</updated><title type='text'>He ain't heavy, he is my brother!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger2/2208/4527/1600/collage.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger2/2208/4527/320/collage.0.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pro meu little brother, que está na terra do tio Terminator!&lt;br /&gt;"Saudade é a presença da ausência"&lt;br /&gt;aquele abraço meu velho!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-729964133704323972?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/729964133704323972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/729964133704323972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2006/11/he-aint-heavy-he-is-my-brother.html' title='He ain&apos;t heavy, he is my brother!'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-7281087398824214398</id><published>2006-11-14T17:01:00.000-02:00</published><updated>2006-11-14T17:02:15.856-02:00</updated><title type='text'>"Recordare amigos" - Meu Borat particular</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;font face="Arial" size="2"&gt;Eu me senti o cara mais malandro do mundo quando,  no começo do gmail, recebo um convite e pra minha surpresa o nome &amp;quot;mauricios&amp;quot;  estava disponivel. É bem óbvio que esse tipo de endereço é a menina dos olhos de  qualquer provedor: os nomes mais fáceis. Só que de tão simples, acabo sempre  recebendo algumas coisas bem estranhas. Já recebi um e-mail com um relatório de  uma companhia de ônibus e um pedido de ajuda nada convencional enviado por uma  mocinha com um &amp;quot;segredo&amp;quot; e sem grana pro aluguel. &lt;/font&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;font face="Arial" size="2"&gt;Agora foi a vez de outra mocinha de nome Shelli. A  mensagem eu transcrevo abaixo, porque contar não seria de longe tão divertido. A  comparação com Borat é meio complicada pra quem ainda não sabe o que é o  filme... aos curiosos a wikipedia ajuda &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Borat"&gt;http://en.wikipedia.org/wiki/Borat&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;Eu vou ter que achar o email da maluca que me pediu dinheiro contando uma triste história de vida... Fica pra um próximo Post &lt;br&gt;&lt;br&gt;---------- Forwarded message ----------&lt;br&gt;&lt;span class="gmail_quote"&gt;From: &lt;b class="gmail_sendername"&gt;S Gomez&lt;/b&gt; &amp;lt;&lt;a href="mailto:sgomez@fhrinc.net"&gt;sgomez@fhrinc.net&lt;/a&gt;&amp;gt;&lt;br&gt;Date: Nov 13, 2006 10:04 PM&lt;br&gt; Subject: Recordare amigos&lt;br&gt;To: &lt;a href="mailto:mauricios@gmail.com"&gt;mauricios@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;               &lt;div link="blue" vlink="purple" lang="EN-US"&gt;  &lt;div&gt;  &lt;p&gt;&lt;font face="Arial" size="2"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;I'm practice my &lt;span&gt;Italino&lt;/span&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;font face="Arial" size="2"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;Estoy&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;font face="Arial"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt; &lt;span&gt;lavorando&lt;/span&gt; mucho, &lt;span&gt;&lt;span&gt;yo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt; &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;mandare&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span&gt;bacio&lt;/span&gt;, mucho &lt;span&gt;bacios&lt;/span&gt;, &lt;span&gt;yo&lt;/span&gt; &lt;span&gt;ricordare&lt;/span&gt; Mauricio. &lt;span&gt;&lt;span&gt;Attesa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt; &lt;span&gt; di&lt;/span&gt; &lt;span&gt;vedere&lt;/span&gt; a &lt;span&gt;ti&lt;/span&gt; &lt;span&gt;ancora&lt;/span&gt;, &lt;span&gt;di&lt;/span&gt; &lt;span&gt;nuovo&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font face="Arial" size="2"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font face="Arial" size="2"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;Sorry I know is a late mistake, but I'm practicing my &lt;span&gt;Italiano&lt;/span&gt; for you Mauricio mi &lt;span&gt;buen&lt;/span&gt; amigo, my great friend I can't stop thinking about you&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;font face="Arial" size="2"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;Hola&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;font face="Arial"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt; &lt;span&gt;&lt;span&gt;Beny&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;thank &lt;/span&gt; you for everything that you gays done for me and my sister, we love you &lt;span&gt;gys&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font face="Arial" size="2"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font face="Arial" size="2"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;I will send other email soon I have to &lt;span&gt;go&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;because&lt;/span&gt; I have class.&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;font face="Arial" size="2"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;Thak&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;font face="Arial"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt; you&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font face="Arial" size="2"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;Love &lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font face="Arial" size="2"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;Shelli&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;/div&gt;    &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-7281087398824214398?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/7281087398824214398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/7281087398824214398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2006/11/recordare-amigos-meu-borat-particular.html' title='&quot;Recordare amigos&quot; - Meu Borat particular'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-5584269504619633317</id><published>2006-11-13T04:29:00.000-02:00</published><updated>2006-11-13T04:31:32.645-02:00</updated><title type='text'>De cara nova</title><content type='html'>Resolvi dar a esse blog uma nova cara. Escolhi aqui entre o padrão q menos me incomodava e que não fosse tão indie como o anterior. Opiniões são muito bemvindas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-5584269504619633317?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/5584269504619633317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/5584269504619633317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2006/11/de-cara-nova.html' title='De cara nova'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-5079138866075284906</id><published>2006-11-13T03:53:00.000-02:00</published><updated>2006-11-13T04:11:33.189-02:00</updated><title type='text'>O espírito do XI/08</title><content type='html'>Além de estudar na São Francisco eu tenho um certo gosto por algumas tradições daquele lugarzinho...&lt;br /&gt;"Pindura 2005 - recordar é viver!"&lt;br /&gt;"A-O-U dei pindura na daslu!"&lt;br /&gt;&lt;object width="240" height="280"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/JuY5iQa8RdY"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/JuY5iQa8RdY" type="application/x-shockwave-flash" width="600" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-5079138866075284906?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/5079138866075284906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/5079138866075284906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2006/11/o-esprito-do-xi08.html' title='O espírito do XI/08'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-116334511429547539</id><published>2006-11-12T13:25:00.000-02:00</published><updated>2006-11-13T03:52:01.618-02:00</updated><title type='text'>Ilusões Alcoólicas</title><content type='html'>Olho pro lado. Não sei se era alguma delas. Talvez fosse, eu não ia até lá. Afinal tinha sido numa outra festa e eu devo ter alugado ela demais pro telefone dela ir parar na agenda do meu. E eu nem sei o nome dela. Mentira. Eu sei. E sei até o sobrenome, e sei por que eu a conhecia e sei que eu a achava interessante, divertida e apesar de não muito bonita era fofinha. Desculpa, talvez ela fosse bonita, mas era gordinha e eu sempre tento achar uma desculpa pra não dizer que eu acho uma gordinha bonita.  &lt;br&gt;&lt;br&gt;E alguém em algum momento me falou. Aquela menina que você ficou na outra festa tá aqui. A arrogância. Qual delas? E nem eram tantas. Aliás duas é só mais que uma e não era algo que valesse a pena ser dito tantas. Eu achava que não ia cruzar e a verdade é que talvez ela nem estivesse mesmo na festa. &lt;br&gt;&lt;br&gt;Mas já era tão tarde. No dia seguinte da festa eu tinha tentado ligar. Eu nunca consigo não ligar. Fraqueza. Eu nunca consigo ignorar o número de telefone e o dia seguinte. Mas talvez nem fosse ela ali parada. E eu já tinha me enfiado uns quatro copos de rum ou vodka e outros vários copos de cerveja. Eu olhei pro lado. Não era uma pessoa só, era um monte de gente. E a luz por trás fazia delas todas sombras. Eu acho que eu vi mas eu não andei até lá. Eu fiquei morrendo de medo. O que eu ia falar? Eu liguei no dia &lt;br&gt;seguinte, ela não atendeu. Ela ligou de volta aí quem não atendeu fui eu. Eu tentei ligar de volta. Talvez ela já soubesse que era eu. E eu tenho esse hábito patético de esperar que a pessoa saiba quem eu sou. Eu quero que ela reconheça a minha voz. Ela não reconheceu. Foi chato, mas no final eu liguei mais vezes e ela nunca mais atendeu. E eu nem tinha por que andar até ela. &lt;br&gt;E eu não andei mesmo. Em um momento de self-love, mais pra self-paixão, eu apaguei o telefone dela do meu celular. Eu sabia onde achar aquele número de novo. Ou não. Ultimamente eu tenho feito limpezas muito doentes nos meus e-mails antigos. Eu não procurei. Só que depois de pensar nisso tudo eu fiquei com uma vontade imensa de cruzar com ela por acaso. Como quem vira por nada. Do nada. Por nada. Assim, como quem não quer nada. Mas aí a banda já tinha parado de tocar. O rum tinha acabado. A vodka tinha acabado. Só tinha sorvete de Nóz Pecan, mas eu ainda tomava sorvete de qualquer coisa que fosse. Se a cerveja não tivesse acabado. Talvez eu nem fosse procurar ela. Mas eu procurei e não achei. Eu apaguei aquele telefone. Eu não consigo desistir dessa coisa de apagamento. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-116334511429547539?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/116334511429547539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/116334511429547539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2006/11/iluses-alcolicas_12.html' title='Ilusões Alcoólicas'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-116301655098083846</id><published>2006-11-08T18:05:00.000-02:00</published><updated>2006-11-13T03:52:01.237-02:00</updated><title type='text'>Falando do Tempo</title><content type='html'>Essa vida de motoqueiro tem algumas loucuras. Depois que assumi a minha scooter amarelinha ando pela cidade batendo altos papos com a galera da motoca. Nunca alguém em um carro imagina em olhar pro lado quando estáparado no farol. Conversar então, nem pensar. No mundo das motos tudo é bem diferente.&lt;br /&gt;Há entre os motoqueiros uma cumplicidade ímpar. Qualquer motorista que játeve a infelicidade de acertar uma moto no trânsito sabe muito bem o que é isso. É quase intantâneo dezenas de motos pararem para ajudar o acidentado eaproveitarem para ir pra cima do "agressor". Chega a dar medo, porque nãodemora um minuto para juntarem-se quase uma centena de motos ao redor do carro que acertou a motoca.&lt;br /&gt;É estranha a sensação de estar sobre a moto. Senti-me muitas vezes fragilizado. Nada me separa de cima da moto ao chão. Não há espaço pra segunda chance quando você pode voar no meio de uma avenida. Se é calor, o vento na cara da a sensação de liberdade, o ar condicionado não é nem de longe tão gostoso. Agora, se chove, as gotas parecem grãos de areia que lhe cortam a pele. O vento frio entra por qualquer buraco e gela-me a alma. Terrível!&lt;br /&gt;O lado mais interessante dessa super-exposição é que os faróis vermelhos viram ponto de encontro. Logo que você para pela primeira vez, sempre àfrente de todos os carros, percebe-se um aceno, que no mínimo é de muito respeito. Já ouvi comentários que vão desde a potência da moto - e aí? isso anda? Até comentários sobre modelos de capacete e cirurgia plástica (melhor nem pensar nisso). Mas é sem dúvidas o comentário sobre o tempo que reina nessas conversas.&lt;br /&gt;Falar sobre o tempo é o extremo da "função fática". Papo de elevador, de sala de espera e, novidade pra mim, papo de farol também. Só que nada é mais justo pra um motoqueiro. Acontece que para alguém ali rodadndo montado na moto, o tempo faz toda a diferença. A condição é a mesma, com capa, semcapa, numa mobilete ou numa harley. O céu é para todos, mas só cai mesmo éna cabeça dos motoqueiros!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-116301655098083846?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/116301655098083846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/116301655098083846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2006/11/falando-do-tempo_08.html' title='Falando do Tempo'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-116279168493465882</id><published>2006-11-06T03:41:00.000-02:00</published><updated>2006-11-13T03:52:01.043-02:00</updated><title type='text'>Um Grito</title><content type='html'>Um brinde ao lado podre da vida...&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Poema em Linha Reta&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;Nunca conheci quem tivesse levado porrada. &lt;br&gt;Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br&gt;&lt;br&gt;E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,  &lt;br&gt;Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita, &lt;br&gt;Indesculpavelmente sujo. &lt;br&gt;Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho, &lt;br&gt;Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo, &lt;br&gt;Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,  &lt;br&gt;Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante, &lt;br&gt;Que tenho sofrido enxovalhos e calado, &lt;br&gt;Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda; &lt;br&gt;Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,  &lt;br&gt;Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes, &lt;br&gt;Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar, &lt;br&gt;Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado &lt;br&gt;Para fora da possibilidade do soco;  &lt;br&gt;Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas, &lt;br&gt;Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br&gt;&lt;br&gt;Toda a gente que eu conheço e que fala comigo &lt;br&gt;Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,  &lt;br&gt;Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;br&gt;&lt;br&gt;Quem me dera ouvir de alguém a voz humana &lt;br&gt;Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia; &lt;br&gt;Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!  &lt;br&gt;Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam. &lt;br&gt;Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil? &lt;br&gt;Ó principes, meus irmãos,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br&gt;&lt;br&gt;Arre, estou farto de semideuses! &lt;br&gt;Onde é que há gente no mundo?&amp;nbsp;&amp;nbsp;  &lt;br&gt;&lt;br&gt;Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?&amp;nbsp;&amp;nbsp; Poderão as mulheres não os terem amado, &lt;br&gt;Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca! &lt;br&gt;E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído, &lt;br&gt;Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?  &lt;br&gt;Eu, que venho sido vil, literalmente vil, &lt;br&gt;Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Álvaro de Campos&lt;/span&gt;&lt;br&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-116279168493465882?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/116279168493465882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/116279168493465882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2006/11/um-grito.html' title='Um Grito'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-116270246092220623</id><published>2006-11-05T02:54:00.000-02:00</published><updated>2006-11-13T03:52:00.877-02:00</updated><title type='text'>Livros Engraçados</title><content type='html'>&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Uma coisa hoje é interessante sobre livros. Mais do  que um resumo da história, uma mini biografia do autor ou até mesmo um pedaço da  história, todo livro tem os comentários que sairam em algum jornal sobre o  livro. &lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Nesse mundinho das contra-capas, uma resenha do New  York Times deve valer ouro. Aí aparece a opinião do crítico do Herald Tribune...  Priceless! Talvez a ideia seja que você, vendo essa linha de elogio à obra,  empolgue-se e pense que se o crítico do NYT gostou, deve ser bom  mesmo!&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Agora, nada é mais tosco do que os comentários: "O  melhor livro do ano", "Comecei a ler e não terminei até acabar". &lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Só que um tipo de comentários é abusivamente comum.  O argumento é de que é o livro mais engraçado que há. "você não consegue parar  de rir". O apelo "hilário" está até mesmo em dramas. Achei que fosse uma  novidade do mercado editorial. Lá estava hoje na livraria um caso interessante:  a história era sobre uma mulher que decidia passar 1001 dias sem homem. O  comentário: "Não leia esse livro numa sala de espera. Você irá rir tanto que  ficará sem jeito." Exagero?&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Descobri ainda que até Alta Fidelidade, do Nick  Hornby, um dos autores modernos que eu mais respeito, tem esse apelo "cômico".  "Made me laugh loud more than any book I can remember". E eu achei esse livro  sério. Sim, ele usa de ironia, mas não é piada. &lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Dizem que só se ri de algo quando você se  identifica. É mesmo fantástico se identificar com uma história, mas talvez  literatura seja um pouco mais do que um chaveco do tipo "nossa sabe que eu  também tenho um doberman!"&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Estou procurando um livro que não seja engraçado.  Sugestões?&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-116270246092220623?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/116270246092220623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/116270246092220623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2006/11/livros-engraados.html' title='Livros Engraçados'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-116264923740663706</id><published>2006-11-04T12:07:00.000-02:00</published><updated>2006-11-13T03:52:00.784-02:00</updated><title type='text'>E eu posso até ser preso...</title><content type='html'>Eu não vou resistir. Um amigo me pediu ontem o CD do Sergio Mendes, Timeless. Ok, eu passei ele pra mp3, depois eu mandei ele pro rapidshare, q é um sistema de drive virtual onde você faz upload gratuito e tem um limite pra baixar gratuitamente. Nada de mais, só uma pirataria nossa de cada dia. Mas eu não resisto, eu quero passar isso pra quem quiser pegar porque: &lt;br&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;O CD é ótimo, mistura de bossa nova com hip hop e outros artistas gringos insanos. O apogeu de um cara que faz bossa nova há anos nos EUA e agora teve reconhecimento da geração 00!&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Eu não acredito que o Sérgio Mendes se importe muito com isso. Ele tá vendendo zinguibilhões de cópias desse CD em todos os Starbucks da américa e fazendo mta mta grana com shows, prêmios, etc etc. &lt;/li&gt;&lt;li&gt;É, eu tenho o CD e quero dividir com a galera. Não to muito preocpado com o q a indústria bilionária do entretenimento acha disso. Pra mim esse blog vira muito a sala da minha casa, e quem conhece a sala da minha casa sabe que eu adoro uma boa trilha sonora. Então, apesar de eu poder mesmo me foder e ser preso por espalhar isso, aí vai o link do CD pra ser baixado no rapidshare. &lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;Se você não entendeu como funciona ou acha isso tudo muito complicado, desista. Talvez você tenha nascido pra comprar músicas a U$ 1,00 na loja do iTunes! Eu não... Aí vai a minha contribuição à subversão!&lt;br&gt;&lt;a href="http://rapidshare.com/files/1924060/Sergio_Mendes.zip"&gt; http://rapidshare.com/files/1924060/Sergio_Mendes.zip&lt;/a&gt;&lt;br&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-116264923740663706?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/116264923740663706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/116264923740663706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2006/11/e-eu-posso-at-ser-preso.html' title='E eu posso até ser preso...'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37087392.post-116258422632286544</id><published>2006-11-03T17:53:00.000-02:00</published><updated>2006-11-13T03:52:00.609-02:00</updated><title type='text'>Catcher In The Rye</title><content type='html'>Coincidências não existem.  Acabei de terminar "O Apanhador no Campo de Centeio" e decidi que essa é a hora exata de começar um novo projeto. Saudades do Holden ou da Phoebe. Talvez não. Talvez apenas a leve impressão de que, mesmo não sendo um assassino, não deixo de compartilhar da cabacisse do Holden. Sim, eu sei, eu estou bem atrasado. Mas fazer o que, eu sei que eu estou atrasado e está na hora de tirar o atraso.&lt;br /&gt;Chega esse momento onde o mundo te estranha, você não cabe, ou mesmo que caiba parece que "veste mal". Escrever é a saída do Mr. Antonieli, talvez seja a minha. Vou voltar a vomitar essas coisas estranhas que acontecem na minha cabeça. Alguém um dia disse que engolir muitos desses sapos dá câncer. Eu tenho medo. Escrevo por medo?&lt;br /&gt;Mas enfim, só pra decorar eu coloco aqui um poema meu que nem é tão novo mas é sobre o Holden, e cabe nesse post:&lt;br /&gt;Sem fronteiras,&lt;br /&gt;barreiras,&lt;br /&gt;pessoas,&lt;br /&gt;propagana!&lt;br /&gt;"Pra onde vão os malditos patos&lt;br /&gt;quando o lago do Central Park&lt;br /&gt;congela?"&lt;br /&gt;Pra onde vai o maldito Holden&lt;br /&gt;quando os malditos patos&lt;br /&gt;congelam?&lt;br /&gt;É foda ser pato&lt;br /&gt;em plena Nova Iorque.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37087392-116258422632286544?l=mauricismos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/116258422632286544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37087392/posts/default/116258422632286544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mauricismos.blogspot.com/2006/11/catcher-in-rye.html' title='Catcher In The Rye'/><author><name>Mauricio Schuartz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15370677877131380060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://images3.orkut.com/images/medium/558/545558.jpg'/></author></entry></feed>
